NOTONAS PÓS-RODADAS (e mais uma canetada)



Consideraçoes sobre alguns jogos do fim de semana:

Convenhamos que a chance de Flamengo e Botafogo (1 x 1: Ronaldo Angelim e Abreu – nos pênaltis: Flamengo 3 x 1) chegarem aos pênaltis, mais uma vez, era grande.

Pensando nessa hipótese, o encontro entre Abreu e Felipe tinha o potencial para ser um dos grandes momentos do fim de semana.

Eu estava no Pacaembu e, já com os vestiários abertos, fiquei na frente da TV para ver… o que nunca aconteceu.

É evidente que as pessoas que tomam esse tipo de decisão têm muito mais experiência e, principalmente, mais informações do que todos nós. Mas tenho dificuldade para entender por que o principal batedor de um time, muitas vezes, é guardado para a última cobrança.

E por isso, também muitas vezes, não é um fator.

Escolhas à parte, as cobranças decisivas são o sonho dos goleiros. Pouca responsabilidade e várias chances para fazer diferença. Felipe é um notório pegador de penalidades. A cada defesa, fica mais confiante para a próxima, enquanto o inverso acontece com quem vai bater.

Exceção feita aos cobradores que sabem trancar o cérebro nesses momentos, como Abreu.

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A diferença de interesse entre Corinthians e Santos (3 x 1: Fábio Santos-2, Elano e Liédson) ficou evidente ontem no Pacaembu.

Times que estão jogando a Libertadores só têm a perder quando entram em campo por outra competição, como o Fluminense pode atestar. E quando o adversário é um rival que (por circunstâncias, no caso, para azar do Santos) só tem o campeonato estadual para disputar, o desequilíbrio de intensidade é claro.

O Corinthians só não foi absolutamente superior nos primeiros minutos do segundo tempo, quando o Santos exibiu amostras do futebol vistoso que se espera dele. E Elano teve um gol evitado por Júlio César.

No restante do jogo, especialmente olhando para o sistema de marcação corintiano, parecia que só havia um time disputando um clássico. O outro treinava.

Precisa observação de Mauro Beting, no Lance! de hoje: no jogo em que o Corinthians não teve o 6 e o 9, o 69 (número da camisa de Fábio Santos) resolveu.

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Ainda nesse assunto, melhor fazia o Internacional, que escalou o time B para jogar o Gauchão. Sinal aparente de um planejamento feito para privilegiar a Libertadores.

Campeonato estadual é, ou deveria ser, isso mesmo – uma fase de preparação para a temporada.

Mas depois de ser eliminado do primeiro turno pelo Cruzeiro (1 x 1: Ricardo Goulart e Diego Torres – nos pênaltis: Cruzeiro 5 x 4), o Inter mudou de planos. O que comprova que não havia planos.

O técnico do time B foi demitido. E o gauchão, agora, é responsabilidade dos titulares.

Ao sabor dos ventos.

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É triste ver como a História do futebol brasileiro é usada politicamente pela CBF.

Até quando acerta, como ao reconhecer o título da Copa União, é porque há objetivos associados.

O Clube dos 13 está rachado, com a saída iminente do Corinthians por conta dos direitos de TV e a possibilidade do Flamengo acompanhá-lo. O reconhecimento ao título de 1987 é um abraço na presidenta Patrícia Amorim.

O assunto é chato. Quem insiste em dizer que a Copa União não foi o Campeonato Brasileiro daquele ano só tem a nomenclatura como aliada.

Se a questão é só essa – a nomenclatura – encerramos aqui.

Mas não existe a menor dúvida de que a Copa União foi o campeonato de futebol mais importante realizado no Brasil em 1987. Dessa forma, com nome ou sem nome, o título é inquestionável.

Imaginar que os jogadores que conquistaram a Copa União agora estão felizes da vida, se sentindo campeões, é uma piada de extremo mau gosto.

Eles sempre foram campeões.

E aqueles que prestam atenção sabem muito bem por que a CBF, depois de tanto contestar as reivindicações do Flamengo, resolveu dar mais uma canetada.

Reescrevo a frase de Tostão, brilhante: “Não preciso ir a outra festa”.

Títulos conquistados estão na História. Não precisam de papel.

Muito menos de cinismo.

ATUALIZAÇÃO, 16h11 – Para ilustrar, veja a declaração de Zico ao UOL Esporte:

“Ganhei quatro títulos brasileiros pelo Flamengo e o de 1987 foi o último deles. O reconhecimento é bom para o clube, para a torcida, mas sempre me senti campeão. Para mim, não muda absolutamente nada.”

