NOTAS PÓS-RODADAS (apesar do horror)



Terrível, horrível, incompreensível o que aconteceu hoje de manhã numa escola carioca.

Pouco me importa o que está escrito na carta que o responsável pela tragédia deixou. No momento em que uma pessoa planeja matar crianças, chegamos ao fim do nosso caminho.

Não estamos acostumados a esse tipo de horror. Nossos dramas são diferentes. Não discuto a gravidade, o que é melhor ou pior em relação ao que acontece em outros países. Mas nossas aflições são outras. Ou eram.

Hoje, experimentamos a loucura de uma chacina dentro de uma escola.

Onze crianças mortas. Treze feridas.

O que estamos fazendo?

Por algum motivo, as notícias de hoje me pegaram. É muito fácil abrir os jornais, ligar o rádio e encontrar razões para ficar preocupado, triste, indignado, até horrorizado.

Mas quando não nos afeta diretamente, conseguimos bloquear as sensações. Em bom português, fingimos que não aconteceu nada.

Deixo minhas filhas todas as manhãs na escola e espero vê-las e abraçá-las, à noite, quando volto para casa.

Qualquer hipótese diferente dessa é inimaginável, insuportável.

Durante o SportsCenter desta quinta-feira, me perguntei várias vezes se falar de esportes num dia como hoje é algo que faz sentido.

Não faz. Como não faz o menor sentido o que aconteceu na Escola Municipal Tasso da Silveira.

Confissão: abaixo, estão as notas sobre o que vi ontem, na rodada da Copa do Brasil e da Libertadores.

Resolvi escrevê-las para me distrair. Ajuda a não pensar na barbaridade.

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Difícil de entender o descontrole do Santos (3 x 2 no Colo Colo), com o jogo resolvido, em casa.

Libertadores é assim? Pode ser. Mas nada justifica o time perder 3 jogadores expulsos e não tê-los em campo no jogo seguinte, tão importante quanto o de ontem.

Neymar é um caso à parte. Em todos os aspectos. Marcou um gol de craque e botou a máscara.

Não pode reclamar do árbitro pelo cartão que levou. Está na regra e ele tem obrigação de saber.

O Santos deve sofrer no Paraguai, desfalcado e já com Muricy no banco. Não precisava ser assim.

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O Fluminense (Nacional 2 x 0) encontrou-se com a dura realidade no Uruguai.

Perder para o Nacional em sua casa é resultado normal. É nessa hora que os pontos perdidos no Engenhão machucam de verdade.

A tabela era conhecida. Dois jogos, no Uruguai e na Argentina, para encerrar a fase de grupos.

Quando a calculadora entra em ação, é mau sinal.

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Só vi o gol do jogo do Internacional (Jaguares 1 x 0). Bonito giro de Salazar na área.

E a terra ainda tremeu no México…

Do jeito que as coisas estão no grupo, tudo é possível. Tanto a liderança como a eliminação.

O jogo desta noite entre Emelec e Jorge Wilstermann deixará as coisas mais claras.

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De um extremo ao outro, em poucos minutos.

O zagueiro André Oliveira, do Santa Cruz, protagonizou uma tola expulsão no primeiro tempo do jogo contra o São Paulo (2 x 0).

A bola estava nas mãos do goleiro quando ele deixou o braço no rosto de Dagoberto, dentro da área. Já tinha amarelo…

Na cobrança do pênalti, Rogério Ceni optou pela cavadinha e o goleiro Tiago Cardoso foi espertíssimo ao ficar no meio do gol.

A torcida do Santa Cruz passará um bom tempo se perguntando como teria sido o jogo se André Oliveira não fosse expulso.

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As oitavas de final da Copa do Brasil (à esquerda, os mandantes nos jogos de ida):

Goias x São Paulo
Botafogo x Avaí
Bahia x Atlético-PR
Náutico x Vasco
Santo André x Palmeiras
Coritiba x Caxias
Ceará x Prudente
Flamengo x Horizonte-CE

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Por falar em expulsões infantis, clique aqui e veja o que aconteceu no jogo entre Vancouver Whitecaps e New England Revolution, na MLS.

O francês Eric Hassli é o jogador que aprendeu, do pior jeito, que infelizmente é proibido tirar a camisa ao comemorar um gol. Não importa o que há por baixo.

A regra é péssima, mas não adianta enfrentá-la em campo.



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