A FINAL DO MUNDIAL (e uma zebra na madrugada)



Em condições normais, eu diria que não existe chance de a Internazionale perder o título do Mundial de Clubes para o Mazembe.

Mas o que aconteceu na quarta-feira com o Internacional…

… não vai me impedir de dizer que não, não existe a menor chance de a Inter perder no sábado para o Mazembe.

Se um time de futebol congolês ganhar do campeão da Libertadores da América e do campeão da Liga dos Campeões da Uefa, na mesma semana, terá chegado a hora de repensar muitas coisas.

Fora a ordem natural do futebol, várias forças se posicionam contra o Todo Poderoso neste momento.

A Internazionale precisa ser campeã, o presidente Moratti mandou. O técnico Rafa Benítez provavelmente pedirá asilo esportivo nos Emirados Árabes se der zebra na final.

E o que é pior: a declaração de Diego Milito de que “o bom ambiente voltou a reinar na Inter” , ou algo nessas linhas, revela que os jogadores também estão engajados.

Por isso o Mazembe será vice. O que, convenhamos, é muito.

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Numa nota pessoal, gostaria de compartilhar um momento que vivi nesta madrugada.

Com duas crianças que vão à escola pela manhã, e por outros motivos, o despertador toca bem cedo na minha casa. Para ser mais preciso: nesta época do ano, toca antes mesmo do dia nascer.

Por isso, só algo realmente muito interessante me faz ficar acordado até tarde.

Como o jogo de ontem entre New York Knicks e Boston Celtics, que a ESPN mostrou com Everaldo Marques e Eduardo Agra.

Eu costumava torcer para os Knicks, na época em que Pat Riley era o técnico do time e o pivô Patrick Ewing tinha muita moral mas entregava jogos no final com erros bizarros.

Isso aconteceu no meio da década de 90 do século passado, e desde então me afastei da mediocridade do time de alta folha salarial e baixo nível de basquete apresentado.

Não me empolguei com os boatos de que LeBron James estava a caminho. Não me empolguei quando Amare Stoudemire foi contratado para essa temporada. Não me empolgo com as notícias de que uma negociação para contratar Carmelo Anthony é uma questão de tempo.

Mas a recente série invicta e o encontro com os Celtics no Madison Square Garden, em HD, foram suficientes para deixar o sono para depois.

Não me arrependi. Pelo jogo em si, claro, mas talvez até mais por voltar a ver o MSG lotado e barulhento, Spike Lee agitando na primeira fila, aquele ambiente que estava tão distante.

E os Knicks jogando bem, contra um adversário respeitadíssimo (Boston é meu palpite para ganhar o Leste, derrotando o Miami Heat na final da conferência), que também tinha sua sequência invicta.

Bom… o jogaço entrou na quinta-feira, com os times trocando cestas e faltas no último quarto, até Stoudemire (39 pts, 10 reb) errar um arremesso no minuto final e Paul Pierce (32,10) obviamente converter a bola que deixou o placar em 118 a 116 para os Celtics, a 0.4s para o fim.

No que a bola caiu, os Knicks pediram um tempo de 20 segundos e a transmissão foi para o intervalo.

Aí, exatamente aí, para meu deleite, caiu o sinal da TV a cabo na região onde moro. Caiu também a internet.

Era quase 1 da manhã.

0.4 segundos.

Via 3G, meu telefone teve dificuldades para me contar que Stoudemire ainda tentou, e acertou, um arremesso de 3 pontos que daria a vitória aos Knicks.

Mas a bola saiu das mãos dele depois que o cronômetro zerou.

Disso, eu só soube hoje.

ATUALIZAÇÃO, 20h10 – Vendo os replays da cesta decisiva de Paul Pierce, fiquei com a sensação de que o cronômetro “andou” demais.

Ôps, andou mesmo. New York deveria ter 0.6s para a última bola.

De qualquer forma, ainda que pareça que só uma ponte-aérea desesperada daria certo naquela situação, foi bom ver o técnico Mike D’Antoni tentar o impossível. Por dois motivos:

1 – era para ganhar o jogo

2 – e de um jeito que ninguém esperava



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