RESPONSABILIDADE DIVIDIDA



Voltando a um assunto que foi e sempre será polêmico…

Em participação ao vivo na primeira edição do Bate Bola da ESPN Brasil, o técnico Bernardinho confirmou (vídeo, aqui) que propôs uma votação aos jogadores da seleção brasileira de vôlei, para decidir com que formação o time enfrentaria a Bulgária no recente Mundial da Itália.

Foi a primeira vez que Bernardinho falou publicamente sobre a votação, que já tinha sido revelada (sem maiores detalhes) por seu assistente, Chico dos Santos.

No “pleito”, o técnico manifestou sua intenção de escalar a força máxima da seleção no jogo contra os búlgaros, aquele que ninguém queria vencer. Foi acompanhado por não mais do que quatro jogadores.

A decisão, portanto, foi coletiva, respeitando a vontade da maioria. Bernardinho assumiu a responsabilidade pela forma como o Brasil (não) jogou, e disse que mesmo após a votação poderia ter feito uso de sua autoridade e mandado à quadra o time titular.

Não o fez, obviamente, porque não se comanda um grupo de atletas apenas na base da hierarquia. Fosse assim não seria necessário conhecer a opinião dos jogadores.

Minha opinião sobre a oportunidade perdida pela seleção brasileira naquela ocasião, publicada no jornal e aqui, permanece a mesma.

Mas é importante saber que o time decidiu que se portaria como se portou. E que o técnico (que, como prova seu currículo, deve saber alguma coisa sobre dirigir equipes) gostaria que fosse diferente.

Na mesma entrevista, Bernardinho falou sobre as declarações que deu à próxima edição da revista Alfa.



  • Anna

    Achei a entrevista excelente. Ótimas perguntas de todos os jornalistas da bancada do BB1. Vi um pedacinho inicial ao vivo e depois os melhores momentos no BB2. Só que o Bernardinho nao me convenceu com suas respostas e se nao tivesse havido toda a a repercussão negativa que houve, nao sei se ele viria a público falar sobre isso. Ele mesmo disse que depois que chegou, ninguém o procurou mais para entrevistas. E disse que a entrevista ia ser capa na revista Alfa e caiu. Achei válido, porém, estar disposto a falar. As pessoas erram. Eu so fico chateada de as pessoas, sob o véu do anonimato na internet, atacarem aquelas que se expressam livremente, como eu. Eu adoro vôlei, acompanho mais de perto bem antes de futebol e não vejo mal em dizer o que penso. Não desmereço os títulos dessa geração vencedora. E acho o Bernardinho ótimo treinador, mas nesse episódio, errou na mão e se se sentiu constrangido, reconheceu, no íntimo, isso. Boa viagem!

  • Votação? Bobagem pura, Bernardinho tem que fazer valer sua autoridade como treinador, e escalar o que tem de melhor (ou o que quiser escalar). O fato, foi que faltou comprometimento com o esporte, pois se joga para vencer, perder é uma consequência.

  • Caio

    Também concordo com você André, o Brasil poderia ter dado um tapa com luva de pelica em todos, até porque tinha time para passar por qualquer adversário e qualquer adversidade até ser campeão, como comprova o desempenho na última década.

    Mas é muito difícil julgar as atitudes de alguém que está se sentindo injustiçado. E o time todo estava.

    Volto a falar, CONCORDO COM VOCÊ. Se eu fosse um dos atletas proporia ir para a quadra e transpor toda a raiva que estava sentindo para o jogo!

    Mas se sentir otário é…
    COMPLICADO!

  • Beto

    André, bom dia.

    O Bernardinho foi, mais uma vez, coerente com o que vem fazendo.
    Em todos esses anos de sucesso na seleção, essa foi a primeira polêmica que se refletiu em quadra.

    O caso do Ricardinho, que foi a primeira grande polêmica, não refletiu em quadra, pois desde que ele saiu do time, os resultados não caíram como se imaginava. Ao contrário, o nível foi mantido. Além disso, acho as revelações do caso atual podem nos ajudar a entender como foi decidido o afastamento do Ricardinho. Concorda?

    Agora, tenho mais uma pergunta em relação ao vôlei brasileiro:
    Costumamos dar ao Bernardinho o crédito pelo que vem acontecendo no esporte nos últimos tempos, tanto no que diz respeito á sucessão de atletas de alto nível bem como a manutenção dos resultados.
    Mas será que não estamos superestimando a figura de uma só pessoa? Será que não estamos atingindo um nível de organização autossustentável do esporte que independe das figuras que o dirijam, desde que o façam com seriedade?

    Veja o exemplo da seleção feminina: há muito tempo também se tornou referência mundial, e não há o mesmo “auê” em torno do José Roberto Guimarães como há em torno do Bernardinho. Os processos de sucessão de jogadoras também é tão eficiente quanto ao masculino, e os resultados também seguem o mesmo caminho.

