CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Marcelo escreve: André, nos últimos anos (ou década) o futebol carioca passou por uma decadência, não só em títulos a nível nacional como em estrutura e organização. Atualmente o futebol carioca ainda passa por instabilidade e incertezas, porém ano passado o Flamengo foi campeão e esse ano o Fluminense está na ponta. Na sua opinião, se o Fluminense for campeão neste domingo fica caracterizada a hegemonia carioca no futebol nacional?

Resposta: Acho que hegemonia é uma palavra exagerada para dois anos seguidos com times do mesmo estado conquistando o campeonato. Mas a “alternância de poder” no BR é saudável e estimula os outros clubes.

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Anderson escreve: André, eu que pensava conhecer bem as regras e já ter visto de tudo no futebol vi um lance incomum neste domingo, no jogo Foz do Iguaçu/PR x São Francisco do Conde/BA, válido pelas seminifinais da Copa do Brasil feminina. Quando o Foz vencia por 2 x 0, houve uma falta para o time da casa cobrar no campo defensivo, perto da grande área. O gramado estava escorregadio e a goleira escorregou na cobrança, tocando bem fraco na bola. Eis que a atacante do time baiano ia fazer o gol, já que estava livre. A goleira do Foz, com a bola ainda perto dela, deu um segundo toque, antes que a adversária pudesse alcançar a bola. Nisso, a atacante rapidamente chutou e fez o gol. A árbitra invalidou o gol, marcou a falta pelos dois toques e deu cartão amarelo à goleira (no final das contas, a cobrança gerou outra falta, que culminou no gol do time baiano).
Mas as minhas dúvidas são as seguintes:
1. Não existe vantagem para esse tipo de lance?
2. Marcando a falta, a goleira não deveria ser expulsa, já que evitou com jogada ilegal um gol certo?
3. Suponhamos que, caso exista vantagem, e o lance tivesse resultado em gol, também caberia punição (aí sim, com certeza cartão amarelo) à goleira?

Resposta:
1. Não.
2. Não, só se ela fizesse falta na jogadora que iria marcar o gol.
3. A árbitra agiu corretamente. Parou o lance porque houve dois toques da mesma jogadora. Não se trata de gol anulado.

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Theo escreve: André, já se pergunta se o Barcelona de Guardiola é o melhor time da História. Qual é a sua opinião sobre isso?

Resposta: Minha opinião é que essas coisas são muito complicadas. Comparar eras é impossível. Este Barcelona é um dos melhores times que eu vi, mas tenho apenas 37 anos.

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Fernando (entre muitos) escreve: Rússia 2018 e Catar 2022. Gostou das escolhas da Fifa?

Resposta: Não. Nem vou entrar no mérito das apresentações dos países e das dúvidas sobre a limpeza do processo. Apenas acho que se a questão técnica não é levada em conta, os delegados da Fifa não precisam visitar os candidatos a sede. Escrevi o seguinte no Lance! de hoje:

É brutal a diferença entre uma Copa do Mundo realizada onde o futebol é uma paixão e uma Copa realizada onde se pretende “desenvolvê-lo”. Lugares onde o futebol de alto nível faz parte da vida das pessoas produzem uma atmosfera indescritível nas ruas e nos estádios. A ausência desse clima faz da Copa um evento exótico, uma operação de expansão, uma feira que atrai mais curiosidade do que qualquer outra coisa. O ambiente que certamente teremos no Brasil em 2014 só se encontra nos centros mais importantes do futebol da Europa. Deve ser interessante cobrir um Mundial na Rússia, mas, geografia à parte, não creio que ele se encaixe no perfil do que se chama de “Copa europeia”. E é preocupante pensar como 2026 está distante. Quatro anos depois da aventura da Copa climatizada no Catar. E 20 anos depois da Copa da Alemanha.

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Obrigado pelas mensagens. Até o próximo sábado.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)



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