NOTONAS PÓS-RODADAS



Algumas considerações sobre a decisão no Engenhão, o clássico no Morumbi e a demissão de Adílson Batista:

É muito bom ver Ronaldinho Gaúcho ser destaque numa decisão (Flamengo 1 x 0 Boavista: gol dele).

Em que pese a pouca representatividade do adversário (o Flamengo não tem culpa, lógico), o gol de falta que ele marcou na final da Taça Guanabara foi um momento que nos levou ao passado.

Um passado que muito provavelmente não voltará. Mas se continuarmos lembrando dele, será bom sinal.

Falando em passado, foi impossível, também, não lembrar do antológico gol de Petkovic em 2001. Mas algumas ressalvas são obrigatórias.

O gol de Pet valeu um título estadual (sim, eu conheço a importância da Taça GB para o torcedor carioca). Mais, valeu um tricampeonato. Saiu aos 43 minutos do segundo tempo. E foi contra o Vasco. Acho que é suficiente.

Isto dito, a imagem por trás do gol de Ronaldinho mostrou que ele já corria para comemorar quando a bola passou pela barreira. Sensacional.

Um começo muito bom, sem dúvida, para Ronaldinho no Flamengo.

Finalizando: se Vanderlei Luxemburgo não repetisse tantas vezes que não é “um técnico acabado” (a propósito: nunca vi/li alguém dizer isso sobre ele), usando como argumento o mesmo tipo de título que vem conquistando nos últimos anos (exatamente a razão das críticas que seu trabalho recebe), daria para acreditar que ele acredita no que está dizendo.

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Numa tarde (mais uma…) em que a cidade de São Paulo parou por causa da chuva, pessoas morreram e outras tiveram toda sorte de prejuízos, mais de 25 mil pessoas suportaram o dilúvio para ver o clássico entre São Paulo e Palmeiras.

Podem reclamar das condições, mas não do jogo. Aliás, quem ainda não tinha visto prova da famosa drenagem do gramado do Morumbi, viu ontem.

O momento decisivo do clássico foi a tola expulsão de Alex Silva (que fez pior, mais tarde, ao chamar Valdivia para a briga no Twitter), aos 12 do segundo tempo.

Faltou, mesmo, coerência nos critérios ao árbitro Marcelo Aparecido de Souza. Mas isso é alguma novidade?

O risco que o zagueiro são-paulino correu, com seu time vencendo e diante da oportunidade de decidir o jogo, é difícil de explciar.

Achei que as substituições de PC Carpegiani tornaram o São Paulo mais pesado e sem saída para o ataque. Fernandinho, o primeiro a sair, era o mais perigoso dos três substituídos (Dagoberto e Lucas).

Na jogada do gol do Palmeiras, mais um exemplo da importância de Kléber.

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Se não há nenhum problema sério de vestiário, a demissão de Adílson Batista é indefensável.

A explicação oficial é que a diretoria do Santos não estava satisfeita com o rendimento do time.

Vejamos: Adílson foi demitido por não ter vencido o Deportivo Táchira (na Venezuela, após uma viagem que ultrapassou as 12 horas), perdido para o Corinthians  (na volta da terra de Chaves) e empatado com o São Bernardo.

Os dois últimos jogos, frise-se, valeram pelo (aparentemente importantíssimo para um time que está na Libertadores) Campeonato Paulista.

Quando se contrata um técnico como Adílson, não se deve esperar que ele faça um trabalho conservador, como manda o livrinho.

Adílson não é assim. Se você não quer isso, não ligue pra ele.

Dispensar um treinador após onze jogos, dos quais apenas um foi pelo torneio que é o objetivo do ano, só é razoável se o próprio, por autocrítica, concordar.

Não foi o caso. Errou o Santos.



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