A NOITE INTERNACIONAL DO MAZEMBE



Quando o goleiro do Mazembe pegou um chute de Rafael Sóbis (em jogada de D’Alessandro e Alecsandro, pela direita, aos 10 minutos), dentro da área e de frente para o gol, ninguém poderia afirmar que o lance seria uma das lamentações do Internacional.

Afinal, o roteiro imaginado para o confronto entre um dos melhores times brasileiros e o melhor time africano era esse mesmo.

Tanto que o gol desperdiçado por Sóbis foi apenas um entre tantos que o Inter não fez, com e sem a intervenção do goleiro Kidiaba, aquele das comemorações “rastejantes” que jamais serão esquecidas pela torcida colorada.

E é engraçado como a leitura de um jogo muda conforme chances são criadas, mas não concluídas. O sinal claro de superioridade se transforma em prenúncio de problemas. Não sabemos exatamente quando o “volume de jogo” vira “falta de eficiência”, mas é o que acontece.

Aí a sensação de que “deveríamos estar ganhando” passa a ser um aflito interesse em “quanto tempo falta?”, porque o 0 x 0 já seria péssimo e perigoso.

Mas nada explica a quantidade de tempo e liberdade que Kabangu (?) teve para dominar, na área, uma bola que lhe escapava, e bater sem ser incomodado.

Assim como nenhum colorado entenderá como o segundo gol saiu depois de uma pedalada de Kaluyituka (?!) em Guiñazu, que não conseguiu cortar o chute.

Incrível? Sim, pois o Inter não perdeu porque entrou em campo já pensando na final, sem a devida concentração. O Inter perdeu porque falhou.

Vexatório? Sim, porque em nenhuma circunstância pode se achar normal a eliminação de um representante do futebol brasileiro por um representante do futebol do Congo.

Com todo o respeito que os congoleses merecem.

Hoje, o Todo Poderoso Mazembe (as duas primeiras palavras fazem parte, oficialmente, do nome do clube) não apenas chocou o mundo do futebol. Não apenas se classificou para a final do Mundial de Clubes da Fifa.

O time que se ajoelha, se abraça e reza sobre a linha do gol legitimou o formato do torneio. E a participação de quem era considerado o componente exótico de uma festa reservada a europeus e sul-americanos.



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