CAIXA-POSTAL



Aos temas da semana:

Guilherme escreve: Assim como você, sou ferrenho defensor da aplicação da tecnologia no futebol para ajudar os árbitros, e uma notícia recente me chamou a atenção. O que acha da iniciativa da Premier League de adotar, em fase de testes, a tecnologia “hawk-eye”, do tênis, para determinar se bolas duvidosas ultrapassaram a linha? Parece ser um grande passo para quebrar a inércia do International Board, mas o fato de decidirem que as imagens usadas nas decisões não serão públicas me faz pensar que pode não ser “aquela” revolução que estamos esperando. Enfim, qual é a sua opinião?

Resposta: Não, definitivamente não é a revolução que esperamos. Mas nenhuma revolução acontece da noite para o dia. O fato de usarem o sistema num campeonato como a Premier League, mesmo que em testes “secretos” é prova da preocupação do IB com o problema dos gols duvidosos. O que preocupa os senhores das regras, e a Fifa, é o tempo que se gastaria para verificar o lance (por isso eu acho que a verdadeira revolução só será possível com a entrada da TV na conversa). A não divulgação das informações apuradas é a margem de segurança para não aprovarem o sistema, independentemente dos resultados, sem que haja pressão de ninguém.

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Teodoro escreve: Você não acha que, apesar dos clássicos na última rodada ser o ideal, a tabela (do BR-11) prejudicou demais Palmeiras, São Paulo, Vasco e Fluminense, que terão dois clássicos seguidos nas duas últimas rodadas, enquanto os demais terão apenas um?

Resposta: Sim. Como escrevi no jornal, a marcação de clássicos para a última rodada é como encher o carro de equipamentos antiroubo. Você está dificultando a vida do ladrão, mas se ele quiser mesmo levar o carro… É evidente que os times envolvidos em dois clássicos seguidos terão dois finais de turno mais difíceis do que os outros. Mas há mais problemas: dois clássicos estaduais marcados para o mesmo dia, na mesma cidade. Ou seja, alguém terá de jogar em outro lugar. Entendo que a medida adotada na tabela do BR-11 é melhor do que nada. Mas não é eficaz.

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Filipe escreve: Hoje eu vi na internet a notícia de que a reforma do Maracanã já passa de R$ 1,1 bi (e provavelmente a conta vai continuar a subir), no “Fielzão” a conta inicial para construir do zero já passou dos R$400 milhões, a reforma que a FIFA queria no Morumbi era de mais de R$ 600 milhões. Por que motivos os estádios no Brasil são tão mais caros?

Resposta: Porque aqui nós somos muito mais preparados, competentes e perfeccionistas. No resto do mundo, ninguém sabe fazer nada. Bons, mesmo, somos nós. E você sabe: coisa boa custa caro.

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Luis Roberto: André, o Belletti deu uma entrevista na ESPN nessa semana. A comparação que ele fez do vestiário do Chelsea com o do Fluminense me deixou assustado. Você viu?

Resposta: Vi. E que me deixou mais assustado não foi a comparação do vestiário do Chelsea (que deve estar entre os melhores) com o das Laranjeiras. Foi a comparação do vestiário do Villarreal com o das Laranjeiras. O Villarreal é um time médio da Espanha. O Fluminense é um grande do Brasil. A diferença de estrutura é inacreditável.

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Como sempre, obrigado pelas mensagens. A conversa continua na semana que vem.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Nós faremos o que é difícil, e conseguiremos o que é grandioso.”

Frase do discurso presidencial, na quarta temporada de “The West Wing”.

(Sugestão do leitor Edouard Dardenne. Obrigado.)



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