CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Leonardo escreve: Será que não seria melhor adotarmos no Brasileiro, como critério para rebaixamento e classificação à Libertadores, as campanhas dos últimos 3 anos, como é feito na Argentina? Premiar-se-ia os clubes mais regulares e evitaria jogos como esses que tivemos agora no final de 2010, com vários times repletos de reservas, elencos em férias antecipadas, etc. Não seria essa uma solução para manter o interesse até o final, e evitar que títulos se definam em jogos “mais ou menos”?

Resposta: Creio que sim. Essa me parece uma medida melhor do que a dos clássicos estaduais nos finais dos turnos (que também considero válida, pelo menos para uma discussão sobre o assunto). Nada será capaz de acabar totalmente com a malandragem, porém, independentemente do formato da competição.

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Daniel escreve: Mudando do futebol da bola redonda (já que o Brasileirão acabou) para o da bola oval, a NFL. Você acha que com 13 rodadas completas e uma quer já iniciou, podemos dizer que a briga para ser o MVP da temporada está entre os QB’s Tom Brady (New England Patriots) e o Matt Ryan (Atlanta Falcons)? Você colocaria alguém mais na lista?

Resposta: O MVP da temporada é o Michael Vick, quarterback do Philadelphia Eagles. Minha opinião, claro.

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Luiz Paulo: André: o Barcelona se rendeu ao dinheiro do patrocínio de camisa, depois de mais de cem anos de história. Para mim foi uma decepção mas já tenho quase 60 e me considero um saudosista. Gostaria de conhecer sua opinião.

Resposta: Não sei se decepção é a palavra certa. Posso dizer que gostava de ver a “camisa limpa” do Barcelona (mesmo com o nome da Unicef, que é outra história), porque via naquilo uma resistência orgulhosa, mais uma prova da distinção entre esse clube e os demais. Mas o patrocínio de camisa já tinha sido autorizado pela assembleia do Barcelona em 2003, portanto esse momento chegaria cedo ou tarde. O que é mais preocupante não é a camisa “suja”, e sim o motivo. O fato de o Barcelona, com tamanho apoio popular dos sócios e mesmo com a bem sucedida exploração de sua marca, ter dificuldades financeiras é que é ponto principal dessa conversa. De todo modo, quem tem uma camisa oficial do Barça pré-Unicef (eu tenho!) acaba de se transformar em dono de uma relíquia.

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Luciano escreve: André, o que pensa da absurda decisão do nobre STJD, no caso entre o Duque de Caxias e o Brasiliense?

Resposta: O mesmo que você, um absurdo. Escrevo no Lance! hoje que essa decisão (quem não conhece a questão e quer entendê-la, só precisa clicar aqui) que essa decisão é mais uma prova de uma decisão sobre o próprio STJD precisa ser tomada.

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Muito obrigado pelas mensagens. Até o próximo sábado.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)



  • Rodrigo Tadeu

    Gostei da ideia do Leonardo. Interessante. Mas duvido que aconteça aqui no Brasil. Não se trata de pessimismo, mas é um país de conchavos e acertos, e isso depõe contra um sistema que privilegia a regularidade. Acertar um esquema para tirar um ou dois pontos, para se evitar um rebaixamento ou dar um título, é muito mais fácil.

  • Roberto Carlos

    André
    A minha duvida quanto ao critério para rebaixamento e classificação à Libertadores ser a campanhas dos últimos 3 anos é como fica os times recem promovidos a primeira divisão, se eles não tem três de competição como fica o calculo?
    Abraços

  • Anna

    Para mim, o MVP da temporada da NFL será Tom Brady!

  • Rodrigo

    Roberto, creio que no primeiro ano, manteria-se apenas os pontos do ano corrente. No segundo, usaria já a média de pontuação de dois anos e, já do terceiro em diante, valeria a pontuação para os três anos.

  • Campeonato Brasileiro disputado em pontos corridos, é a melhor fórmula para o torneio. E saber que tem gente que prefere o antigo modo de disputa, vai entender!

  • Marcos Nowosad

    A formula de contar a media/soma de pontos do ano anterior com o ano corrente para definir o rebaixamento ja’ foi adotada no Brasileirao, em 1999.

    Acabou gerando muita confusao e polemica (esse foi o ano do famigerado caso Sandro Hiroshi, anulacao dos jogo do Sao Paulo e rebaixamento do Gama).

    O que e’ a prova que no Brasil qualquer boa intencao pode ser banguncada.
    O problema nao sao as regras, mas sim os personagens…

  • Cesar

    Acredito que um dos principais problemas é a distribuição de vagas, há muitas vagas para a Sulamericana. Penso que a Copa do Brasil deveria dar vagas na Sulamericana. E para a Libertadores apenas os 4 primeiros do Brasileirão.

    Outro problema é que a Copa Sulamericana é um torneio separado da Libertadores, sendo assim é possível que os mesmos times participem dos dois torneios, como é feito nos demais países. Deveria ser adotado como regra, para todos, que não se participa dos dois torneios. E, dessa forma, colocaria os dois torneios para ocorrerem de forma simultânea.

