CAIXA-POSTAL



Aos temas da semana (que teve basicamente apenas um tema):

André (entre muitos) escreve: Li seu post “Era Mentira” e queria saber se você concorda comigo. Os clubes falarem diretamente com a televisão não é o problema. O problema é cada um discutir por sua conta e aumentar a desconfiança entre os dirigentes que não falam a mesma língua. O que você acha que vai acontecer quando o Atlético-MG descobrir que o Cruzeiro ganhou mais?

Resposta: Para mim, esse é precisamente o ponto. Os clubes tratarem de sua vida, no que diz respeito à TV, organização dos campeonatos, etc, e etc, é que sempre se cobrou. Independência da CBF. A questão é o “cada um por si”. Não importa com qual televisão o contrato será fechado, desde que os clubes façam valer sua força num grande bloco. Os dirigentes brasileiros não percebem que são adversários em campo, mas devem ser aliados fora. O produto que eles têm (eles, não individualmente) deve ser valorizado. Mas a noção de que , quanto mais fraco ou outro for, mais forte eu serei, comprova o amadorismo de quem, por ora, dirige essas instituições. A oportunidade que se tem, hoje, de elevar o Campeonato Brasileiro a um patamar inédito, está sendo desperdiçada pelo incompetência da cartolagem (escrevo sobre isso no Lance! de hoje). Não é novidade, mas não deixa de ser triste.

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Luis Roberto: André, você não vai dar seus palpites da Libertadores?

Resposta: Vou. Quando o mata-mata ficar definido.

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Fábio escreve: Qual foi o melhor momento relacionado ao futebol que você já teve com o seu pai?

Resposta: Essa é difícil. As Copas que cobrimos juntos, creio.

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Thiago escreve: Qual é, na sua opinião, a melhor liga esportiva do mundo? Falo em todos os aspectos, como organização, competitividade, emoção, arbitragens…

Resposta: A NFL. Mas como nada é perfeito, veja o rolo em que donos de clubes e jogadores se meteram. A próxima temporada corre sério risco.

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Como sempre, obrigado pelas mensagens. Até o sábado que vem.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)



  • Marcos Vinícius

    Olá,André.
    Desculpe mudar de assunto,mas li uma matéria no Lance!a respeito do Diego Souza,virtual reforço do Vasco,e gostaria de saber sua opinião a respeito.

    Segue abaixo a parte,na minha opinião,mais relevante da matéria:

    Altos investimentos praticamente jogados do lixo.  Três despedidas conturbadas (Benfica, Palmeiras e Atlético-MG) não podem ser meras coincidências. As qualidades de Diego Souza, de apenas 25 anos, seguem superadas pela sua personalidade forte e, certamente, seu desdém com o futebol. À procura de um novo craque, o Vasco da Gama aposta no jogador. Mas não acredito no sucesso…

    O que vc acha disso?

    Abraços.

    AK: Diego teve alguns bons momentos no Palmeiras e não foi bem no Atlético Mineiro. O jogador que vimos no Grêmio dava a entender que seria bem acima da média. Algo aconteceu no caminho. Um abraço.

  • Roberto Carlos

    André
    Permita-me fugir dos assuntos da Caixa Postal, foi destaque esta semana o fato do goleiro Julio Cesar ter ido a pé para a casa após falhar na derrota pela UCL, os sites brasileiros deram destaque vendo do lado negativo (o que não era pois posteriormente foi divulgado que isto era normal ele fazer pois reside proximo ao estádio), você não acha que foi desperdiçado a chance de analisar o lado positivo? já imaginou um goleiro de time brasileiro falhar em jogo da Libertadores e depois conseguir ir a pé para a casa?
    Abraços
    Roberto Carlos

  • Julio

    Para variar, já existe um culpado pelos momentos conturbados por que passa o futebol brasileiro: o Corinthians.

    A inveja que a grandeza e o carisma corinthiano provocam faz com que o time da Fiel seja habitualmente escolhido como o bode espiatório dos males do meio futebolísticos e além (já pensaram se, por acaso, fosse o Corinthians, e não a Juventus de Turim, a ser 10% de propriedade do ditador líbio Muammar Kadhafi? Provavelmente grande parte da imprensa brasileira estaria histériica, instando o Conselho de Segurança da ONU a decidir por uma intervenção armada no Parque São Jorge…).