“Sofremos muito naquela campanha e ganhamos no campo jogando muita bola. Não vai ser uma caneta que determinará isso. O Flamengo mereceu por tudo o que fez.”

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Ah, já ia me esquecendo: o Santos, primeiro hexacampeão brasileiro (de acordo com a CBF) aguarda o chamado para receber a Taça de Bolinhas.



  • Willian Ifanger

    É muita mesquinharia entre os cartolas. A diretoria do são Paulo perdeu, mais uma vez, a chance de mudar o curso da História.

    Uma ligação do Juvenal para a Patrícia teria resolvido tudo e dado uma rasteira naqueles que querem ver o fim do Clube dos 13.

    Era só convidá-la para vir receber o Troféu que um dia significou uma tentativa de alforria com a CBF. Ou, melhor ainda, fazer uma reunião extraordinária do Clube dos 13, chamar toda a mídia esportiva e entregá-la ao Flamengo. O recado estaria bem dado.

  • Pablo

    André, vc comete alguns equívocos na última afirmação. Primeiro, a taça das bolinhas iria para o clube com 5 campeonatos, não seis. Segundo, quando o Santos foi “campeão” (entre aspas pra mim), nem existia taça das bolinhas. O propósito dela é posterior a isso.

    AK: Pena você não perceber a ironia. Um abraço.

  • Parabéns André, suas análises, mesmo sendo curtas, foram excelentes. Espero um dia chegar onde você chegou. Um grande abraço

  • Pablo

    Eu até entendi. Mas não achei boa.

    AK: Pena você não ter achado boa. Um abraço.

  • Jonas

    E a analise do Gremio cade?

    AK: Na primeira frase do post.

  • Ana

    Sempre considerei o Flamengo campeão nacional de 1987, a CBF reconhecer ou não só servia para deixar de ouvir gracinhas dos rivais. Só.

  • Hey André!

    Não é uma questão de nomenclatura. O “Campeonato Brasileiro” considerado em 87 não foi SOMENTE a Copa União, mas a Copa União (dos clubes) mais a Taça Roberto Gomes Pedrosa (da CBF), e seu encerramento seria uma final com o “campeão” de cada torneio (corroborada pelo nosso já conhecido Eurico Miranda, vice-presidente de futebol do Vasco da Gama na época, que assinou em nome do Clube dos 13 um documento que previa o cruzamento proposto pela CBF quando ficou como interlocutor da entidade).

    Pena que o Flamengo não quis participar, e o Sport foi o campeão. É simples entender isso?

    Abraço!

    AK: Sistemas, acordos e desacordos à parte, há algo que não se discute (e que, a meu ver, é o que importa): a Copa União, torneio mais importante…. teve um campeão. Um abraço.

  • Paulo sp

    Concordo com vc André, mas…

    Será que Evair disputou a Segundona em 87?
    Perguntem para ele e para todos os rebaixados na “canetada”, ou os mais “fracos”(clubes pequenos)vão ficar de fora de mais uma decisão denovo?

    Ah sim, na proxima temporada certos times vão poder finalmente colocar seus asteriscos em seus uniformes.

    Mais uma lambança do nosso futebol e o pior é que a justiça(desportiva e comum) não vale mesmo nada !

    Os times não precisam de advogados e nem mesmo de razão, basta estar disposto a fazer acordão com os donos do futebol brasileiro.

    Se um time grande cair esse ano…

    vlw fera !

  • Marcos Vinícius

    Mas,afinal,quem determinou que a Copa União foi o torneio “mais importante” daquele ano?E,se foi assim,pq o campeão da mesma não disputou a Libertadores do ano seguinte,direito esse concedido ao campeão do torneio “menos importante”,o Sport?

    AK: Politicagem. Se você quer discutir a importância da Copa União, boa sorte. Um abraço.

  • Marcos Vinícius

    Se eu quisesse discutir a importância da Copa União,diria que a mesma foi mais importante.O que eu discuto é o Sport ser declarado campeão da competição por 24 anos e,de uma hora para a outra,não ser mais.Isso sim é politicagem.

    AK: Não foi isso que aconteceu. A CBF “decidiu” que há 2 campeões.

  • Anna

    O Zico definiu tudo. Esse, sabe das coisas. Todos sabíamos que existia um campeão da Copa União, de 87, e que foi o timaço do Flamengo. Resta saber o que há por trás desse “reconhecimento” súbito. Tostão, assim como Zico, é gênio.

