NOTAS PÓS-RODADAS (e o diamante)



Eu sei que…

Caiu o último invicto do Campeonato Paulista, pois o Corinthians jogou muito mal e perdeu (Ponte Preta 1 x 0: Éverton Santos) no Pacaembu.

O Palmeiras virou em Bauru (2 x 1 no Noroeste: Giovanni, Valdivia e Vinícius), com o reaparecimento de uma característica de Valdivia – o domínio fintando o adversário, sinal de boa forma – na jogada do segundo gol.

Que o Vasco goleou o Duque de Caxias (4 x 2: Felipe, Anderson Martins, Bernardo, Somália, Ari e Dedé), na partida que a diretoria chamou de “jogo da virada” e levou quase 10 mil pessoas a São Januário.

Que o Fluminense venceu o América (3 x 1: Conca, Rafael Moura-2 e Bruno Reis) e, o que é muito melhor, viu seu meia argentino jogar bem. E só para saber: o que Diguinho quer da vida?

Que o Botafogo fez um gol logo no começo e ganhou do Nova Iguaçu (1 x 0: Everton), em Volta Redonda.

E eu também sei, é claro, que o Grêmio (2 x 2 com o Caxias: Itaqui, Gerley, William Magrão e Rafael Marques – nos pênaltis: 4 x 1), em jogo para fazer os hipertensos desistirem de acompanhar futebol, conquistou o primeiro turno do Campeonato Gaúcho. Como pega pênaltis o goleiro Victor, não?

Só que mesmo sabendo disso tudo, o que eu quero mesmo é falar de Neymar. Posso?

Obrigado.

O primeiro gol do jogo de ontem (Santos 3 x 0 Portuguesa: Neymar-2 e Léo) foi mais uma prova, para aqueles que ainda procuram, de que Neymar é um jogador requintado.

Essa é a palavra.

Requintado porque tem, sempre presente, o desejo de maltratar seu marcador. Está claro no primeiro drible, em Jaime.

Porque também tem,  e também sempre presente, o recurso para surpreender. Está claro no segundo drible, em Jaime e em Maurício.

E porque não tem absolutamente nenhuma dúvida de sua capacidade de fazer gols com o pé esquerdo, o “ruim”. Está claro no chute cruzado, forte, colocado.

O gol foi tão bonito que o passe longo de Elano, que ficaria bem no currículo dos grandes lançadores do passado, será pouco lembrado.

Neymar é muito comparado a Robinho, por várias razões. A camisa, o rápido estrelato, a malemolência, o estilo.

Mas há um ponto que os separa definitivamente: a conclusão.

Neymar é muito bom finalizador. Está claro, também, no tapa de pé direito que buscou o cantinho, no segundo gol dele.

Requinte não é para todo mundo.



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