COM O DEVIDO PEDIDO DE…



… desculpas por chegar atrasado a certos assuntos que dominaram o noticiário nessa semana.

Um deles foi a saída de Paulo César Carpegiani do Atlético Paranaense para o São Paulo.

Primeiro, o movimento que o São Paulo fez: Juvenal Juvêncio queria um treinador que se comprometesse com o objetivo de revelar e utilizar jogadores formados no clube. Disse a pelo menos um jornalista que tentou tratar disso com Ricardo Gomes e não teve sucesso.

Com Dorival Júnior seria difícil? Parece claro que JJ pensa que sim.

Parece mais claro ainda que o presidente são-paulino pretendia realmente manter Sérgio Baresi até o final da temporada, mas a derrota por 3 x 0 para o Goiás, em pleno Morumbi, serviu de alerta. Talvez mais pela indiferença que alguns jogadores não tiveram problemas para esconder (o que se repetiu no Olímpico, contra o Grêmio) do que pelo placar.

Carpegiani é um treinador reconhecidamente estabelecido. Será interessante ver como o time se comportará – não estou falando de sistema ou de qualidade de futebol – a partir de agora.

Ah, a questão ética…

É um erro comparar um técnico de futebol com outras profissões, para o argumento de que todos nós gostamos de receber propostas de trabalho vantajosas e não vemos nada de errado em aceitá-las.

Não são atividades semelhantes. Um técnico de futebol opina sobre montagem do elenco, comanda uma equipe de profissionais dentro e fora do campo, estabelece um esquema de trabalho que depende de sua presença. É por isso que, em tese, os contratos assinados são de média para longa duração.

No momento que o técnico deixa o clube com o contrato em duração, o trabalho sofre um evidente prejuízo.

Isto dito, tudo depende da forma como as coisas são acertadas entre o clube e o profissional. Se a possibilidade do técnico sair no meio do contrato é contemplada e ambas as partes estão cientes dela, não há espaço para reclamações.

Não conheço o que estava combinado entre o Atlético e Carpegiani. Mas, a julgar pelo que li e ouvi, o clube apenas considerou que deveria ter recebido um contato do São Paulo, o que obviamente não aconteceria por causa das péssimas relações entre eles.

E antes que alguém pergunte: quando o clube manda embora o técnico depois de 3 derrotas não está errado? Sim, está.

No futebol, em quase todos os lugares do mundo, treinadores são contratados e dispensados com pouquíssimos critérios.

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Ainda nesse assunto… o Flamengo foi mais um clube que contratou Vanderlei Luxemburgo pelo técnico que ele era, não pelo que tem sido.

Aposta alta, que provocou arrependimento no passado recente.

E se levarmos em conta que o clube deu a ele as funções administrativas de um, digamos, supervisor de futebol, o montante apostado aumentou.

O risco também.

Mas num aspecto Luxemburgo começou muito bem: ao fixar a Copa Sul-Americana de 2011 como objetivo. Uma leve melhora de rendimento (certamente bem menos do que se espera de um time comandado por um treinador tão caro) já levará o Flamengo à zona de classificação à CSA.

O grau de dificuldade é mínimo.

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E Patrícia Amorim falou hoje à ESPN Brasil:

“Eu fiz um esforço tremendo para ele vir. Mas na hora de sair, ele me enviou um SMS. No dia seguinte, pela manhã, nos falamos por telefone e não tivemos uma conversa. É difícil falar com uma pessoa que já se decidiu e postou sua decisão em um site”.

“O Zico não me deu a chance de brigar por ele. Mas se ele quiser voltar, ele pode voltar amanhã. As portas estão sempre abertas para ele e espero vê-lo amanhã em Volta Redonda torcendo pelo Flamengo, porque ele tem importância na história do clube”.

A presidente de um clube precisa de chance para para brigar pela permanência de um ídolo?

É possível que Patrícia ignorasse o que era necessário para Zico ficar?



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