NOTAS PÓS-RODADAS



O gol contra de Oseás, num clássico entre Corinthians e Palmeiras pelo Campeonato Paulista de 1998, será lembrado toda vez que alguém fizer o que Rodrigo Souto (Santa Cruz 1 x 0 São Paulo) fez ontem.

É um lance emblemático. Oséas não marcava nenhum adversário na área, quando Marcelinho cobrou o escanteio. Na altura da risca da pequena área, viu a bola se aproximar. Saltou e testou para a rede.

Ninguém, e já conversei com muitos jogadores e técnicos a respeito, vai me convencer que o ex-atacante palmeirense fez o gol por acidente.

Quer dizer, pode-se até chamar o episódio de acidente, de uma forma mais ampla. O ato, insisto, foi proposital.

É óbvio que Oséas não quis fazer um gol contra e prejudicar seu time. Ele apenas teve um momento de desatenção e deixou seus reflexos comandarem suas ações. Parafraseando Pink Floyd, foi um lapso momentâneo da razão.

É da natureza de um jogador de futebol, independentemente da posição, fazer um gol quando a oportunidade surge. Ainda mais para um atacante. A bola veio, Oseás se viu livre na área, de frente para o gol. Agiu por instinto.

Desatenção em estado puro. Coisas muito piores, todas “involuntárias”, já aconteceram porque a cabeça de alguém não estava na frequência que deveria.

Foi o que aconteceu com Rodrigo Souto? Não duvido.

Sobre o jogo: como é bom ver um estádio cheio (parece redundância quando se fala no Arruda) alterando o clima de um jogo de futebol.

Talvez por causa dos eventos festivos dos últimos dias, o São Paulo não tenha passado muito tempo pensando no Santa Cruz. Certamente foi menos tempo do que o Santa Cruz passou pensando no São Paulo.

Lucas sofreu marcação individual, dura, mas leal. É algo com que todo grande jogador tem de aprender a conviver.

A volta, em Barueri, será interessante.

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Bonito gol do Cruzeiro, o primeiro, na vitória (2 x 0: Thiago Ribeiro e Ortigoza) sobre o Guaraní-PAR.

Troca de passes que começou com um lançamento de Roger, passou pela cabeça de Wallyson, pela visão de jogo de Montillo e terminou com o chute preciso de Thiago Ribeiro.

Lance simples.  Mas sequências de toques de primeira, até o gol, fazem sorrir quem gosta de bom futebol.

O Cruzeiro só perde o primeiro lugar de seu grupo se levar uma goleada impensável do Estudiantes. Não vai acontecer.

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Sob o comando dos talentosos D’Alessandro e Oscar, o Internacional (3 x 0 no Jorge Wilstermann: Oscar, D’Alessandro e Zé Roberto), sem muito barulho, praticamente garantiu sua vaga nas oitavas e ainda pode ter a melhor campanha geral.

O jogo serviu para Oscar mostra o que pode fazer. Achei que o vi dando combate no campo de defesa em alguns momentos, olhei de novo e era ele mesmo.

Ofensivamente, e tecnicamente, não há dúvida de que é um jogador especial. Tomara que justifique o que se espera.

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O lance mais bonito de ontem aconteceu num jogo sem holofotes da Copa do Brasil: Guarani x Horizonte-CE.

Foi o segundo gol do time cearense, marcado por Palhinha (que também fez o primeiro).

Dessas arrancadas lindas, lá do campo de defesa. Só parou na rede.



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