ERA MENTIRA



A opinião corrente, entre muitas pessoas que acompanharam o processo de licitação que estava (ou está, pois o edital será publicado nesta quinta-feira) em curso no Clube dos 13, era que se tratava de algo muito bom para ser verdade.

Um empresário, Ataíde Gil Guerreiro, foi contratado para levar a negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a um patamar inédito.

Guerreiro fez um trabalho diligente. Foi buscar informações sobre como a Uefa trabalha nessa área, encomendou um estudo sobre a exposição das marcas dos clubes na televisão, conversou de forma respeitosa com as empresas interessadas em participar da concorrência. Televisão aberta, fechada, pay-per-view, internet. As conversas trataram até de um ponto sensível quando o assunto é transmissão de futebol na TV: os horários dos jogos.

O processo tinha todas as características que seriam naturalmente esperadas na Europa ou nos Estados Unidos. Profissionalismo, conhecimento técnico, transparência. Propostas em envelopes fechados, vitória da melhor oferta. O objetivo principal era que não restasse dúvida sobre a lisura do resultado.

Como dissemos, muito bom para ser verdade. Até em relação ao tamanho do bolo que seria dividido pelos clubes: no mínimo R$ 500 milhões para a TV aberta. O dobro do valor atual.

O momento poderia ser histórico. Os maiores clubes do futebol brasileiro, juntos, fazendo valer sua força e negociando um contrato de meio bilhão de reais.

Aqui, é necessário um intervalo na conversa: tem se falado muito, nesses dias, na necessidade de distribuir igualmente o montante entre todos os clubes, como forma de diminuir as diferenças de orçamento e promover um equilíbrio de condições. O modelo da NFL tem sido usado como exemplo.

Calma. Analisando os números dos últimos 10 anos:

NFL, cotas iguais: 8 campeões diferentes (Patriots ganharam 3 Super Bowls)

NBA, com teto salarial: 5 campeões diferentes (Lakers ganharam 4 títulos, Spurs ganharam 3)

MLB, cada um por si: 9 campeões diferentes (Red Sox ganharam 2 World Series)

Portanto, no beisebol americano, esporte no qual o abismo entre os times mais e menos ricos é gigantesco, a “alternância de poder” foi maior, nas últimas 10 temporadas.

Se você diz que A leva a B, é melhor ter argumentos para provar.

A divisão das cotas de TV não precisa, necessariamente, ser igual. Mas precisa ser estipulada de forma justa, coerente, e com a assinatura de todos. Era esse o caminho que se trilhava.

De volta ao tema principal. O que era realmente muito bom para ser verdade era a aparente união dos clubes. O que se viu foi a repercussão dela. Os clubes brasileiros, fechados num bloco maciço, formam um interlocutor difícil de enfrentar para quem está do outro lado da mesa.

Um embrião que tem (tinha) o potencial para dar a virada que há muito tempo se cobra: ganhar cada vez mais dinheiro da TV e depender cada vez menos desse dinheiro. Clubes fortes não pedem adiantamento de verba, não se relacionam com emissoras de televisão como se elas fossem bancos.

A discórdia interessa a quem quer continuar mandando no futebol brasileiro.

E foi exatamente fomentando a discórdia, estimulando as relações frágeis e cínicas que existem entre nossos clubes, que a CBF dinamitou o Clube dos 13.

Dirigentes de clubes brasileiros acham que o desaparecimento de seus adversários é uma coisa boa. Acham que defender os interesses de suas instituições é implantar um embargo que sufoque os “co-irmãos”. Cada um olha para o seu cofre, o seu estádio, a sua taça de bolinhas. E jogam o jogo dos bastidores para que o resto vá pelos ares.

A oportunidade que se desperdiçou era muito boa. Boa demais para ser verdade.

ATUALIZAÇÃO, quinta-feira 24/02, 08h19 – Um pouco mais sobre o mito da divisão igualitária de cotas. Analisando o que aconteceu nas 3 principais ligas americanas, a partir  do ano de 1971, em que foi disputado a primeira edição do Campeonato Brasileiro de futebol:

A NFL, tida como exemplo de equilíbrio produzido por cotas iguais, teve 16 campeões.

A NBA, que tem teto salarial, teve 13 campeões.

A MLB, em que os maiores ganham mais dinheiro, teve 20 campeões.

O Campeonato Brasileiro teve 17 campeões (contando Sport e Flamengo em 1987) até hoje.

Novamente, portanto, a liga (MLB) em que “poucos times têm chances” produziu mais campeões do que a liga (NFL) em que “todos têm chances”, desde 1971.

Se você diz que A leva a B…

O que acontece é uma interpretação errada daquilo que a NFL promove. A NFL afirma, até em campanhas publicitárias, que, a cada domingo, ninguém sabe o que vai acontecer em suas arenas.

Ou seja: compre o ingresso, vá ao estádio, compre o pacote de pay-per-view, veja o jogo. Seu time pode ganhar.

Isso não é exatamente o que acontece no Campeonato Brasileiro? O futebol, o nosso, não é o esporte em que o mais fraco pode ganhar do mais forte?

Agora, ser campeão é uma conversa inteiramente diferente. Todos os anos, vários times da NFL começam a temporada sabendo que não estarão no Super Bowl.

Socializar as cotas, como se vê nos números acima, não resolve o problema.



  • Ygor Coutinho

    Muito bom o artigo. Show de bola. Parabéns.

  • Rita

    Excelente texto!
    Bravo!

