NOTINHA PÓS-LANCE DA RODADA



Na Itália, não tive meios e nem tempo de ver a trigésima-quinta rodada do BR-10.

Consegui assistir ao segundo tempo de Corinthians x Cruzeiro, único jogo disponível nos canais de TV do hotel.

E como parece que só importa falar do pênalti marcado em Ronaldo, aqui estamos.

Ao vivo, achei que não foi. No primeiro replay, fiquei em dúvida. A carga de Gil, com o ombro, nas costas de Ronaldo, é falta em qualquer lugar do campo. Em que momento o zagueiro do Cruzeiro disputa a bola, que estava no peito de Ronaldo?

Pela internet, acompanhei o escândalo que se fez após o jogo. Me assustei com as acusações irresponsáveis e tratei de ler as pessoas que respeito. O equilíbrio de opiniões me fez concluir que a gritaria (como se fosse um gol de mão ou em impedimento de 3 metros) era desproporcional. Mesmo assim desconfiei da minha própria opinião.

Durante o domingo, liguei 3 vezes para o ex-árbitro Renato Marsiglia, consultor informal de arbitragem deste blog.

Saindo de San Siro, após o derby de Milão, eis o relato que ouvi: “André, não há a menor dúvida sobre o pênalti. O zagueiro do Cruzeiro não tem chance de chegar à bola, porque o Ronaldo está na frente dele, e empurra o Ronaldo. Quando um jogador dá um carrinho por trás, nós não dizemos que ele tentou “atravessar” o adversário? Pois é a mesma coisa. O pênalti é claro.”

Marsiglia acrescentou que marcaria um dos pênaltis sobre Thiago Ribeiro, que o Cruzeiro reclama. Mas disse que o lance em questão é de interpretação. “Mas no pênalti no Ronaldo não cabe interpretação, é aplicação da regra”, afirma.

Um dos grandes problemas do futebol brasileiro é o silêncio dos responsáveis pela arbitragem. Como os critérios não são explicados, ficamos à mercê de análises que nem sempre estão corretas. Marsiglia foi árbitro. Sua opinião, goste-se ou não, é técnica.

Minha opinião, reforçada pelo que ouvi dele, é de que foi pênalti.

Não pretendo e nem espero convencer quem pensa diferente. (Se for o seu caso e você quiser mesmo enviar um comentário, mas não souber se expressar sem apelar para bobagens clubísticas, comente em outro lugar).

Só mais uma coisa: em 24 de outubro, no jogo Cruzeiro 3 x 4 Atlético Mineiro, o mesmo árbitro Sandro Meira Ricci marcou um pênalti muito semelhante em Montillo.

Ninguém o chamou de pilantra, safado, ou disse que ele operou o Atlético.



MaisRecentes

Pendurado



Continue Lendo

Porte



Continue Lendo

Segunda vez



Continue Lendo