FIM CONVENIENTE



Acabou o “bananagate”.

Pelo menos para a polícia de Londres.

Um comunicado do Arsenal informou que um turista alemão, adolescente, foi a pessoa que jogou uma banana no gramado do estádio Emirates, logo depois do segundo gol de Neymar contra a Escócia.

O garoto aparece nas imagens do circuito interno de televisão do estádio.

Ele garantiu que não houve conotação racista em sua atitude, as autoridades acreditaram e o caso foi encerrado.

Desde domingo, vídeos amadores circulam pela internet mostrando que praticamente só havia torcedores brasileiros no setor de onde partiu a banana.

Relatos de quem foi ao jogo garantem que o público escocês, conhecido pela boa atitude, teve ótimo comportamento durante o amistoso.

A vaia a Neymar, no momento de sua substituição, não teve nada a ver com raça. E sim com o fato de a torcida escocesa entender que Neymar se jogou no lance do pênalti.

Na Europa, como se sabe, esse tipo de coisa é vista com péssimos olhos.

Ainda sobre a banana, jornais ingleses publicaram depoimentos de torcedores que estavam naquele setor. Muitos perguntaram como seria possível que alguém jogasse uma banana no campo e não fosse confrontado pelos brasileiros ali próximos.

Tentativa quase explícita de dizer que o arremessador de frutas era compatriota de Neymar.

O aparecimento do adolescente alemão, pelo menos, acaba com essa teoria conspiratória.

Mas a história não cola, né?

Como se pode acreditar que alguém, nos dias de hoje, joga uma banana na direção de jogadores de futebol brasileiros, num estádio europeu, sem “conotação racista”?

Sério, é como jogar uma calcinha na direção de um jogador que usa cabelos longos e dizer que não houve “conotação homofóbica”.

Por favor.  Só falta o rapaz, que não teve o nome divulgado, dizer que tem “vários amigos negros”.

A nacionalidade dele nada tem a ver com minha opinião.

Só como exemplo, tenho certeza de que há idiotas xenófobos na Austrália, terra do povo mais simpático que já conheci.

Cada caso é um caso.

Esse, ainda que Neymar (ou qualquer outro jogador brasileiro que tenha se sentido ofendido) não tenha feito uma reclamação formal, não deveria terminar assim.



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