    “Cada um olha para o seu cofre, o seu estádio, a sua taça de bolinhas.
    E jogam o jogo dos bastidores para que o resto vá pelos ares.”

    Sou apoixonada pelo meu time, mas não vou defender o presidente do clube que torço,
    pelo simples motivo de discordar veementemente da condução dele em tudo que cerca esse processo.
    É mais um nesse bando de corvos.

  • Tarcisio

    A globo tambem colaborou para esta implosao. Cbf e globo, tudo a ver

  • Paulo Sanchotene

    Esses ALIENADOS parecem RELEVAR que o clube SOZINHO é nada. Futebol se faz com ADVERSÁRIOS.

    Na boa, para mim, que apenas gosto de futebol, isso IRRITA. Se o meu time não fizesse o MESMO no campeonato local (o que eu acho muita sacanagem), eu sugeriria que esses clubes pegassem o dinheiro da TV, o quanto conseguissem, e fizessem um torneio entre si. Já que são tão bons que não podem se misturar, ou só se misturam se ganharem o tanto que eles se acham melhores que os outros, que só joguem entre si.

    Queria ver quanto tempo agüentariam…

    Querem entender o pais?! Pois está aí.

    Abraço.

    P.S.: Eu sou um que acha que o sistema da NFL é o melhor deles. Os clubes situados em marketing maiores já carregam a vantagem local, têm maiores torcidas, torcedores com maior poder econômico, maior exposição de mídia, etc. Então, em prol de uma liga mais competitiva, se rateia por igual UMA das fontes de receita (mesmo que seja uma das bem importantes). A liga se fortalece, e todos ganham.

  • Leonardo Castro

    André,

    Acho que a crítica feita ao modelo adotado na MLB é coerente uma vez que a análise é feita sob a ótica das franquias fracas. Há maior alternância de campeões, mas dentro de um grupo seleto. 

    Assim, na NFL é permitida a qualquer fã de qualquer time a real expectativa de ganhar o SB; na MLB, fãs de mais da metade dos times sabem que o seu não será campeão – e por vários anos.

    Abraço.

    AK: Mito. Veja a atualização que fiz, com os números desde 1971. E na última temporada, duvido que os fãs do Cincinnati Bengals e do Carolina Panthers sonharam que seus times estariam no Super Bowl, independentemente de seus orçamentos. Um abraço

  • BASILIO77

    1- AK, o que a CBF ganha com isso? A questão não é entre clubes e redes de TV?

    2- Não é simplista demais achar que Fla, Flu, Bota, Vasco, SCCP e Coxa(até agora) estão sendo “massa de manobra” seja lá de quem for? Levando em conta que TODOS os presidentes dos clubes em questão, são considerados “sangue novo” entre a cartolagem, será que o C13 não está REALMENTE deixando a desejar na condução dos interesses desses clubes?

    3- Pode se dizer que o C13 é internamente democrático quando o voto de Fla, SCCP, SPFC, SEP e Vasco tem o mesmo peso do que os votos de Lusa e Guarani, por exemplo? Fábio Koff está há 16 anos no cargo de presidente?

    4- Numa disputa entre globo e record podemos enxergar um lado “mais ético” do que o outro, porque estão querendo colocar o “bem” de um lado e o “mal” do outro, conhecendo o passado da globo e o presente da record?

    5- Será mesmo que a record terá folego para vencer, ou mesmo chegar perto, da globo a medio/longo prazo, essa duvida justificaria a preferencia de alguns clubes por fechar com a globo? Lembrando que há uns 10 anos atrás dizia-se que o SBT iria derrubar a liderança da globo…houve até aquele episódio na final do brasileiro 2000 onde o vasco estampou o simbolo do SBT na camisa, batendo de frente com a globo. Hoje, o SBT tá com o chapéu na mão…agora surge a TV da IURD.

    6- Esse sentimento de que o rival deve ser aniquilado foi MUITO alimentado pela mídia esportiva na medida em que coloca SEMPRE em dúvida a lisura das competições. O que vc sente por quem te rouba?
    A ESPN infelizmente trilha por esse caminho.
    Quando analisam o futebo europeu, que vive da lavagem de dinheiro, que tem clubes endividados, que recebe dinheiro do estado e tem uma arbitragem tão favorável aos grandes clubes quanto a nossa, esse futebol é tratado quase que como perfeito.
    O futebol brasileiro não tem a mesma “sorte”. Coincidentemente a empresa não é detentora dos direitos de transimssão dos principais campeonatos do pais.

    Enfim, não gosto muito quando começam a definir opiniões e posicionamentos diferentes como “bem” e o “mal”. Não existem “inocentes” nessa briga.
    Sempre desconfio das “teorias da conspiração”…vale lembrar que o atual campeão brasileiro era tido como “inimigo” da CBF meses atrás.

    Abraço.

    AK: Não tenho dúvidas de que não há inocentes, e nem bonzinhos, nessa questão. Mas não há teoria da conspiração aqui. Há informação apurada e, obviamente, minha opinião. Um abraço.

  • Emanuel

    Seu texto, André, muito claro, me lembrou algo que minha mãe já dizia (20 anos atrás) pra mim e para os meus irmãos: se vocês se mantiverem unidos, ninguém quebra, dobra, machuca vocês. Mas se vocês brigarem e se separarem, então qualquer um, fácil, fácil, manipula os três separadamente…

  • Ed

    Sobre a NFL X MLB, num sei se você viu André mas o Bill Maher, comediante dos Estados Unidos, fez uma analogia interessante. Se quiser dar uma olhada escrevi sobre isso: http://edtoday.wordpress.com/2011/02/22/bill-maher-e-o-paralelo-futebol-americano-socialismo-e-baseball-capitalismo/

    Abs

    AK: Eu vi. É uma analogia feita sem a prévia lição de casa. Simplesmente não é verdade. Um abraço.

