CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

DE NOVO? SIM, DE NOVO

Lembra do “homem da maleta metálica”? Aquele que foi visto pegando um táxi na frente da Arena do Jacaré, na noite em que a arbitragem desmarcou (mas não explicou como) um pênalti para o Palmeiras contra o Atlético Mineiro… pois é, ele está ficando descuidado. Apareceu no sábado passado no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano, e ficou até o jogo terminar. Meu amigo “conspiracionista” garante que a misteriosa figura não se importou em ser fotografada, evidente sinal de despreocupação. Agora, deve estar rindo por ter interferido em mais um jogo de futebol, sem que ninguém pareça se importar.

Eis o relato do que aconteceu no segundo tempo de São Caetano x Sport, pelo Campeonato Brasileiro da Série B, oferecido por uma fonte que pede garantia (obviamente concedida) de anonimato: aos 40 minutos, 1 x 1 no placar, Henrique Dias e Tobi disputaram uma bola aérea na área do Sport. O desvio de Tobi foi com a cabeça, mas a posição de seu braço direito enganou o assistente Paulo Ricardo Silva Conceição, que sinalizou pênalti. O árbitro Márcio Chagas da Silva marcou e Henrique se preparou para a cobrança. De repente, movimentação na área dos bancos de reservas, envolvendo o técnico do Sport, Geninho, e o quarto-árbitro Vinícius Furlan. Furlan chamou o árbitro e, com a mão na boca, lhe disse algo. O pênalti foi desmarcado.

Ainda segundo nossa fonte, não há dúvida de que o banco do Sport foi informado “por uma pessoa que estava trabalhando na transmissão da televisão”, de que o replay mostrou que Tobi não tocou com o braço na bola. A informação foi repassada ao quarto-árbitro. Para azar dos envolvidos na cena, as imagens mostram perfeitamente a conversa entre Márcio Chagas da Silva e Vinícius Furlan, tapando a boca para impedir leitura labial, ao melhor estilo “que ninguém nos ouça, mas…”. Vá ao YouTube e confira.

Diferentemente do que aconteceu na partida entre  Atlético Mineiro e Palmeiras, dessa vez o jogo salvou o quarteto de arbitragem. O São Caetano marcou o segundo gol aos 45 minutos e venceu. Mas isso pouco importa do ponto de vista do absurdo que é a implantação do apito eletrônico “paralelo”, usado para acobertar erros e não para garantir a limpeza do resultado.

“É lamentável que esse tipo de interferência tenha acontecido e ninguém tome providências”, disse à coluna o presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, por telefone. O dirigente acrescentou que, ao levar a súmula ao vestiário do clube, após o jogo, o quarto-árbitro negou-se a comentar o ocorrido.

A arbitragem de futebol no Brasil mais parece uma sociedade secreta, com regras e interesses próprios. O “homem da maleta metálica” deve estar até assustado com tanta liberdade para operar.



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