    Será que a Confederação Brasileira de Vôlei não atingiu uma maturidade há muito tempo pedida por jornalistas e pelo público em geral em todos os esportes?

    Enfim, ficam as minhas perguntas.

    Um abraço!

  • Bem, minha opinião é que o Brasil não entregou o jogo. Jogou sem motivação com um aposto jagando de levantador. A pressão da tarcida italiana deixou os jogadores mais nervosos e os erros (que já eram muitos) aumentram muito. Enfim, na minha opinião, relaxamento + falata de motivação + querer preservar-se de contusões + oposto jogando como levantador apenas com bolas altas = derrota acachapante para Bulgária.

    Mas é apenas minha opinião! Respeito a dos demais!

  • Luiz Felipe

    Não dá para negar que o Bernandinho é um comandante ímpar.

    Sem hipocrisia, é difícil fazer um julgamento.

    Mas ele caiu no meu conceito. Se fosse o Muricy, meu chapa, os caras não teriam nem coragem de votar diferente dele!!! hahaha

    Se bem que não dá para comparar o nível de instrução dos comandados de um e de outro…

    De fato, a coisa não é simples!

  • Luiz Felipe

    “A responsabilidade é minha. O comando é meu.”

    Tenente-coronel Nascimento, em Tropa de Elite II

  • Fred Ferreira

    Esse assunto foi “tempestade em copo d’água….Aqui no Brasil, no futebol, quantas vezes nós vimos clubes colocarem times reservas pra poupar jogadores ? Seja por priorizar outra competição ou seja por decisão de fisiologistas e médicos….E, a imprensa, não fica levantando questões éticas sobre isso e o papo é sempre se tecnicamente é certo ou errado ? Por que com o volei é diferente ? Se o resultado do jogo prejudicasse alguma outra seleção, o questionamento era totalmente válido, não havendo prjeudicados, fica parecendo que os críticos tem até inveja do sucesso do Bernardinho….

  • Rejane

    Gostei da entrevista concedida pelo técnico Bernadinho! Foi bem esclarecedora! Parabéns a todos da ESPN Brasil!

  • Thiago Mariz

    Polêmica a parte, Bernardinho deve ser o maior gestor de pessoas desse país.

  • kyoscaum

    Como no caso Ricardinho, o técnico tenta passar a resposabilidade das suas maiores polêmicas para o time. Lógico que ainda não é como alguns como Luxemburgo/Leão e seu clássico “eu ganhei, nós empatamos e vocês perderam”, mas já mostra que o cara não dá a cara a tapa quando fica muito em evidência.

    Fora que o time ainda não tem derrotas suficientes pra saber como ele se comporta nessas situações.

    Admiro muito o seu trabalho, mas o Bernardinho dá mostras de ter seu lado mascarado maior do que parecia.

  • BASILIO77

    Ficar discutindo o comportamento das pessoas diante de tais situações é irrelevante, é secundário.
    A discussão primeira devia ser a formula de disputa que deixa brecha para que haja esse tipo de atitude antidesportiva.
    Se fossemos esperar que todos tivessemos o comportamento correto e ideal, não precisariamos de mais da metade da leis. Seria uma beleza…
    As regras existem pra isso, evitar ou proibir tais comportamentos indesejáveis. Vivemos situação parecida agora no campeonato brasileiro por pontos corridos que é outra formula de disputa que abre espaço, ano após ano, para que se tenha esse tipo de desequilibrio técnico da competição. Existem outros problemas nos pontos corridos, é bom que se diga. Mas esse, é particular…é só desse modelo.
    Esse sistema vai cair por terra. E vai cair pelas proprias pernas.
    Não vai adiantar aos defensores desse sistema tentar imputar aos divergentes “segundas ou terceiras intenções”, tentando desqualificar quem pensa diferente.
    Ou mudam, tentam ajustes que melhorem a formula de disputa atual ou ela irá ruir com o passar do tempo.
    Abraço.

  • Paula

    DIscordo, acho muito fácil o Bernardo jogar a responsabilidade para os jogadores e sair bem na fita. devia ter ficado calado.

  • Paula

    Mudei minha opinião sobre o fato lendo um comentário. Os times cansam de colocar reservas para se poupar pq o volei não pode fazer o mesmo?

  • anita fisher

    Desculpe mas esse comentario.

    Admiro muito o seu trabalho, mas o Bernardinho dá mostras de ter seu lado mascarado maior do que parecia.

    é tiico dos ignorantes, que se julgam algo. Inveja isso sim
    Bernardinho so pra todos saberem foi eleito por milhoes de pessoas um dos 6 lideres do mundo!!
    Inveja a parte, o volley é atualmente o esporte do pais.
    Invejosos como esse que fez esse comentario, morram!!!!!!O velley vai continuar vencendo e como Bernardinho!!!!!!!!!

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