  • Willian Ifanger

    Grande texto André.

    Se levarmos em conta os últimos 10 anos de Brasileirão teremos 7 clubes diferentes campeões. Ou seja, o sistema de partição não influi nesse sentido.

    Mas há uma outra visão: desses 7 clubes, 5 são do eixo Rio-São Paulo (total de 8 títulos). E é justamente onde está o maior parte do bolo.

    Lógico que seria muito simplista falar que essa disparidade de títulos é por causa da repartição das cotas de tv. Mas é um dado a ser levado em conta também.

    Eu sempre achei que toda captação de recursos provenientes de contratos para a competição deveria ser repartido igualmente. Apenas pelo valor democrático da atitude. E os clubes que devem trabalhar dia a dia para arrecadar mais com sua torcida. Mas que dirigente hoje quer ou saber ter essa atitude empresarial?

  • Teobaldo

    Excelente análise. Parabéns! Caso permita, “pincei” as expressões que poderiam sintetizar o seu (e meu também) pensamento. “A discórdia interessa a quem quer continuar mandando no futebol brasileiro. E foi exatamente fomentando a discórdia, estimulando as relações FRÁGEIS E CÍNICAS (destaque meu) que existem entre nossos clubes, que a CBF dinamitou o Clube dos 13”. Um abraço.

  • kleber

    ou seja……havia um fundo de verdade quando no ano passado disseram que a CBF tinha um time preferido para conquistar o campeonato brasileiro, hoje isto esta mais claro até mesmo com o apoio da Globo….

    que fique claro que não estou falando em esquema e sim apenas em preferência e simpatia, o resto, ilações e acusações vem junto no pacote…………………..

  • Mauricio

    Parabéns pelo texto André, excelente o paralelo com os EUA; gostei muito até porque sou fanático pelas ligas americanas citadas e acompanho com frequencia.

    Apenas comento que as características dos jogos também influenciam na produção de campeões. No caso da MLB, um time pode ter um ano bom, com jogadores baratos rendendo bem em campo e serem campeões. E no caso dos pitchers nos play offs isso fica evidente; vide o caso dos Giants no ano passado que tiveram os pitchers Tim Lincecum, Matt Cain e Madison Bumgarner inspirados e mesmo sem rebatedores sensacionais levaram o título.

    Mas lá como cá, a história é essa mesma; em todas as ligas, os times de grandes mercados, diga-se grandes cidades, veem reinvidicando cada vez mais do tal bolo.

    E, por favor corrija-me se estiver errado, lá, além disso, tem o Bargain agreement, acordo entre os donos de times e jogadores sobre a divisão do bolo, que entram as cotas de TV também que pode levar à não realização do campeonato, caso as partes não se entendam. A NFL está em negociação e com a proxima temporada ameaçada; ano que vem vence o BA da NBA, que já teve a temporada de 99 encurtada pelo não acordo. Assim como teve a NHL e a MLB com greve dos jogadores…..

    Essa sim uma situação que seria inédita para nós……

    Abraços

  • Willian Ifanger

    Como diria o MITO Al Pacino:

    “On any given Sunday you’re gonna win or you’re gonna lose.”

  • Rodolfo

    Ótimo e esclarecedor.

  • Fábio Minghetti

    Excelente matéria completando a do comediante.

  • Marcel Souza

    Excelente texto André!

    De fato os dirigentes esportivos (do futebol pelo menos) brasileiros não tem visão… Realmente quando li sobre a idéia que se queria implantar, achei muito bom pra ser verdade. Por causa de rivalidades extra campo ridiculas perdem ótimas oportunidades. Duro é pensar que no final vai tudo ficar na mesma, a Globo vai comprar os direitos por valor bem abaixo do que se especulava, os times vão criar uma liga chancelada pela CBF e os clubes vão continuar sem poder. Triste!

    Mais triste é essa briga ridicula e cortina de fumaça aplicada pela Taça das Bolinhas! Não aguento mais ler sobre isso!

    1 abraço!

  • Nilton

    André, acredito que a divisão das cotas por valor iguais evitaria o fenomemo que esta acontecendo no Brasil de Prefeituras patrocinarem os times locais (atitude esta condenada pelo Juca).
    Evitaria tambem o engolhimentos de Ex-times tradicionais (Portuguesa, Guarani, Ponte Preta, Santa Cruz, Bahia, America-MG, Goiais…), pois quando um time deste consegue formar um pseudo Craque o mesmo já quer ir para um time dito grande de preferencia de SP ou RJ.
    Nos campeonatos estaduais fica mais evidente a distribuição das cotas em SP temos 4 times o resto nunca da conta de manter o mesmo time de uma temporada para outra e depende do poder Publico para ficarem aberto. No rio temos 4 time e o resto é tudo de terceira. No RS este ano os pequenos estão tendo um pouco de chance porque os dois grande só querem saber da Libertadores. MG tem apenas 1 time disputando o campeonato o outro esta apenas treinando para coisas mais importantes.

    Acredito que o ideal seria dividir 50% em partes iguais, e os outros 50% proporcional pela classificação dos times sendo 25% no primeiro turno e 25% pelo resultado final.