  • Mauro Domingos

    Andre, sou flamenguista. Tinha 7 anos na época e lembro das festas e comemorações da parte flamenguista da minha família. Como rubro-negro é importante ter esse título ‘reconhecido’ pela CBF? É sim. Como torcedor é bom ter a chancela da ‘bendita’ confederação. Mas todos nós, Flamenguistas, São Paulinos e torcedores do Sport, sabemos q é pura e limpa politicagem. Mandos e desmandos. Interesses, poderes…. E a criação de uma Liga seria o marco inicial pra tentar melhorar isso. Mas, acho, essa Liga ta bem longe de ser criada…. Abços…

  • Edouard Dardenne

    Não tem jeito. O assunto do reconhecimento do título do Fla em 87 é notícia, e só é por isso, porque joga luz sobre a iminente cisão do Clube do 13. Do ponto de vista estritamente esportivo (o reconhecimento de um mérito esportivo que vai fazer 24 anos), não há notícia. Todo mundo que entende o que ocorreu naquele ano tem condição para formar uma opinião sobre o assunto. A conduta da CB, agora, não tem o condão de modificar a história. Um abraço.

  • M. Silva

    Caro André,

    será que deixar o melhor cobrador para o final não se baseia na hipótese de que ele vá ser o mais capaz de “trancar o cérebro nesses momentos”, e suportar melhor a pressão? Às vezes, ocorre também do melhor abrir a série; nesse caso entendo que é para tentar garantir o primeiro e tranqüilizar os próximos. E aí, é comum o segundo melhor cobrador fechar a série.

    Um abraço,

    AK: Sim, esse é o raciocínio. Mas o último pênalti é uma possibilidade. O primeiro é uma certeza. Um abraço.

    M. Silva

  • Filipe

    O apelido El Loco Batista já se aplica para o treinador do Santos?

  • Ricardo Dias

    André,

    O racha no clube dos 13 parece ser um retrocesso, mas de que adianta manter ou criar uma liga onde seus afiliados não cumprem o que acordam, e nem o que assinam. Cada um age conforme seus interesses. O SPFC sai dessa história de maneira vergonhosa. Como alguém que tomou para si algo que não lhe pertence e levou para casa na cara de pau. Um ladrão de galinha… Imaginem se tiver de devolver a taça… Será chacota para todos os rivais!

  • Marcelo

    André,

    A importância de nenhum título pode ser contestada, e o flamengo tem que se orgulhar da conquista da Copa União como de todos os títulos de sua história. Porém ficou claro que o título brasileiro daquele ano seria conquistado com o cruzamento dos vendedores dos módulos azul (Copa União) e do módulo amarelo, do qual participou o guarani (vice-campeão de 86) e que tinha o direito de disputar a primeira divisão em 87. Sendo assim, com a recusa do flamengo e inter em disputar o título, o sport evidentemente é o ÚNICO campeão brasileiro de 1987, o resto sim é que é politicagem da CBF, da mídia, etc.
    Será que se o vasco se recusasse em disputar o título brasileiro de 2000 contra o são caetano (esse sim da segunda divisão), a mídia defenderia o titulo para ele?

    AK: Você pode pensar assim, se quiser. Eu penso diferente, e apesar de não ter nenhuma intenção de voltar a falar em regulamentos e reescrever tudo de novo, vamos lá: em 1987, o C13 nunca concordou com o cruzamento. A CBF se comprometeu a considerar a Copa União como o Brasileiro daquele ano, e depois, com a ajuda de Eurico Miranda, mudou de ideia. Em 2000, todos os 116 clubes que participaram da Copa João Havelange estavam de acordo com sistema de disputa. Um abraço.

  • Teobaldo

    Existe um aspecto que eu não entendo e gostaria que algum frequentador deste blog esclarecesse (sem fanatismos, naturalmente). Segundo informaçoes veiculadas na imprensa, e eu acredito que seja verdade, o judiciário brasileiro, em decisão definitiva e sobre a qual não existe recurso, entendeu que o Sport é o legítimo campeão brasileiro de 1987 e obrigou a CBF a declarar aquel clube como tal. Não acho necessário discutir os fatos, os mérito e as razões, mas as dúvidas que, para mim, permanecem, são as seguintes:

    1) Como a CBF pode proclamar o Flamengo campeão brasileiro de 1987 se existe uma decisão da justiça brasileira dizendo que o campeão é o Sport?

    2) A CBF, claramente comentendo um ato de desobiência a uma decisão da justiça (entendimento meu), pode ser punida?

    3) Essa possível punição seria motivada por algum recurso à justiça, por qualquer cidadão ou entidade, ou ela partiria diretamente de algum tribunal?

