MAIS SOBRE A BOLA DE OURO



Lionel Messi ganhou o prêmio de jogador do ano da Fifa na temporada passada, em que marcou 39 gols.

Em 2010 (por enquanto), o argentino já fez 54.

Messi estará ao lado de seus companheiros de Barcelona, Xavi e Iniesta, na cerimônia de entrega do próximo troféu. Momento em que será conhecida a resposta de jornalistas, técnicos e capitães de seleções nacionais para a seguinte pergunta:

Quem jogou mais bola neste ano?

Pensando nessa pergunta, fica difícil, creio, defender a escolha por qualquer um dos (craques) espanhóis.

O detalhe é que a pergunta não é essa. Ou melhor: é, mas é como se não fosse.

Porque 2010 foi ano de Copa do Mundo.

Há quem argumente que em ano de Copa, o prêmio tem obrigação de levá-la em conta. O histórico dos premiados mostra que quem vota pensa assim.

É indiscutível que Messi não fez o Mundial que se esperava. Mas, individualmente falando, Xavi ou Iniesta foram melhores do que ele?

Difícil responder. A seleção espanhola campeã na África do Sul não teve um grande destaque (se teve, foi Casillas) num sistema baseado na manutenção da posse de bola como forma de superar os adversários.

Claro, Iniesta fez o gol do título. Mas ele mereceria o prêmio por isso?

Lembremos: Iniesta não foi eleito o melhor jogador da Copa. Foi o uruguaio Forlán. Com justiça.

E se a Copa do Mundo deve ter tamanho impacto na escolha do melhor jogador da temporada, como explicar a ausência de Sneijder (tríplice coroa europeia pela Internazionale, vice-campeão do Mundo com a Holanda) entre os 3 finalistas?

Se a “Bola de Ouro” não for entregue a Messi, um dos prováveis vencedores discordará da escolha. Xavi já declarou repetidas vezes que, para ele, “Leo é o melhor do mundo”.

Não lembro de ter lido ou ouvido a opinião de Iniesta.

Mas lembro de um comentário postado por aqui recentemente, sobre a possibilidade de dividirem a Bola entre os meias.

Não sei se é real, nem se é permitido, mas devo dizer que seria uma boa ideia. Digamos que essa opção seria mais fácil de defender.

Xavi e Iniesta, juntos, formam uma dupla que não tem similares no futebol mundial. Simbolizam o conceito de futebol empregado pelo Barcelona, que foi emprestado com sucesso à Espanha na Copa.

Se a pergunta for: entre Messi e Xavi/Iniesta, quem jogou mais bola no ano?, dá para respeitar quem optar pela dupla.

E isso diz maravilhas a respeito de Messi.



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