    Em síntese, o caso que rivaliza com a convulsão líbia no noticiário brasileiro diz respeito a uma disputa Globo x Record pelos direitos de transmissão do futebol pentacampeão do mundo.

    Pode-se apontar como pontapé inicial dessa disputa a eleição para a direção do Clube dos 13, ocorrida em abril de 2010, que terminou com a reeleição de Fábio Koff, derrotando o candidato Kléber Leite, apoiado pela CBF ( CBF coligada há tempos com a Globo; CBF e Globo que são os dois grandes bastiões do carioquismo, lutando contra uma inexorável decadência da importância e da influência da Cidade Maravilhosa, determinada pela perda da condição de capital federal para Brasília, em 1960).

    O principal cabo eleitoral de Fábio Koff foi o presidente do SPFC, Juvenal Juvêncio. A posição do presidente sãopaulino provocou muitas interrogações, pois ele abandonava a confortável condição de então aliado da CBF , “comprando briga” com a entidade e trazendo riscos para a então consolidada candidatura do Morumbi a estádio de abertura da Copa 2014 (com os conhecidos resultados fulminantes das pretensões sãopaulinas…).

    Hoje, parece claro: por trás da então surpreendente posição do folclórico presidente sãopaulino estava Julio Casares – dublê de expoente do departamento de marketing do SPFC e de integrante da alta cúpula diretiva da Rede Record.

    À parte a conhecida arrogância de Juvenal Juvêncio, bem como algumas de suas atitudes e posturas que dão a impressão de adotadas em estado de alteração psíquica por alguma substância química, surge cristalina a explicação de que o dirigente sãopaulino acabou sendo induzido, por Julio Casares, a apoiar um candidato que seria mais interessante para a Record no momento da renovação do contrato de transmissão televisiva, Fábio Koff, do que o globalizado candidato apoiado pela CBF, Kléber Leite.

    Pela Record, Julio Casares e Juvenal Juvêncio colocaram em risco, e terminaram por prejudicar, o São Paulo.

    Voltando ao Corinthians: onde é que o time da Fiel entra nisso tudo? Pode-se dizer que no começo de 2009, quando da realização de mais um clássico contra o São Paulo, no Morumbi. Rompendo um acordo tácito de décadas, o São Paulo decidiu levar às últimas consequências sua condição de mandante da partida e dono do estádio, destinando apenas uma pequena quantidade de ingressos (cerca de 10% do total) para a imensa torcida corinthiana. A decisão sãopaulina foi anunciada em tom de deboche e de provocação aos “sem estádio” corinthianos. Para piorar, os corinthianos ficaram confinados em uma parte do estádio criminosamente concebida, assemelhada a uma arapuca, o que resultou em impressionante incidente com dezenas de feridos, alguns em estado grave.

    A partir daí, o Corinthians parece ter despertado de décadas de letargia frente a desrespeitos, maledicências e insultos. O Corinthians parecia um gigante subjugado, um King Kong acorrentado, explorado e humilhado. De repente, o desrespeito ultrapassou todos os limites. O gigante se ergueu. Arrebentou as correntes. Urrou. Todos se surpreenderam, e parecem cada vez mais assustados com a força que esse gigante passou a demonstrar que tem.

    Deixando a expressividade dessas imagens de lado, o que acontece é que o Corinthians passou a reivindicar papel compátivel com o seu real poderio nas coisas do futebol brasileiro. O sucesso nesse intento pode ser creditado, em grande parte, a dois fatores: primeiro, os laços estritos que ligam o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, ao até há pouco presidente do Brasil, o superprestigiado Lula; segundo, e principal, a esperteza maquiavélica do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que trouxe para perto de sí, e de sua causa (e da Globo), o poderoso, ressentido e subrepresentado (nas coisas do futebol brasileiro) Corinthians.