    Eu sei, existem coisas mais importantes para preocuparem os membros de um tribunal, mas a questão é de desrespeito a uma decisão e, por extensão, uma afronta à lei.

    Um abraço à todos.

    AK: 

    1) A CBF diz que há 2 campeões. 
    2) Não creio. 
    3) Não sei.

    Um abraço.

  • Paula

    Heheh. André, o CEF criou a tal taça e ela representava a tal Taça Brasil mas deixou de ser erguida qdo a Taça Brasil se transformou em Campeonato Brasileiro… Pq?

    Mas a taça foi criada em que ano? Fica valendo o passado? Deviam tratar isso como coisa juridica e deixar as paixoes de lado. Li esse história: http://luismaisesporte.blogspot.com/2010/12/grande-questao-unificacao-dos-titulos.html
    Ela está certa?

  • Paula

    Willian Ifanger, você pede para o São Paulo se indispor com o Sport. Lembre que para o time nordestino ele é o campeão. Inclusive com ação em julgado na justiça. Muita calma nessa hora.

    Acho que essa taça deveria ir para ninguém e ficar na sala de relíquias da caixa mesmo, com o nome de cada time que levantou a taça. A taça foi erguida pelo Flamengo em 87? Se foi – acho que vi uma foto- então é dele.

  • SERGIO EDUARDO

    André vc colocou muito bem, está correto

  • Samuel Colares

    ATT: Teobaldo,

    Não conheço o processo que o Sport moveu contra a CBF, mas creio que a decisão da CBF não viola a decisão judicial, pois, pelo que conta a imprensa, a decisão manda reconhecer o título do Sport, e não que este seja o único campeão.

    Para quem se espanta com isso, saibam que aqui no Ceará já teve coisa pior: em 1992 o campeonato cearense teve 4 (isso mesmo, quatro) campeões… Em 2004 não teve campeão no campo, sendo o Fortaleza declarado campeão com canetada da Justiça… CBF aqui é pinto perto da FCF

  • Willian Ifanger

    Paula, essa Taça não muda em nada a história. O Sport conquistou o seu título e o Flamengo o dele. Nem quero julgar o mérito da importância dos títulos. Só não quero a taça no Morumbi.

    Só não entendo como o torcedor cai nessa cilada. Honestamente, o que muda na vida do torcedor do Sport ou do Flamengo? Ou do São Paulo? A História já foi escrita……..cabe ao clube e seus torcedores valorizarem o que foi conquistado.

    É igual a história do Palmeiras querer que o título do torneio de 1951 seja considerado um “Mundial”. O clube deveria valorizar isso desde sempre. Ou só vale alguma coisa se tiver uma chancela de um burocrata qualquer que não entende nada de futebol? Tem torcedor que nunca soube dessa conquista. O próprio clube desmoraliza sua história.

    Aliás, se o São Paulo fosse campeão em 87, duvido que algum diretor ou torcedor não contaria hoje esse título e se consideraria Heptacampeão e não teria pedido o Troféu das Bolinhas bem antes. Mera hipocrisia de cartola.

    Esse troféu representa tudo o que o futebol brasileiro tem de mal. Deveria ser destruído.

  • Faaala, André!

    A Copa União foi considerado o torneio mais importante porque tinha os clubes de mais torcida, o melhor patrocínio, e passava na televisão que tinha a maior audiência, e não porque tinha os melhores clubes e melhores jogadores (como bem lembraram o Marcelo e o Marcos Vinícius). E o Eurico, tentando agradar a D. CBF, deu um “chapéu” no C13.

    Bem feito. Ninguém manda confiar nele. Agora, por causa disso e da recusa do Flamengo em disputar a final, vai todo mundo ficar discutindo essa idiotice de quem foi campeão e quem também foi (inclusive eu :P).

    Abraço!

  • Luiz

    A vaidade do Seu Juvenal por causa de uma taça (fez questão de rasgar a história da Instituição São Paulo, que até 2007 sempre reconheceu o Flamengo como único campeão brasileiro de 1987) é que possibilitou toda esta utilização política desta situação, se tivesse honrado os seus compromissos e a sua história teria recebido a taça e repassado a quem ele sempre reconheceu como de direito, mas dignidade e honradez são qualidades difíceis de se encontrar entre cartolas. Todo rubro-negro que vivenciou o campeonato de 1987 pensa exatamente como o Galinho, o resto é estória para boi dormir.