    Quem sabe assim poderemos ver surgi um novo “São Caetano” o que os ex-times tradicionais voltarem a aparecer no mundo do futebol.

  • Juan

    Prezado André, eu compararia as diferentes ligas americanas da seguinte maneira: na MLB, 7 dos 10 últimos campeões estão entre os 10 times que mais gastam com salários; na NFL, apenas 3 entre 10; da NBA, só um (números aproximados). Acho que assim a disparidade fica mais evidente.

  • Caio

    Ridículo esse circo todo.
    Me dah mais vontade ainda de não querer mais saber de futebol aqui no Brasil. Além dessa politicagem toda, que infelizmente deve acontecer em qualquer lugar do mundo, eu, como torcedor, ainda sou tratado como uma porco para comprar ingresso, pra arrumar lugar no estadio, pra estacionar, para simplesmete tudo!

    E esses M*&$$% brincando de quem manda mais, quem ganha mais, quem recebe mais…

  • Murilo

    Grande texto André, só faço uma ressalva quanto a analise nos esportes americanos.

    Quem são os finalistas, ou melhor, os times que vão para os playoffs. Por mais que a MLB varie mais os campeões, a impressão que eu tenho é que sempre são os mesmo que chegam perto do título, enquanto principalmente na NFL e talvez um pouco menos na NBA, existe uma variação maior dos times que chegam perto do título. Como disse é apenas uma impressão, posso estar errado; mas tenho certeza que analisar apenas o campeão é um pouco superficial.

    Abraço

  • Junior

    É impossivel querer moldar o futebol brasileiro aos modelos dos esportes de outros países. No brasil não temos estadio, não temos estrutura, não temos transpote, não temos segurança, não temos saude… Não que em outros países se tem isso, mas no brasil é muito mais evidente a falta de capacidade pra proporcionar espetaculo com o que realmente interessa. Conrinthians e Flamengo tem as duas maiores torcidas do País, e nenhum deles tem estadio. O SPFC tem estadio, mas só tem publico em classico, ou em Shows Musicais.

    CBF, C13, São Paulo, Rio, são apenas mosquitos fazendo barulho nos ouvidos de Deputados, Senadores, Governadores, Empresários, Grupos de Investimentos, etc… Enquanto nós brasileiros não tomarmos atitudes eficazes para mudar nossa politica interna, não iremos a lugar nenhum e ficaremos a merce dessa corja que só aumenta a cada ano.

  • Texto perfeito, André.

    Assim como acontece sempre que algo dessa grandeza pipoca na mídia, as pessoas começam a escrever sem saber como as coisas realmente funcionam. A MLB, por sinal, tem um exemplo tão poderoso de que investimento maior não é sinônimo de investimento certo (Oklahoma A’s), que por si só destruiria os argumentos simplistas.

    O exemplo “errado”, talvez, seja o da Liga Espanhola, onde Real e Barça ganham muito mais que seus rivais por negociarem individualmente.

    Abrazzos.

  • Anderson

    Olá

    A comparação com as ligas americanas é interessante mas alguns pontos devem ser considerados.

    A NFL tem um numero meio que fixo de times disputando, não acompanho a NFL como deveria, mas imagino que de 70 pra cá, não mais que 40 ou 50 times a tenham disputado, assim com 17 campeões diferentes, tivemos quase 40% dos times ganharam um titulo. Já o Brasileiro de 70 pra cá uns 300 times já devem te-lo disputado, e a maioria dos titulos está concentrada em Rio-SP.

    A NBA e MLB são mais ou menos a mesma coisa sobre a quantidade de times disputando o campeonato.

    Não sei o motivo, mas na NBA, pelo menos até uns 15 anos atras, eles conseguiam formar super times e ficar com aquela base muito tempo, assim explica-se os multicampeões Celtics, Lakers e Bulls de 70 pra cá que devem ter ficado com mais 70% do titulos. Hoje o mercado de transferencias na NBA é mais movimentado, o que vem aumentando o numero de times campeões e alternancia de poder. O Cavaliers que nunca tinha ganhado tiveram um fase otima ate ano passado, o Miami Heat virou candidato a titulo esse ano, os Nuggets eram tipo uma Portuguesa e agora já estão classificando para os playoffs todos os anos.

    Mas o quero dizer é que esses modelos (NBA/NFL) apesar de voce dizer que eles tem problemas eles apresentam melhor resultados em termos de alternancia de poder em suas ligas, poder de marcas dos times do que a maioria dos campeonatos de futebol no mundo (não diga que a Premier League é superior, lá tem 4 ou 5 times que disputam titulos o resto está quase a míngua).

    AK: A NBA e a NFL estão em posições antagônicas nessa discussão. Um abraço.

  • Leandro Azevedo

    Nao eh tao mito assim Andre.

    O numero de campeoes da NFL e menor, mas ai voce tem o Bufallo Bills que nao ganhou o titulo mas chegou a final QUATRO anos em sequencia… isso nao entra na sua estatistica, mas mostra a forca de um time numa regiao “pequena” e que sem a divisao igual nao teria chance alguma. Como tb eh o caso do Packers que esta numa cidade de 100mil pessoas e o time nao tem dono, e sim shareholders que sao os habitantes da cidade.

    Na MLB, sabemos que o Pirates, por exemplo, nao tem a menor chance de ganhar, ate pq um estudo feito mostra que o time ganharia mais dinheiro tendo jogos a portas fechadas (para nao ter custos em dias de jogos) do que com o publico que vai aos jogos, e os seus donos nao tem incentivo a gastar dinheiro. Mas enquanto isso, o Steelers e Penguins estao sempre no topo, pq o modelo permite que os times tenham essa competitividade.