  • Leandro Azevedo

    Nessa vou ter que discordar…

    O MVP esse ano eh o Tom Brady. O Vick eh o jogador mais interessante de se assistir jogar e provavelmente o mais dificil de preparar para jogar contra, mas se tirar o Brady do Patriots o time desmonta, e sem o Vick o Eagles mostrou nao ser tao vulneravel assim.

  • Teobaldo

    A ideia (sem acento) da média para definição dos classificados à Libertadores e dos rebaixados é válida, desde que o campeão brasileiro de um ano tenha vaga garantida na competição continental do ano seguinte. Caso contrário poderia ocorrer a seguinte anomalia (na minha opinião, claro): O campeão de 2010, que tivesse ficado em 16º em 2009 e 15º em 2008 poderia, “na média” , ficar fora da Libertadores de 2011 e, até, rebaixado (hipótese mais difícil). Em relação à decisão do STJD, concordo com o comentário do André Kfouri. Alguém ou algum órgão com um mínimo de seriedade tem que tomar alguma atitude contra aquela entidade, pois as decisões por ela proferidas são patéticas. Um abraço à todos.

  • Heinz-Harald Grbic Stojakovic

    André, vamos por partes:

    Primeiro: Esse negócio de média não daria certo. Um time que acabasse de subir, teria que jogar horrores pra se manter na série A, pois os outros, no mínimo, já teriam uma média de mais de 1 ponto por jogo. E mesmo se conseguisse, armariam contra ele, como foi em 1999, que o Gama, mesmo com essa média conseguiu se manter, mas a CBF deu os pontos do São Paulo ao Botafogo, pra derrubar o Gama e Salvar o foguinho.

    Segundo: A decisão do STJD não foi tão errada. Ele não concluiu que o Duque de Caxias estava certo, mas que ele não agiu de má fé, portanto, não havia motivo pra perder os pontos. Tanto não abriu precedente que o Cruzeiro não vai fazer nada, pois sabe que o Fluminense agiu corretamente, e não tem por que mudar tudo no tapetão. Não acho absurda a decisão. O que pesou pro STJD foi a inexistência de dolo por parte do Duque, o que, com certeza, está provado, não concorda?

    S.R.N!

  • Alexandre*

    Concordo com essa forma de definição pela média dos 2 ou 3 últimos anos, mas defendo uma solução intermediária, como a do Teobaldo.
    O campeão e o vice se classificariam direto e as outras duas vagas seriam definidas pela média dos últimos anos. Na outra ponta da tabela, aconteceria o mesmo: os dois últimos cairiam direto e as outra duas “vagas” para a série B seriam definidas pela média.
    Quanto ao que disse o Hans (“Primeiro: Esse negócio de média não daria certo. Um time que acabasse de subir, teria que jogar horrores pra se manter na série A, pois os outros, no mínimo, já teriam uma média de mais de 1 ponto por jogo”), está matematicamente equivocado, pois não se está falando em número absoluto de pontos, e sim em média de pontos, aproveitamento percentual. A solução proposta pelo Rodrigo é neutra e resolve o problema.

  • Heinz-Harald Grbic Stojakovic

    Alexandre, não necessáriamente. Pegue a classificação do Brasileirão de 99. Você vai observar que, enquanto Gama e Botafogo-SP entraram no campeonato zerados (média 0, consequentemente) o quarto pior time, que não caiu no ano anterior, que foi a Ponte Preta, já tinha média de 1,13, e o pior entre os que não cairam, o Paraná, já tinha 1,04. Tanto é que o Gama foi “rebaixado” com média de 1,23, e mesmo assim, por que armaram pro Botafogo do Rio (você deve lembrar da história do Sandro hiroshi, né?).
    Ou seja, os times que chegam, chegam, sim, no prejuízo, pois, enquanto tem suas médias zeradas, os outros já tem médias maiores…
    Essa solução não resolve o problema. Apenas protege os times grandes de SP/RJ/MG/RS, que, raramente, fazem três campeonatos seguidos ruins e, com certeza, nunca seriam rebaixados. Exemplo disso são Flamengo e Fluminense, que foram campeões e lutaram contra o rebaixamento em anos seguidos. Os pontos de um ano bom aumentariam a média, e os times que acabassem de chegar, provavelmente não teriam essa oportunidade, e teriam muito mais condições de retornar à Série B logo no ano seguinte.

  • Fábio Mayer

    O Barcelona não está dando conta dos custos astronômicos do futebol. E se o Barça tá assim, imagine os demais… estará chegando o momento de inflexão, quando serão revistos os salários absurdos de atletas, as exigências suntuosas da FIFA e da UEFA quanto aos estádios e o afastamento dos torcedores de verdade em favor dos consumidores?

    O modelo do futebol mundial está falido. Na toada que vai, os clubes ficarão TODOS altamente endividados.

  • Raphael Couto

    Essa decisão é típica do STJD. Um tribunal regionalista que protege, principalmente, os interesses dos times cariocas. Tenho certeza que se as posições fossem invertidas, o Brasiliense teria sido punido. E, ao contrário do que disse o Heiz acima, não é uma questão de se existiu ou não má-fé. O clube é o responsável por fazer esse controle e não fez. Errou e deve ser punido.

  • Rafael Wuthrich

    O Vick está um monstro mesmo. Os Eagles tem um RB lançando! Incrível.

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