  • Rita

    Puxa Willian Ifanger, seu primeiro comentário foi perfeito!
    Era exatamente o que eu esperava que o Sr. Juvenal fizesse.
    Contudo, essa nobreza tá há milhas e milhas distante…

  • Paulo sp

    Falei aqui uma vez e vou repetir
    Patricia Amorim faz um mandato muito ruim, e diz coisas somente para chamar a atenção!!!

    Hoje, disse que quando chegou o Fla era Penta e que agora é Hexa …kkkk
    Ela conquistou um título !

    Como dizem os sábios “A bola pune”…

    Alguma coisa me diz que a campanha do Fla esse ano será pior que a do ano passado, quando escapou do rebaixamento na penultima rodada…Goleiro mestre em rebaixamento eles já tem !

    No tricolor, J.J hídem.
    Infelizmente as noticias envolvendo o Fla e o SPFC quase sempre são extra-campo.
    Tirando o Ceni(e seus recordes) e essa molecada que esta chegando, o tricolor é só lamento!
    Eu como sãopaulino temo pelo pior, Ceni se aposentando sem ganhar mais nenhum título…

    Só para lembrarmos, no Palmeiras graças as trapalhadas da cartolagem, Marcos não levanta um caneco a uma decada !

    No Brasil, os protagonistas são meros coadjuvantes, prova disso é o próprio Zico, pouco tempo atrás saiu com o rabo entre as pernas da Gávea, como agora convém a direção rubro-negra, não duvido de uma nova aproximação…

  • Paulo sp

    André, li uma resposta sua a um colega e vc diz “A CBF diz que há 2 campeões.”

    Levando ao pé da letra então, assim como a diretoria do Fla fez para interpretar a lei,
    temos dois “meio” campeões. kkkk

    E viva a copa 2014…Uma lição de organização !
    A roubalheira dos estádios começou…
    De polêmica em polêmica o tempo vai passando

  • Leandro

    André quem seriam os 2 rebaixados de 87? Vão pagar quando?

  • Renato Rasiko

    A FIFA proibe que os seus afiliados entrem na Justiça Comum. Ponto. Ou seja, decisão da justiça comum relativa ao futebol não vale nada. Ponto final.

  • M. Silva

    Prezado Alejjandro,

    se você pegar como referência a convocação da seleção brasileira para a Copa América de 1987 – 19 jogadores de equipes do Módulo Verde e 3 das do Módulo Amarelo – acho que não parece absurdo dizer que os melhores jogadores se encontravam no Módulo Verde, não?

    Um abraço,

    M. Silva

  • Lucio

    O Flamengo foi campeão de um torneio que contou com São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Vasco, Botafogo, Grêmio, Internacional, Bahia, além de outros dos maiores times do Brasil na época.
    Se isso não é o suficiente pra que seja considerado campeão brasileiro, só posso acreditar que o brasileiro é um povo que só acredita no que lhe for conveniente.

    André, um texto bom de um são paulino que enxerga além do que lhe é conveniente:
    http://exiliorock.com.br/blog/author/tb/

    AK: Com relação à primeira parte do seu comentário, falou tudo. Um abraço.

  • BASILIO77

    Mandou bem.
    Não se pode iludir com o resultado do jogo no pacaembu.
    Abraço.

  • Edwin Perez

    André vc não esqueceu, apenas foi traído por datas! A taça das bolinhas foi criada em 1975 para posse do clube que tiver ganhado o campeonato brasileiro por três vezes seguidas ou cinco alternadas, ou seja pós 1975 e isso exclui o Santos e o Palmeiras, legítimos octacampeões brasileiros pela cbf e para milhões de torcedores brasileiros, para conhecimento de outros milhões de torcedores brasileiros que não sabiam da existência de campeonatos nacionais pré-1971. A taça é do Flamengo, sempre foi.

    AK: Foi uma ironia. Um abraço.

  • Robert Silva

    na NBA o draft (aquisiçao de jovens valores oriundos do basquete universitario) segue a colocação dos times, mas na ordem inversa.
    ou seja, o time que ficou em ultimo lugar tem direito de adquirir o melhor jogador universitario. o penultimo o 2º melhor. portanto o time campeao da NBA adquire apenas o 30º melhor jogador.
    Porque isso?
    para garantir a competitividade.
    Se o time é campeao, teoricamente nao precisa se reforçar tanto quanto o ultimo colocado.

    competitividade gera jogos mais atrativos que gera mais audiencia.

    porem, que o fla e o corinthians querem se distanciar na divisao de renda, parece claro.

    agora, na minha opiniao aqui no Brasil o futebol e tao equilibrado que sempre sera um campeonato atrativo.