    Ja o modelo do futebol brasileiro reparte os direitos de transmissao da Serie-A com clubes que estao na serie-B, minando o equilibrio de competicao dos clubes que tentam o acesso, e dos clubes que sobem e nao fazem parte do C13. O Ceara (falo por conhecimento de causa) ganhou $8 milhoes ano passado enquanto Bahia ($16m), Sport, Guarani, Coritiba e Portuguesa (todos ganharam $12-14m) na segundona ganharam muito mais. Esse e o 1o problema. Eu nao seria oposto a um modelo por camadas, mas teria que beneficiar APENAS os clubes que durante o ano fariam parte da Serie-A.

    Abs

  • Dib Campos

    Mas existem ainda outros artifícios que transformam essa análise dos esportes nos E.U.A… o draft, por exemplo, possibilita bastante que times “muito ruins” se tornem bons times. Existe ainda o fato de lá os clubes utilizarem muito melhor as possibilidades comerciais, venda de lembranças, uniformes, nome do estádio. E nisso, ao que me dizem os amigos de lá, a liga de beisebol é a que melhor se utiliza.

    Mas enfim… sou a favor de uma divisão mais igualitária das cotas de TV no Brasil.
    Primeiro por que o futebol no Brasil ainda é a principal renda. Ao contrário de alguns países que se utilizam da cota de patrocínios, de sócios, venda de materiais.
    Segundo, por que isso forçaria os clubes a profissionalizar seus setores, para conseguir sobrepor em campo essa igualdade financeira.
    E, por último, acho que, hoje, no Brasil, existem diversas outras formas das quais os clubes já se beneficiam de ter maior torcida e Ibope: os valores de seus patrocínios já são maiores, já possuem mais venda de materiais (o que melhora também o patrocínio de distribuidor de materiais, por exemplo), tem amiores chances de ir bem agora na Timemania.

    Tudo isso cai exatamente no caso de cada um se preocupar apenas consigo, e não ligar para todo o resto.

  • João Moro

    André, sua análise sobre a comparação é realmente muito boa. Você mostra com muita propriedade, que a realidade em relação às cotas de TV nos Estados Unidos não é exatamente o que parece.

    Posto isso, te pergunto inicialmente se esses ‘muitos campeões’, seja na MLB, na NBA ou na NFL não ocorrem pela forma de disputa? Explico. Com playoffs, ou jogos eliminatórios (NFL), a possibilidade do imprevisível, de uma lesão, sempre ocorre, podendo sobrepujar a questão financeira. Assim, ela perde um pouco da relevância, pois como você apontou, independentemente do dinheiro recebido, a MLB e a NFL possuem um número similar de campeões diferentes em qualquer universo que se adote (10 ou 40 anos).

    Poderíamos nesse caso, tentar fazer um levantamento dos classificados para os playoffs, mas ainda nesses casos podemos cair em distorções pelo fato de as temporadas regulares desses campeonatos não representarem uma simples disputa por pontos corridos.

    Entretanto, o campeonato brasileiro é atualmente disputado por pontos corridos, com todas as equipes jogando o mesmo número de partidas (2) contra as outras. Pensei em adotar como parâmetro um campeonato que adotasse fórmula similar, e seguindo o que muito bem lembrou o Erich Beting em seu blog, peguei o campeonato espanhol de futebol, que permite (seguindo essa fonte) que apenas o mandante negocie os direitos de transmissão, ou seja, me parece similar à MLB.

    Resolvi então buscar os últimos campeões do Campeonato Espanhol.

    Desde 2003 (início dos pontos corridos no Brasil), houve apenas 3 campeões, Barcelona (4), Real Madrid (3) e Valência (1). Nesse período, o Brasil teve seis campeões: Cruzeiro, Santos, Corinthians, São Paulo (3), Flamengo e Fluminense (ok, aqui pode-se levantar a questão dos grandes centros, mas não é esse meu enfoque no momento).

    Se alongarmos para 10 anos, o campeonato espanhol se mantém com 3 campeões, ao passo que o brasileiro ganha o Atlético Paranaense na lista (o Santos também ganhou um título). Quando a contagem vai até 1971, a exemplo do que você fez com os campeonatos americanos, o campeonato espanhol fica com apenas sete (!) campeões, com 13 títulos do Real Madrid, 8 do Barcelona, 3 do Valência, 3 do Atlético de Madrid, 2 do Real Sociedad, 2 do Athletic Bilbao e um do Deportivo. O campeonato brasileiro teve 17 campeões, como você mesmo disse.

    Meu ponto é que a questão financeira, combinada à forma de disputa, pode criar esses abismos como o do Campeonato Espanhol. Acredito que a questão financeira sozinha não afeta dessa forma os campeonatos como ocorre com o espanhol, prova disso é a própria Copa Del Rey que nos últimos 10 anos teve 8 campeões.

    Realmente não sei qual a forma mais adequada para equiparar essas forças. Talvez [infelizmente] seja a supressão da fórmula dos pontos corridos, afinal como você mesmo provou, dividir igualitariamente as verbas não significa uma maior diversidade de campeões.

    Abraços!

