O SEGUNDO SINAL TOCOU, O PORTÃO FECHOU…



… e eu estou atrasado, eu sei.

Quando o segundo dia de fevereiro é o seu primeiro dia de trabalho no ano, não há como não estar atrasado.

As férias foram espetaculares, obrigado. Agora é hora de recomeçar.

É humanamente impossível tratar aqui de tudo o que foi notícia nos últimos 30 e tantos dias, por isso escolherei um fato (além do mais, a estreia é hoje à noite): a volta de Ronaldinho Gaúcho ao futebol brasileiro.

Quando escrevi minha última coluna no Lance! no ano passado (publicada dois posts abaixo), tratei do assunto num “top 11” do futebol em 2011. Ronaldinho estava mais perto do Grêmio, pelo menos pelo que li, e eu torcia para a negociação vingar.

Não vingou com o Grêmio, nem com o Palmeiras, e Ronaldinho desembarcou no Flamengo.

Não discuto com quem acha que, em algum momento do ano de 2006, ele perdeu a paixão pela vida de um jogador de futebol profissional. Foi exatamente isso que aconteceu. A questão é por quê.

Há quem pense que chegou um momento em que Ronaldinho não aguentava mais ser Ronaldinho. Há quem fale numa depressão pós-fracasso na Copa da Alemanha. Há quem aponte para a absoluta falta de objetivos. Pode ser uma coisa, podem ser todas.

Mas ninguém vai me convencer de que o talento não está mais lá. Aliás, só o talento de Ronaldinho Gaúcho explica por que ele continua sendo valorizado como um jogador de futebol de elite mundial.

Defendi sua convocação para a Copa de 2010, como opção. Não achava que havia lugar para ele no time, mas sim no banco. Estou ansioso para ver o que acontecerá no retorno ao Brasil.

A presença de um jogador desse pedigree por aqui é interessante, incomum, instigante. Lógico que as questões sobre o comportamento fora do campo são muitas. Dá para apostar que Ronaldinho recuperará o profissionalismo e voltará, depois de tudo o que viveu, a ser um jogador com fome de espetáculos e conquistas?

Não.

Mas dá para dizer que, aqui no Brasil, ele tem chances muito maiores de se destacar.

A América do Sul é a Série C do futebol mundial, abaixo da Europa tradicional e da Europa que gosta de se sentir emergente. Quem joga futebol por aqui não está lá porque ainda não foi, jamais irá, ou já voltou.

Não morro de amores por vários campeonatos de centros europeus menos importantes, mas é inegável que a diferença de investimento comanda a transferência de talento.

É muito mais difícil ser Ronaldinho no Campeonato Italiano, na Champions League, do que em nossas competições. Incluindo o Campeonato Brasileiro.

Com a quantidade de futebol que possui, não duvido que ele seja um sucesso.

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Ficaram muito feias as novas camisas da Seleção Brasileira, apresentadas oficialmente ontem.

Muito feias.

Para mim, que sempre elogiei os uniformes dos últimos anos, foi um choque.

Parece uma coisa amadora. Transformaram a camisa mais importante do futebol mundial numa camiseta de treino.

E uma camiseta de treino feia. Ok, camisetas de treino normalmente não são bonitas. Mas estamos falando da camisa oficial da Seleção…

A faixa no peito ficou parecendo uma medida emergencial para cobrir o nome do “patrocinador antigo”. Várzea. E a referência às pinturas de guerra indígenas, homenagem aos nossos ancestrais, terá de ser explicada incessantemente.

O novo uniforme estreia no amistoso contra a França, na quarta-feira que vem..

Que o próximo modelo não demore.

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Finalmente, uma “novidade”: chegamos ao Twitter.

Nossa, mas só agora?!

É, só agora.

Quer dizer, mais ou menos.

A explicação está aqui.

Você pode me seguir em @KfouriAndre



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