    Ex: o campeao brasileiro acaba de perder um jogo nos penaltis para um time que sequer disputa qq divisao do brasileiro.

    e outra, fla e corinthians historicamente sempre fizeram jogos durissimos contra os onze demais integrantes do clube dos 13 original (ainda 13?).

    e isso nao vai mudar. encarar palmeiras, sao paulo, vasco, inter, botafogo, santos, flu, cruzeiro, gremio atl mg e os demais nao sera baba ou moleza NUNCA. pela tradição vencedora destas equipes, que nao morrera em função da ganancia e interesses comerciais.

    sem mais

  • Sancho

    Como assim, é uma “questão de nomenclatura”?! O problema é bem maior que esse. Encontrei, por exemplo, estes argumentos aqui:

    7. Por que o Flamengo não é considerado campeão em 1987 (mesmo após o reconhecimento da CBF)?
    O Flamengo é o legítimo campeão da Copa União de 1987, e ninguém aqui nega isso. A questão é se é possível considerá-lo campeão brasileiro por esse título. A CBF fez isso. No entanto, o fato de reconhecermos títulos não-oficiais nos permite igualmente a questionar aqueles considerados oficiais. A oficialidade é apenas mais um fato para ser analisado no trato da questão. No caso, continua-se a entender que a Copa União não se equipara a um título nacional por diversos motivos.

    Primeiro, há a determinação judicial, mesmo que a CBF tenha transformado em letra morta. A decisão da Justiça era fundamentada, e seu peso está em seu fundamento; não, na decisão em si. Quando o campeonato foi parar na Justiça Federal, essa considerou o Sport campeão pelo fato de a Copa União não ter respeitado a legislação vigente à época para organização de competições esportivas profissionais. Legalmente, ela não reunia condições para ser um torneio autônomo. Ela obrigatoriamente fazia parte de um torneio maior, torneio esse que definia o campeão brasileiro de 1987. Assim, o Flamengo, ao conquistar a Copa União, teria ganho, por força das normas vigentes sobre o torneio, apenas uma etapa do campeonato nacional daquela temporada.

    Mas não é só isso. A questão legal é diferente da desportiva. A pergunta no último caso é: haveria mérito esportivo na Copa União considerar seu título como campeão nacional? Nesse caso, são basicamente dois os argumentos a serem considerados, e eles vão além da oficialidade da decisão da CBF.

    O argumento de que o Módulo Verde (Copa União/Taça “João Havelange”) era a Primeira Divisão não convence. Afinal, ele era formado por 16 clubes, mas as equipes classificadas em 2º (Guarani, SP), 4º (América, RJ), 10º (Portuguesa, SP), 12º (Joinville, SC), 15º (Criciúma, SC) e 16º (Internacional, SP) do ano anterior estavam todas no Módulo Amarelo (Taça “Roberto Gomes Pedrosa”). Ademais, ambos os módulos possuíam a mesma quantidade de clubes (14) que disputariam a Primeira Divisão de 1987, caso essa fosse organizada como previsto no término da temporada anterior. Ser grande e ter maior torcida não dá direito a ninguém de jogar na primeira divisão. Isso é um problema para ser resolvido no campo.

    A proposta pela divisão do título por serem equivalentes tampouco convence. A decisão da Taça “Roberto Gomes Pedrosa” ocorreu em 13 de dezembro (mesmo dia da segunda final entre Internacional e Flamengo pela “João Havelange”), quando após um empate nos pênaltis, os times desistiram de seguir as cobranças; e o título acabou indo para o Sport. Mas esse não é o jogo do título brasileiro, apesar de ser esse o equivalente ao conquistado pelo Flamengo. Após a decisão dos módulos, haveria um quadrangular em turno único entre Flamengo, Internacional, Sport e Guarani (campeões e vices dos módulos) para decidir o campeão nacional. Com a recusa dos clubes do Módulo Verde de participar da Fase Final, organizou-se uma disputa em ida-e-volta entre Sport e Guarani. Em 7 de fevereiro do ano seguinte, o Sport bateu o Guarani por 1 a 0 e, considerando que a partida de ida terminara em 1 a 1, sagrou-se campeão brasileiro de 1987.

    A melhor comparação com 1987 continua sendo o campeonato de 2000. Na Copa João Havelange, o Cruzeiro foi campeão do Módulo Azul (clubes que estariam na Primeira Divisão, mais Gama, Fluminense, Bahia, Juventude e América Mineiro), com direito a taça e tudo. Para se manter coerência, quem considera o Flamengo campeão de 1987, também deve fazer o mesmo com o Cruzeiro de 2000; já que ignora as finais. Aliás, não que tenha legitimidade, mas acredita-se que o Cruzeiro teria mais argumentos em seu favor num eventual pedido de reconhecimento de título que o Flamengo, pois o Módulo Azul era de fato a Primeira Divisão nacional. Desconhece-se, no entanto, quem o considere campeão brasileiro. Por tais razões, mantemos que os campeões de 1987 e 2000 são, respectiva e exclusivamente, Sport e Vasco da Gama.