  • Bruno

    É, André,

    Fico aqui também pensando se não seria o caso de observar as discrepâncias de um possível ranking dos times dessas ligas. Ainda que, em números de campeões, as diferenças não sejam tão acentuadas, o que dizem os rankings, como aquele da história do Campeonato Brasileiro de pontos corridos? Há grandes discrepâncias nos rankings? Existe a tendência para a NFL ser mais equilibrada e a MLA nem tanto? Ou é o contrário? Essa lição de casa, a dos critérios, sempre sujeitos a arbitrariedades, não acaba nunca!
    Dá um pouco de vergonha de gostar de futebol. Sempre tenho a impressão de que não existem times de volei, que o Osasco pode virar Pelotas, Pinheiros ou Juazeiro que tudo será mais ou menos como é – o Giba de um lado, o Rodrigão do outro, às vezes os dois juntos, e o Bernardinho esperando o campeonato acabar para chamar todo mundo para a seleção. Um campeonato sem times, sem torcida, só patrocinadores e funcionários, empresas disputando lotes de camisetas brancas para colar suas marcas. Números de lucros, vitórias, rankings e mais rankings, negociações, apostas. Algo de que ninguém precise gostar.

  • Trocoletti

    André,

    Vamos resumir tudo… O principal responsável por isso vai além da CBF. Chama-se Andreis Sanchez.. Não sei porque, mas esse cidadão, tem ódio mortal do SPFC. Uniu-se a CBF que também morre de amores pelo SPFC, que não admite sua ditadura e desmandos. Resultado final.
    EGOISMO, VAIDADES, EGOS A FLOR DA PELE e TODOS PERDEM…

    Estupidamente, como você mesmo disse, estão jogando p/ o Ar, uma baita possibilidade de $$$$, desenvolvida e criada por um São paulino Ataíde Gil, sob a batuta do JJ. Você acha que ele aceitaria isso assim passivamente? Claro que não… Logo pergunto:
    Esta pensando no clube? Claro que não esta pensando em si mesmo, em sua mesquinharia politica e possibildades futuras. Quem perde, além dos clubes, somos nós torcedores, reféns de um único canal que nos obriga a assistir jogos 22:00 hs por conta da novela das 20:00 hs que agora virou 21:00 hs.

    Lamentável, ver tanta sujeira, tanta baixaria, jogo sujo, tanta falta de LISURA, como o próprio mandatário alvinegro diz.

    Abraço,

    Trocoletti

  • Lippi

    André, acho tem uma coisa diferente nos EUA, que é o draft.
    Em teoria, os times que ficaram em piores posições têm as primeiras escolhas, certo? É só ver o que aconteceu com o Cleveland quando escolheu o Lebron James, quase foi campeão. Ou seja, existe um método de tentar fortalecer todos os times, independente das verbas recebidas.
    O draft de novos jogadores existe para todas as ligas, acho que isso também colabora com este “giro” de campeões.
    Abraço

  • Diogo Leonardo Tenca

    Estou envergonhado com a atitude do presidente do time que torço (Corinthians), não quero que meu time seja maior que os outros numa concorrência desleal, pela qual se tornariam os maiores times do Brasil, Flamengo e Corinthians pelo simples fato de terem a maior torcida e com isso conseguir ganhar mais dinheiro, hoje todos os clubes poderiam estar unidos para receber cada um pelo menos o dobro do que recebe atualmente, e a divisão era sim justa, Agora Corinthians e Flamengo se únem para juntos ganharem mais que os outros, imagino um cenário em que a rede globo negociando com esses dois clubes ofereça 50% a mais do que cada um recebe hoje, e com isso tirando dos outros times, pois não há concorrência nesses caso, a globo continuará pagando a mesma merreca, com a diferença que Flamengo e Corinthians passarão a receber a maior parte, aí eu digo é melhor receber ao menos 100% à mais e ver seus rivais recebendo a mesma quantia, tornando nosso camepeonato mais atraente pela igualdade de condições, ou é melhor acabar com seus adversarios fora de campo, e não receber muito além do que recebia antes?

  • Rafael

    Caro André

    Seu discurso é tentador, porém também esconde certas estatísticas.
    Muito embora, desde 1971 tenhamos 17 campeões brasileiros diferentes, não é menos verdade que somente 7 estados estão nesta conta. São Paulo tem 17 títulos, Rio de Janeiro 13, Rio Grande do Sul 5, MInas Gerais 2, Paraná 2, Bahia 1 e Pernambuco 1, e nisso se levarmos em consideração que se tratava de uma competição parcial, com times mais fracos.

    Um país que tem 27 Estados, ter uma hegemonia de dois ou três (SP,RJ e RS) não indica que nosso campeonato é tão disputado.

    A questão política sempre influenciou, e os estados mais fortes são os vitoriosos. Não adianta. A mudança institucional do futebol, e do esporte, não é gerada, tão somente, pela licitação que se aproxima(va?).

    Nem de longe traria uma nova acessibilidade à competição. Como dito anteriormente por alguém, grande parte dos torcedores sabe que seu time não chega ao título, e tudo em decorrência, principalmente dos Estados de SP, RJ. Os detentores do poder desde 1500. Enquanto essa gente não quiser largar o osso, e haver uma verdadeira mudança democrática no esporte brasileiros, vamos continuar a discutir o sexo dos anjos.

    Forte Abraço!

    AK: Não há nenhum motivo para crer que cotas iguais, por si só, mudariam esse cenário. Um abraço.

  • Felipe Ricco

    Uhauhauhua… É impressão minha ou vc resolveu questionar o negócio da MLB X NFL pq seu pai publicou o texto do Bill Maher no blog dele??

    Brincadeira André. Adorei seu texto.

    Abs!

