NOTAS PÓS-RODADAS



Kléber está na primeira página de todos os jornais desta segunda-feira.

Ele é o principal jogador do Palmeiras,  líder do Campeonato Paulista, autor do gol da vitória no clássico contra o Santos.

Gol que ele criou.

O passe de Patrik foi ótimo, claro. Mas reveja o lance e perceba que, ao receber a bola na esquerda, Kléber gesticula com os companheiros, reclamando que ninguém lhe deu a opção de um passe ofensivo.

Ele então recuou a bola para Patrik, que logo fintou Adriano. Foi nesse momento que Kléber arrancou para a área, fazendo justamente o que ninguém fez no início da jogada.

Patrik entendeu o recado e foi preciso no lançamento.

O Palmeiras venceu com o gol de Kléber, mas não somente por causa dele.

Venceu porque tem uma defesa confiável e porque luta coletivamente. Esse tipo de comportamento é próprio dos times (deveria ser comum a todos) que não têm estrelas.

Consistência, entrega e eficiência no ataque fazem uma mistura que dá certo no futebol. Sempre foi assim.

O Palmeiras merece a liderança do campeonato e o respeito de seus adversários, como ficou evidente no jogo da Vila.

E Kléber mostrou, de novo, porque é fundamental.

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Felipe jogou muito na goleada do Vasco (4 x 0: Dedé, Éder Luis, Alecsandro e Felipe) sobre o Bangu.

Armou o jogo com brilho e fez um gol que só jogadores dotados de categoria fazem.

Imagino que o temor de uma temporada vergonhosa, que deve ter dominado a torcida vascaína durante a Taça Guanabara, já se transformou em esperança.

Atuações como a de Felipe estão ligadas à mudança.

Só acho que um bom jogo contra o Bangu seja uma amostra, ainda, pequena para uma “resposta aos críticos”.

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No início da jogada de seu lindo gol contra o Mirassol (São Paulo 1 x 0), Lucas foi puxado pela camisa por um marcador.

Seguiu em frente e vários metros, passos e dribles depois, assinou o lance mais bonito de sua jovem carreira.

Se tivesse caído, Lucas teria trocado um golaço por uma falta na intermediária.

Obviamente, uma péssima troca. Mas que já virou hábito de jogadores talentosos.

Tomara que não aconteça com ele.

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Antes do fim de semana, o clássico entre Sport e Santa Cruz era visto como uma “vantagem” do São Paulo, em relação ao jogo da próxima quarta-feira, pela Copa do Brasil.

A vitória do Santa (2 x 0: Gilberto-2) mudou a leitura. O tricolor pernambucano ganhou mais um motivo para se animar.

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Invictos em 2011: o Coritiba, o Flamengo e Novak Djokovic.

Vivemos um momento privilegiado no tênis.

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O gigante painel feito pela torcida do Milan, retratando a Santa Ceia com Leonardo como Judas, é uma imagem que ficará para sempre.

Desde que não descambe para a violência, futebol é isso.

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E não é só a violência que produz cenas tristes.

O papel ridículo a que se prestou a diretoria do Benfica, por exemplo, é de uma pequenez absurda.

Desligar a iluminação do estádio (da Luz, por ironia) e ainda ligar o sistema de irrigação, durante a comemoração de um título do rival, é coisa de cafajestes.

Aumenta a humilhação pela derrota em casa, e pelos 400 pontos de desvantagem na tabela.



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