NOTONAS PÓS-RODADA



(não sei bem por quanto tempo as Notinhas, tradicionais, serão Notonas. Enquanto isso…)

O Corinthians (Tolima 2 x 0) deu vexame, com V maiúsculo. Não acho comparável com a queda do Inter no Mundial da Fifa, porque há grandes diferenças entre o futebol do Congo e o da Colômbia. Mas é uma vergonha colossal.

Na história das eliminações cantadas, avisadas, essa foi clássica. O Corinthians jogou a última rodada do BR-10 (contra o time reserva do Goiás) sem acreditar nos perigos da pré-Libertadores. Deu-se mal no sorteio e, aparentemente, subestimou as dificuldades de ser um time competitivo nesta época do ano.

Do inadmissível empate em casa para o aumento da pressão, foi um pulo. Daí para o drama de ter de se virar fora de casa, sem confiança nenhuma (se Roberto Carlos não joga um jogo como esse, ele joga quando?) e contra um adversário babando, um piscar de olhos.

Mais um, e o Corinthians já perdia no placar e, típico, no número de jogadores. A obra, completa, é do próprio Corinthians.

O resto do ano (reso mesmo, porque só há um título importante a disputar) tende a ser dramático, principalmente pelo clima de caça às bruxas que já se instalou. Há quem diga que Ronaldo não joga mais. Não tenho essa informação, mas não duvido da possibilidade.

O pior é o seguinte: mesmo nessas condições, o clube não tem nenhuma desculpa para não fazer um excelente BR-11. Tempo de sobra para trabalhar, sem o incômodo das competições simultâneas.

Conseguirá?

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O Grêmio (3 x 1 no Liverpool: Alfaro, André Lima e Vinícius Pacheco-2), para quem a pré-CLA foi um prêmio merecido e tratado da forma correta, fez o Olímpico passar alguns minutos sem ar depois do primeiro gol uruguaio.

André Lima perdeu um gol que será sucesso no YouTube, mas fez outro.

Mas o agente transformador na vitória gremista estava no banco, com a camisa de Jonas.

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É normal Ronaldinho Gaúcho se mostrar ainda fora de forma na estreia (Flamengo 1 x 0 Nova Iguaçu: Wanderley). Mesmo que seu período de inatividade não tenha sido tão longo – tinha jogado pela última vez em dezembro – ninguém pode garantir que ele estava nas melhores condições no Milan.

Pelo que se via, não estava.

Mais normal ainda que, na base da adrenalina produzida pela emoção da estreia e pela festa da torcida no Engenhão, ele tenha se apresentado melhor no primeiro tempo.

Cansou, deve melhorar em etapas. De qualquer forma, vê-lo em campo com uma camisa doméstica é dessas cenas que fazem a gente ficar alguns segundos pensando se são reais.

No primeiro jogo, ele não foi nem muito bem e nem muito mal. Talvez não se aproxime desses extremos, mas sempre será uma atração.

Detalhe: Wanderley comemora gols como os artilheiros brasileiros do passado, correndo como um desesperado. Ninguém consegue pegar o cara quando ele vai para a galera.

Claro, cada um comemora como quer. Prefiro assim.

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Se você fosse um goleiro e tivesse de enfrentar Abreu (Bangu 1 x 1 Botafogo: Abreu e Abílio) numa cobrança de pênalti, não ficaria em enorme dúvida?

O currículo do uruguaio mostra que ele é capaz de tudo.

Ontem, bateu do jeito “clássico”, rasteiro no canto.

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Lembra da fase artilheira de Elano na Copa do Mundo da África do Sul? Os jogos do Santos (Ponte Preta 2 x 2 Santos: Rômulo, Elano, Renatinho e Maikon Leite) têm mostrado que não era por acidente.

Ontem, Elano fez mais (6, artilheiro do Campeonato Paulista, junto com Maikon Leite) um, numa cobrança de falta malandra em que parecia que ele só ia reclamar da barreira.

Também construiu o gol de empate do Santos.

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Que noite de quarta-feira saborosa para o palmeirense.

O líder do campeonato ganhava (1 x 0 no Mirassol: Patrick) o quinto jogo seguido, enquanto em Ibagué…

O Palmeiras ganhou sem Kléber, Marcos Assunção, Lincoln, Valdivia e Marcos. O terceiro gol de Patrick garantiu a vitória que embalou o time para o clássico de domingo, contra o que restar do principal rival.



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