    AK: Claro que não foi por isso. Não sou necessariamente contra a divisão de cotas por igual, mas não concordo com a afirmação, pura e simples, de que isso garantiria uma disputa mais justa. Um abraço.

  • Gabriel Mauad

    Desculpe, mas discordo da comparação com a NFL.

    Os times sabem sim que não jogarão o Superbowl por um motivo simples:

    A construção de um time, ou melhor, de um elenco, por lá, não se faz da noite para o dia. Os contratos são longos e quase sempre respeitados. Não existem ofertas arrebatadoras, mudanças constantes de jogadores de times, a não ser que esse, por sua vez, não inspire confiança e tenha contratos curtos.

    A distribuição do dinheiro é sim igualitária, mas o teto também existe.

    Basta analisar, o Green Bay Packers, atual campeão. Esse trilhou um caminho de melhora até chegar ao título. Times como o Saint Louis Rams, que não tinham boas campanhas há anos, voltaram a aparecer.

    Tudo depende de boas escolhas no draft, no free agency, nas trocas, nos contratos… o que parece ser o caso do QB Sam Bradford.

    Por lá, times tem responsabilidade fiscal, metas de administração, precisam dar lucro.

    Por fim, acho que simplesmente colocar os números dos campeões do Superbowl é pouco. Trocando campeões por participantes, ou seja, campeões de divisão, chegamos ao seguinte:

    Dos 32 times que participam da NFL, 28 já jogaram o Superbowl (87,5%) e dos 4 que nunca jogaram, dois – Texans e Jaguars – são novos, tendo aderido à liga em 95 e 02, respectivamente.

    A NFL é sim um campeonato muito mais equilibrado do que o brasileiro.

    AK: Seu comentário, na verdade, concorda com o meu. Obviamente não cometi a insanidade de comparar a Liga mais bem organizada do mundo com a nossa realidade. Só não posso concordar com a afirmação de que a solução é socializar as cotas. Um abraço.

  • Rafael

    Concordo com você.
    Cotas iguais não significam, necessariamente, mudança de cenário.
    Contudo, da mesma maneira, a suposta licitação, não garante mudança do cenário.
    O que contestei em seu texto foi a aparente existência de grande competição no campeonato brasileiro pelo fato de existirem 17 campeões.

    Isso não é verdade. A hegemonia paulista, carioca e gaúcha, com grande participação mineira, demonstra que não existe competição.

    A mudança de cenário poderia ser iniciada com uma virada democrática. Uma participação maior de outros estados, principalmente politicamente.

    É um absurdo que um país com 27 estados, alguns, inclusive com forte economia, como Santa Catarina e Paraná, não tenham, nem de longe, qualquer participação ativa, seja na política, seja no cenário da competição em si.

    Rio e São Paulo que me desculpem, mas hoje fazem mais mal para o futebol do que bem.

  • Gabriel

    Corinthians vai ganhar mais e com toda justiça…podem chorar e espernear.Andres já está negociando com a Record,cai por terra a teoria da conspiração de a globo “proteger” o Corinthians.

  • Heinz-Harald Grbic Stojakovic

    Ah, pelo amor de Deus. Nem a Glogo e a CBF são as vilãs como o Clube dos 13 e a Record (que todos nós sabemos de onde vem essa “bolada que ela, teoricamente, vai oferecer) não são os mocinhos dessa história. Cada um está defendendo o seu. Independente do lado em que estão.
    Se Flamengo e Corinthians acham que tem direito de receber mais, que eles corram atrás. Se conseguirem ótimo pra eles. Quem sabe assim, os outros não vejam que eles também podem, ao invés de ficarem amarrados o resto da vida ao C13, recebendo o que o C13 quer, e não o que eles realmente merecem?
    Se Flamengo e Corinthians não tivessem esse poder, o C13 não estaria tão desesperado com a saída deles, visto que, sem os dois, a chance de se chegar ao valor que o C13 quer, reduz bastante.
    Não estou aqui defendendo C13, CBF, ou qualquer emissora de TV, nem – principalmente – presidente ou diretor de nenhum clube, mas não dá mais para os clubes viverem endividados, enquanto CBF, C13 e redes de televisão e rádio (todas, não só a Globo) “enchendo a burra” às custas do nosso futebol e dos nossos Clubes.
    Em 87 tentou-se uma revolução, que – como tantas outras mundo afora – foi engolida pelo sistema. Quem sabe, não está se iniciando outra, onde os clubes serão donos dos seus próprios destinos e de suas próprias marcas, sem depender de intermediários.

    Ps: A prova de que Flamendo e Corinthians são fortes é o Alexandre Kalil e suas declarações. O cara tá morrendo de medo de perder a grana que ele ganha às custas dos Grandes!!!

    S.R.N

  • Vc fez a análise – mto boa – considerando os números absolutos de campeões. Seria preciso fazer tb uma porcentagem pra uma melhor visualização. Assim: Tantos times diferentes disputaram a NFL de 71 pra cá. Tantos ganharam. Qual a porcentagem? E fazer o mesmo para NBA, MLB e CampBrasileiro. Acho q esses números nos dariam uma idéia melhor do resultado da socialização das cotas do que os números que vc apresentou. Um abraço.

  • Rita

    Tão dizendo que era mentira do Andres também.
    Pessoalmente não acredito.
    Um cara tão empenhado nos interesses do time dele.
    Um cara tão gente boa…

  • Roberto

    André, eu concordo com você que a divisão igualitária das cotas não é a solução definitiva, mas mesmo a MLB tem o sistema de Revenue Sharing e o Luxury Cap, formas de distribuir recursos entre os times mais “pobres”. Abraço!