    São bem parecidos com o do Gustavo Poli; e passam longe de uma discussão sobre nomenclatura.

    Abraço.

  • kleber

    Olá André,

    Concordo que o Flamengo foi campeão brasileiro de 1987, mas como pode ter direito a taça das bolinhas se naquele ano não a recebeu?

  • Sancho

    O grande problema é que 1987 é único. O que chega mais perto é 2000, mas não foi exatamente a mesma coisa. Então, não existe nenhum parâmetro para auxiliar na compreensão do que efetivamente aconteceu naquele ano. Houve uma ruptura, a realização de dois torneios paralelos, e uma tentativa de compromisso com a realização de finais entre os finalistas dos dois torneios. Como o compromisso não foi aceito (em 2000, houve as finais normalmente), a questão ficou no ar.

    O CND se manifestou. O Judiciário se manifestou. Agora, a CBF também se manifestou (mas sem esclarecer baseado em quê). E foram três respostas diferentes!

    Sinceramente, o fato de a “Revolução” não ter sido completa, já que a Liga de Clubes não se confirmou e o C13 voltou a disputar torneios da CBF, e um verdadeiro compromisso foi consolidado somente em 1989, acho que a Copa União não consegue se estabelecertotalmente como um Campeonato Brasileiro. Mas isso sou eu. Mas, de novo, não custa ressaltar que o problema passa longe da nomenclatura. Afinal, o campeonato Brasileiro já teve os seguintes nomes na história: Torneio Roberto Gomes Pedrosa; Taça de Prata; Campeonato Nacional; Copa Brasil; Taça de Ouro; Copa União (1988); Copa João Havelange (2000); e Campeonato Brasileiro (a partir de 1989).

    Abraço.

    AK: O que eu quero dizer com “nomenclatura” é o seguinte: não importa se a CBF considera a Copa União o Campeonato Brasileiro de 1987. Principalmente se o argumento for que aconteceu um Campeonato Brasileiro em 1987, vencido pelo Sport. O fato é que a Copa União foi o que foi: o campeonato de futebol mais importante realizado no Brasil em 1987. Um abraço.

  • Sancho

    Re Teobaldo e Samuel Colares

    Eu conheço a decisão judicial, ela é expressa ao proibir que a CBF ou a União considere qualquer campeão de 1987 que não o Sport. Quando eu digo que o CND (o antigo Conselho Nacional de Desportos), o Judiciário e a CBF deram três respostas diferentes, me refiro ao fato de que, para o CND, o campeão era o Flamengo; para o Judiciário é o Sport; e, para a CBF, ambos.

    Abraço.

  • Teobaldo

    Ontem, no Jornal Nacional, um representante do departamento jurídico da CBF soltou a seguinte pérola para justificar o título de campeão brasileiro “dado” ao Flamengo: “A decisão da justiça federal manda reconhecer o Sport como campeão, mas não diz nada em relação à CBF reconhecer, também, o Flamengo como campeão”. Sensacional!

    Então, sob essa ótica, se amanhã, por exemplo, a CBF entender que o Inter foi prejudicado em 2005 e o Cruzeiro foi prejudicado em 2010, ela pode declarar estes dois clubes, também, como campeões brasileiros dos respectivos anos. Ou seja, o campeão de cada ano (os campeões, melhor dizendo) são aqueles clubes que a CBF quer. As disputas, os regulamentos e todos os aparatos que dão sustentação legal às copetições “organizadas” por ela não têm nenhum valor.

    Em tempo, achei muito interessante os argumentos do Sancho.

    Um abraço à todos

  • Leonardo atleticano

    André, ontem a Patrícia Amorim bateu no peito e disse toda cheia de si que dirigente também ganha título. É muito triste constatar que sim, aqui no Brasil cartola ganha título, maracutaia ganha título, juíz ladrão ganha título, propina ganha título e malandragem ganha título.
    Mas os verdadeiros campeões sempre serão : Zico, Pelé, Reinaldo, Falcão, Romário e todos aqueles que marcaram seu nome dentro da quatro linhas.

