CAIXA-POSTAL



Aos temas da semana:

Luiz Carlos (entre muitos) escreve: André, sem ficar no muro: você chamaria o Ronaldinho Gaúcho para a seleção brasileira?

Resposta: Pô, essa é fácil. Chamaria. Como escrevi ontem aqui (e hoje, no Lance!), Ronaldinho é talentoso demais para ser abandonado pela Seleção, mesmo que já tenha, em alguns momentos, nos dado a impressão de ter abandonado o futebol profissional. No Milan, hoje ele joga como meia de ligação à frente de 3 jogadores e antes da dupla de ataque. Pode fazer o mesmo na Seleção. A volta dele parece condicionada à ausência de PHG, mas tê-lo como opção (como poderia ter acontecido na Copa do Mundo) é ter uma carta a mais na manga. Especialmente num amistoso contra a Argentina, gosto do presença dele.

______

Carlos escreve: Fala André, viu que o Neymar aprontou de novo? Lembro que você o criticou naquela briga com o Dorival Júnior e parece que ele não aprendeu nada, pois se envolveu em outra confusão.

Resposta: Espera um minuto. Pelos mesmos motivos que o critiquei antes, minha obrigação é elogiá-lo agora. Você viu o que aconteceu? Alguns jogadores do Santos deram um trote de aniversário em Zé Eduardo. Amarraram o rapaz na trave, quebraram ovos nele e o acertaram com socos e boladas. Neymar teve a mesma atitude que qualquer pessoa com um mínimo de senso teria, reclamou porque achou que a coisa estava passando dos limites. Marcel, um dos mais exaltados, não gostou e os dois discutiram. Opinião pessoal: a coisa passa dos limites quando envolve desperdício de alimento e violência, como temos visto em trotes universitários cada vez mais imbecis. Sei que ovada “faz parte do ambiente” do futebol, assim como outros péssimos comportamentos que não são novidade. Não dá para criticar Neymar nessa. Ao contrário.

______

Costa escreve: Queria saber o que você pensa sobre a falta de meias criativos no futebol brasileiro, e quem você prefere entre Conca e Montillo? Obrigado.

Resposta: Sua pergunta é a melhor resposta. Os dois jogadores que você mencionou são argentinos. Obviamente, já faz muito tempo que o futebol brasileiro deixou de revelar jogadores clássicos de meio de campo. PHG, infelizmente, é uma exceção. Talvez porque quando aparece um jogador habilidoso nas nossas categorias de base, ele é logo estimulado a jogar como atacante. Meias como Conca e Montillo, pequenos, habilidosos e inteligentes, continuam surgindo no futebol argentino, e hoje recebem elogios por aqui. Qual deles eu prefiro? Montillo é mais rápido e mais vertical. Conca é mais criativo, mais cerebral, e tem mostrado no Fluminense algo que não vimos no Vasco: liderança e atuações decisivas em jogos importantes. Eu estaria satisfeito com qualquer um, mas escolheria Conca.

______

Luciano escreve: Com justiça, você criticou muito o gramado do Engenhão, mas não acha que tem outros gramados que também merecem ser criticados?

Resposta: Sem dúvida, e tenho feito isso. O Engenhão melhorou mesmo. Serra Dourada e Arena Barueri, por exemplo, estão passando pelo mesmo problema do excesso de jogos. Não há desculpa para o Campeonato Brasileiro da Série A ser disputado em gramados nessas condições.

______

Como sempre, obrigado pelas mensagens e até a semana que vem.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Missão dada, parceiro, é missão cumprida”

Coronel Nascimento, em “Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro”.

______

A repetição do filme tem duas razões: uma é corrigir o erro na patente do Nascimento na semana passada. A outra é que fui ver o filme ontem à noite.

Se você não foi, vá. “Tropa de Elite 2” é um desses casos raros em que o segundo filme é melhor do que o primeiro (que é ótimo).

Mais bem escrito, mais engraçado, mais tenso, mais crítico, mais real.

Wagner Moura, extraordinário.

Que venha o terceiro.



MaisRecentes

Porte



Continue Lendo

Segunda vez



Continue Lendo

Paralelos



Continue Lendo