O SUPER BOWL XLV



Chequei os palpites dos especialistas em NFL, no site da ESPN, domingo à tarde: a vantagem para o Green Bay Packers era massacrante.

Aí lembrei de um artigo que li no mesmo site, em que o colunista avisava que o quarterback Aaron Rodgers estava a caminho de uma noite inesquecível, por causa das deficiências da defesa dos Steelers no jogo aéreo. Especialmente nos passes verticais.

E eu apostava na experiência de Pittsburgh…

Na redação da ESPN, em São Paulo, enquanto eu terminava de escrever uma matéria, Green Bay iniciava o Super Bowl XLV de modo a transformar o autor do texto num visionário.

E eu não conseguia entender por que os Steelers, tão bons no jogo corrido, só começaram a empurrar a bola goela abaixo da defesa dos Packers depois que os Black Eyed Peas já tinham deixado o gramado.

A reação dos “metaleiros” no segundo tempo veio sob encomenda para quem queria um SB disputado até o final (algo que parecia pouco provável no intervalo).

Não tenho time favorito na NFL. Comecei a gostar de futebol americano nos anos 80, por causa de Joe Montana e Jerry Rice. Continuei gostando do San Francisco 49ers nos anos de Steve Young, do próprio Rice e do começo da trajetória de Terell Owens.

Mas não “torço” para ninguém. O que gosto muito de ver são times que encaram seus adversários primordialmente pelo ar.

Lógico que é legal ver QBs que passam com ousadia e precisão. Mas o que mais me impressiona é o duelo particular entre os wide receivers e os defensive backs.

Por trás dessa relação de talento, velocidade, habilidade e atleticismo, existe arte. E dos dois lados.

As rotas, as fintas de corpo, a dança que determina um passe completo ou uma interceptação são sensacionais.

Aaaron Rodgers e seus recebedores foram responsáveis por um jogo muito bom de ver. Mas, mesmo assim, Ben Roethlisberger teve 2 minutos para arquitetar um drive que daria mais um troféu aos Steelers.

Não há como pedir mais do que isso.

Pena que o Big Ben ( Troy Polamalu, também) parecia estar jogando machucado.

Nada disso arranha a vitória dos Packers, que chegaram a Dallas absolutamente convictos (tiraram as medidas dos anéis no sábado) de que ganhariam o título.

Como se diz nos EUA, Rodgers “é elite”.

E futebol americano é legal pra caramba.

ATUALIZAÇÃO, 13H48 – Faltou mencionar a melhor manchete que li sobre a vitória dos Packers, do jornal Green Bay Press-Gazette. Algo como:

“O período sabático de 14 anos do troféu fora de Wisconsin chegou ao fim”



MaisRecentes

Fechamento



Continue Lendo

Voltando a Berlim



Continue Lendo

Passo adiante



Continue Lendo