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  • João Carlos Luchtenberg

    Os clubes menores que disputam o campeonato brasileiro só terão chance de ser campeão se houver mata-mata, senão é quase impossível. Esta é a diferença entre a NFL, NBA, ou seja lá qual liga do campeonato brasileiro por pontos corridos. Um time que recebe mais tem um plantel maior e mais qualificado, enquanto os menores apenas conseguem um time titular razoável. Nos últimos 20 campeonatos italiano só ganha Milan, Juventus, Inter e às vezes algum outro time. Se pegar o espanhol, provavelmente só tem Barcelona e Real Madrid,e às vezes um Valencia da vida ganha. No inglês só ganha Manchester United, Chelsea, Arsenal e às vezes quase sem querer um BlackBurn.

  • Marcos Ulisses

    não concordo com as divisões em cotas iguais mas oq ñ pode continuar avendo é esse abismo em relação a um clube grande e um clube medio sou ttorcedor da Ponte Preta q ate aguns não distane anos era considerado medio era pq a ma desigualdade muito grande nas cotas televisivas para ñ diser na manipulação de batisdores q é vergonhosa e visa minar os clubes menores para q eles ñ atrapalhem a vida dos grandes meu time era conhescido por criar varios jogadores provavelmente seu time teve algum jogador que ja passou pelo Moseis Lucarelli
    fato corriqueiro nas decadas de 70,80e 90 na minha opinião os clubes perderam a oportunidade de entra na casa do bilhão e com isso começr aamenisar e faser um pouco de resistencia ao acedio dos grandes europeus sobre nossas jovens promessas com certesa ñ coseguiriam manter o jogador em definitivo mas daria para pelo menos colher mais frutos dos pes cultivados ñ sem onde esses nossos dirigentes conseguem achar vantagens nas suas artimanhas ,deveriam estudar um pouco de economia e gestão ñ essa porcaria q enc~inão de gestão esportiva
    pq deve rolar muito encinamentos diferentes do mundo corporativo mas sim a verdadeira gestão comercial pura e solida
    q todo proffissional deveria saber !!!

  • Julio

    Não Concordo.

    A divisão igualitária elevaria o nível do profissionalismo do futebol, proporcionando aos Clubes menores maiores condições de ESTRUTURA. A alternância de campeões no Futebol do Brasil pode ser justificada pela incompetência dos gestores dos clubes que mais lucraram com as cotas. Aposto que se Flamengo e Corinthians tivessem uma Gestão Profissional desenvolvida lá trás, estariam monopolizando sim o Futebol…! Os Clubes pequenos as vezes aproveitam o despreparo das equipes grandes, e por isso conquistam as raras vitórias. o Modelo da NFL sim é de longe o modelo mais justo e o que permitirá a manutenção e ascensão de outros tantos clubes.

    AK: Os fatos discordam de seus argumentos. Um abraço.

  • eduardo

    As cotas não precisam ser iguais, mas divididas de forma que os times pelo menos tenham dinheiro para almejar algo, claro que a irresponsabilidade dos dirigentes dos clubes tem que ser vista, uma lei de responsabilidade fiscal, punição por atraso de salario, teto salarial e readequação de salários em alguns casos, independente de vencedores, um jogo mais equilibrado e bem disputado levaria mais publico aos estádios, fazendo com que em tese os clubes dependensem menos das cotas…

  • Alexx Mansur

    Não é na análise simplória de que na NFL se cria menos campeões que o beisebol que se chega à conclusão também simplória de que não se deve dividir as cotas. O beisebol por exemplo,chegou à conclusão que há um limite de investimento de cada time por temporada, fato! Isso é limitar o investimento de cada time, para não criar distorções.
    É óbvio, caro – e estimado Kfouri (sou teu fã, mas dicordo). Dividir de forma pelo menos mais igualitária as cotas, é no mínimo dar oportunidades mais iguais de times montarem times mais equilibrados. Isso é fato. O que a NFL viu é que, a visibilidade de um time menor é praticamente a mesma do time que é maior, mas rival dele. Porque o rival vai assistir o jogo do outro na tevê, até pra secar o outro time!
    Simples assim: muito mais dinheiro pra um = muito mais chance de comprar melhores jogadores e melhores investimentos. O resto é falácia!

  • Alexx Mansur

    Não é na análise simples de que na NFL se cria menos campeões que o beisebol que se chega à conclusão também simples de que não se deve dividir as cotas. O beisebol por exemplo,chegou à conclusão que há um limite de investimento de cada time por temporada, fato. Isso é limitar o investimento de cada time, para não criar distorções.
    É óbvio, caro e estimado Kfouri (sou teu fã, mas discordo). Dividir de forma pelo menos mais igualitária as cotas, é no mínimo dar oportunidades mais iguais de times montarem times mais equilibrados. Isso é fato. O que a NFL viu é que, a visibilidade de um time menor é praticamente a mesma do time que é maior, mas rival dele. Porque o rival vai assistir o jogo do outro na tevê, até pra secar o outro time!
    Simples assim: muito mais dinheiro pra um = muito mais chance de comprar melhores jogadores e melhores investimentos. O que vier é diferente é estratégia e organização pra melhorar o time, o que é muito mais igualitário quando se tem verbas ao menos mais paritárias.

    AK: Tentando esclarecer: a conclusão não é que não se deve dividir cotas de forma mais equilibrada. É que a divisão igualitária não produz, necessariamente, mais times com chances de ganhar o campeonato.

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