EDITORIAL DO LANCE!



É forte motivo de preocupação a cisão que ameaça o Clube dos 13. São incertos os caminhos pelos quais nosso fut vai se embrenhar a partir da saída do Corinthians e da decisão dos grandes cariocas e de outros clubes de assumir a negociação dos direitos do Campeonato Brasileiro isoladamente.

Parece precipitada, quase uma ingenuidade, a aposta de que o resultado da rebeldia pode ser a formação de uma liga independente, capaz de trazer para o Brasil os bons ventos que há anos transformaram e fortificaram o futebol dos principais países europeus. A Premier League, da Inglaterra, sendo o caso mais bem sucedido.  

Para que isso ocorra, o modelo deve ser outro. O segredo da Liga inglesa – assim como o da organização dos esportes americanos, como a NBA no basquete, a MLB do beisebol ou a NFL do futebol americano – é o profissionalismo de todos os que têm assento à mesa das decisões. E é profissional porque as entidades são empresas, de propriedade privada.

As rivalidades, ali, ficam restrita ao campo, às quadras. Os negócios, direitos de transmissão, a venda de publicidade, as práticas que garantam o equilíbrio das disputas, são tratados sem paixão. Por executivos que olham para o negócio com visão de longo prazo, não para tirar benefícios para esta ou aquela bandeira em detrimento das demais.

Com dirigentes amadores, sem responsabilização por atos temerários e pautados pela preocupação de a cada a dois ou três anos terem de disputar eleições em seus clubes, agradar os sócios, os conselheiros, em busca de votos, pouca coisa poderá avançar numa direção virtuosa.

A briga pelos direitos do Campeonato Brasileiro é apenas mais um exemplo da má gestão do futebol. Não foram poucas as vezes em que tentou-se negociar acordos que beneficiassem o coletivo e os torcedores, inviabilizados, não raro no último momento, pelo recuo em causa própria de um ou de outro.

A lição não será aprendida neste modelo, arriscamo-nos a prever. E esta crise aparenta mais preocupante do que as anteriores.



  • Teobaldo

    O C-13 só corre o risco de implodir se a venda dos direitos da TV para os anos 2012/2014, iniciada ontem através da publicação do edital, arrecadar menos em relação à capacidade dos clubes rebeldes, em grupo, ou individualmente. A grande jogada do C-13 foi a ameaça feita de revelar quanto os clubes rebeldes irão (iriam, não sei) perder em caso da manutenção do “status quo”, jogando para os presidentes daqueles clubes a necessidade de se explicarem perante as respectivas torcidas e conselhos deliberativos. E o trunfo do C-13 é a legislação, que está amparada pelo “Direito de Arena”. Um abraço.

  • Leonardo atleticano

    André, a falta de profissionalismo é clara, não há dúvidas.
    Esse caso, porém, cheira mais a desonestidade, armação, negócios obscuros, caixa dois, mala preta e enriquecimento ilícito.
    E com a mídia diretamente envolvida, vemos como os paladinos da justiça e dos bons costumes, quando estão envolvidos, jogam com as mesmas cartas. Triste realidade, quando o dinheiro é envolvido em nosso país, a seriedade passa longe.

  • joao paulo

    Eu creio que apartir do que aconteceu esta semana o futebol no Brasil acabou, eu mesmo to nem ai mais.Ligo a ESPN só par ver jogos la de fora, já fazia isso e muito…agora mesmo me enchi de nojo…Já era e ate o PFC cancelei. Minha desfiliação do Gremio também fiz pedido…O cara paga uma grana por gostar de futebol e ve isso…para né

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