CONTRATAÇÃO DE PRIMEIRA CLASSE



Como se sabe, a presença de Felipe Espindola, um dos assessores de imprensa do São Paulo, durante as negociações para a contratação de Luis Fabiano, foi uma exigência (não um pedido) do próprio jogador.

LF queria a segurança de ter alguém de sua confiança nas conversas. E revelou seu desejo em contato com os assessores do clube.

Quando o presidente Juvenal Juvêncio foi informado da ideia, ou seja, do envolvimento de alguém que normalmente não participa desses processos, aprovou na hora. Especialmente porque Luis Fabiano ofereceu-se para bancar a viagem do assessor.

Quem se deu bem foi Felipe. LF não colocou a mão no bolso, usou uma passagem da cota a que tem direito por contrato com o Sevilla. Felipe viajou de primeira classe.

Além de tranquilizar o atacante (que em nenhum momento escondeu sua vontade de voltar ao Brasil, e apenas para o São Paulo), a participação de Felipe teve também uma conotação estratégica. Digamos que ele foi um “agente duplo”, no melhor dos sentidos. Ficou ao lado de LF, ao mesmo tempo aplicando uma “marcação por pressão”.

Luis Fabiano sempre soube das concessões financeiras que teria de fazer para retornar ao mercado brasileiro. Não se esquivou de fazê-las. Sua preferência pelo São Paulo foi evidente durante as conversas, a ponto de ter uma ou outra discussão mais contundente com seu empresário. Havia mais dinheiro na mesa, de outros clubes. Não só do Corinthians.

Felipe Espindola ainda está na Espanha, quase completando duas semanas de viagem. Ele aguarda disponibilidade de lugares nos voos da Iberia.

Lamentavelmente, a primeira classe está cheia.



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