    Concluindo, quem começou essa bola de neve, quem abriu essa caixa de Pandora, foi o São Paulo, defendendo interesses menos seus e muito mais da Record. Ao final da atual tormenta, chegaremos a um novo cenário do futebol brasileiro. Um cenário que afigura-se de maior compatibilidade entre a quantidade de cifrões e a real grandeza dos clubes. De maior justiça, portanto, do que o atual cenário.

    Não haverá, por fim, nenhum “culpado” por todo o ocorrido. Haverá, sim, um errado: o SPFC, que perdeu o Morumbi na Copa 2014 e terá desgastado sua imagem, devido a um mix de soberba e de ingenuidade, expresso através de seu atual (até quando?) presidente, Juvenal Juvêncio.

  • Marcos

    Vc e seu pai saben a relação dos Naming Rights com a ruptura do Botafogo do clube dos 13?

    O Botafogo e o rompimento com o C13
    Antes de tudo quero esclarecer que esse post não tem nenhum caráter oficial. Ele foi produzido através de análise, pesquisa e debates desde quando o Botafogo, em entrevista coletiva com seus outros três rivais, anunciou o seu desligamento do C13 e tirou da entidade o direito de falar em nome do clube na negociação dos direitos de transmissão do Brasileiro durante o triênio 2012 – 2014.

    Muito se falou sobre interesses políticos e um lobby global para que o Botafogo ficasse ao seu lado e rompesse com a Record. Entretanto essa briga para nós é meramente econômica. Não torcemos por uma rede de televisão por proximidades ideológicas ou possibilidade de favorecimentos futuros em ações obscuras. O Botafogo de Futebol e Regatas está interessado em quem lhe dará maior lucro. E a sobra de dinheiro passa pelo caminhos dos naming rights do Estádio Olímpico João Havelange.

    Naming rights – ou direitos de nomes – é o direito sobre a propriedade de nomes. A prática da concessão de direitos de nome é bastante comum entre empresas, que compram ou alugam o nome de algum estabelecimento de espetáculos culturais e/ou esportivos trocando para o nome da própria empresa ou de algum produto relacionado à mesma. Podemos citar como exemplos o Emirates Stadium, estádio do Arsenal, e a Allianz Arena, do Bayern.
    14:29 (5 horas atrás)
    Givaldo
    Esse é um tipo de receita nova no Brasil e apenas o Atlético-PR conseguiu um nome comercial para o seu estádio. E qual foi o nome comercial do estádio do CAP? Kyocera Arena! Mas poucos sabem disso. A casa do CAP é conhecida como Arena da Baixada por 9 a cada 10 torcedores. A TV tem papel fundamental nesse aspecto. A mídia televisiva tem um papel de popularização. E sem o apoio dela a Kyocera Arena não vingou. Ficou sendo MESMO Arena da Baixada. Por quê? Porque a Globo sempre chamou assim. A política da emissora é a de não citar os patrocinadores do clubes pois eles não são clientes dela. São do clube. Nas transmissões da UCL o estádio do Arsenal é chamado de Arsenal Stadium e por isso o clube perde muito dinheiro. A Kyocera não teve o retorno desejado com a Arena da Baixada pela quase nenhuma popularização do nome comercial do estádio e não renovou seu contrato.

    Os naming rigths sendo ditos pela emissora é o pulo do gato que o Botafogo deseja dar. O Corinthians planeja o mesmo com sua nova casa e projeta 30 mi de reais ao ano pra empresa que quiser adquirir o nome comercial e ter ele divulgado e popularizado pela TV GLOBO, que firmou esse compromisso com os clubes nas últimas semanas. O BMG espera apenas isso pra liberar um caminhão de dinheiro pelo estádio que será utilizado nos próximos 5 anos em jogos da Libertadores, Brasileiro e Olimpíadas. Se a Globo comprar nossos direitos e dos outros cariocas teremos muito dinheiro proveniente de uma receita que nenhum outro clube conseguirá. Esse compromisso de chamar pelo seu nome comercial NÃO CONSTA NO EDITAL DE LICITAÇÃO, e mesmo que estivesse lá comercialmente a Globo traz mais visibilidade do que a Rede Record.

  • Remindo Sauim

    Isto se chama negociação, uma parte pede o mundo, a outra retruca com nada e mais a frente chegam a um concenço. Agora, desunidos serão engolidos pela TV.

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