  • Nilton

    Renato Rasiko

    Com relação a sua afirmação de que “decisão da justiça comum relativa ao futebol não vale nada” não tem base nenhuma, você sabe o que acabou com a “lei” do passe foi uma descição da justiça Europeia que a considerou ilegal.

    A unica coisa que a FIFA pode fazer é proibir que o time que entre na justiça jogue campeonatos organizados por ela ou até mesmo a Seleção Nacional.

    Você lembra do caso do Gama, o mesmo entrou na justiça comum por considera que seu rebaixamento foi “ilegal” e entrou na Justiça Comum, e a CBF teve abrir as perna e por o Gama na primeira divisão.

  • Nilton

    O grande entrave com relação a 87 na minha opinião é:

    O Eurico (como representante do Clube dos 13) assinou o cruzamento entre os dois modulo, o que torna legitimo o cruzamento.

    A midia e os grandes jornalistas da epoca junto com o Clube dos 13 se juntaram para fazer a Copa União, pois acreditaram que seria um macro na historia do futebol nacional (a criação da Liga) o que no ano seguinte deixou de existir e o Clube dos 13 passou a ser apenas uma negociadora de contratos de TV. O que no meu ponto de vista é um belo mico, e se neste ano não consegui fazer pelo menos isso, pode mandar fecha as portas.

  • Rodrigo

    AK, uma pergunta idiota: você acha que existe alguma chance de algum dia o Ricardo Teixeira participar de um programa do naipe de um “Bola da Vez”?

    AK: Zero. A não ser que ele possa escolher os entrevistadores e os assuntos. Um abraço.

  • Gabriel

    Fala André!Esse caso da Taça das bolinhas,Copa União e etc é muito chato e não vale a pena ser discutido,pois não existe nenhum critério ou melhor apenas um critério:POLITICAGEM.Outro exemplo disso foi a palhaçada da unificação dos títulos, algo ridículo e depois disso está valendo tudo.Em relação ao jogo do Corinthians, discordo da falta de interesse do Santos,eles correram, deram carrinho, estavam nervosos e não vão jogar Libertadores na semana,mas no primeiro tempo não viram a cor da bola.O Corinthians jogou muito bem e provou que não é o lixo como muitos estão dizendo.E o Adílson mais uma vez errou feio na escalação do Santos e mostrou porque a maioria da torcida do Cruzeiro e Corinthians pediu a sua saída, e a do Santos segue para o mesmo caminho.O Adílson é muito simpatico,educado,atende bem a imprensa por esse motivo não é tão criticado por boa parte dela(não é o seu caso).Mas pergunte para os torcedores o que eles acham.

  • Leandro Azevedo

    Andre,

    No caso do Corinthians sair do clube dos 13 e negociar o seu pacote de TV… como eh feito esse tipo de negocio?

    Pergunto, pq o Corinthians vai acabar jogando contra times que sao do clube dos 13 e que nao vao receber para ter a sua imagem veinculada na “TV Corinthians” (por exemplo) e terao um contrato diferente em vigencia.

    Abs

  • O que o Sancho escreveu é exatamente o que penso. Uma pena que só reconhecem pensamentos de torcedores são-paulinos como “válidos” os que acharem o Flamengo campeão brasileiro de 87.

    André, sugiro um exercício: supondo que haja um racha no C13 hoje, com uma divisão que seu pai colocou ontem na Tabelinha (LADO 1: Flamengo, Corinthians, Santos, Botafogo, Cruzeiro, Coritiba, Goiás e Palmeiras / LADO 2: São Paulo, CAM, Bahia, Portuguesa, Grêmio, Internacional, CAP, Fluminense, Vasco, Guarani e Sport).

    Supondo que o LADO 1 se recuse a participar do campeonato brasileiro, faça um campeonato alternativo, com transmissão da Globo e a Traffic feche patrocínios milionários para esse torneio aproveitando a imagem do Gaúcho.

    E que haja um campeonato brasileiro com os times do LADO 2.

    Quem será considerado campeão brasileiro? Os dois? (adiantando: pra mim, não, só o do LADO 2)

    Abraço!

    AK: Com essa divisão que você sugere, é impossível responder. Um abraço.

  • Opa, André… na verdade, minha pergunta não foi bem escrita… o que eu quis escrever foi “Quem [i]deveria ser[/i] considerado campeão brasileiro?”.

    Abraço!

    AK: A resposta é a mesma. Um abraço.

  • Mauro Domingos

    O q o pessoal não esta entendendo é q o campeonato vai acontecer. Agora, se vai ser trasmitido por TV A ou TV B é outra história…. O racha dos clubes é sobre o assunto transmissão da TV e não divisão de campeonato…

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