CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Nelson (entre muitos) escreve: Li todos seus comentários (também a coluna) sobre o caso Neymar, porém não consegui extrair qual sua opinião sobre a não convocação dele pelo Mano Menezes. Me perdoe se eu não soube ler nas entrelinhas ou se estava claro e não vi, mas gostaria de saber o que você achou da atitude do técnico da seleção.

Resposta: O MM tinha duas opções. Ou convocava o Neymar para ter uma conversa direta com ele, ou não convocava para não premiar a indisciplina. Como escrevi, ele teria bons argumentos para sustentar qualquer opção. Creio que o que pesou foi o fato de o problema todo ter sido com o treinador. Fosse uma confusão com um companheiro, ou algo relacionado à vida pessoal, provavelmente Neymar seria convocado. Quem conhece um pouco a forma como Mano pensa e trabalha não se surpreendeu com a escolha dele. Eu também não convocaria o Neymar agora.

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Roberto Carlos escreve: No gol do Neymar contra o Corinthians esta semana, ouvi comentários de que o goleiro Julio César falhou. O chute forte que originou o rebote partiu de um jogador que estava próximo ao goleiro, ou seja, se não houvesse a defesa parcial e a bola tivesse ido direto para o gol com certeza o goleiro não seria considerado culpado. Não é um contra-senso? Nesses casos então não seria melhor os goleiros “deixarem” a bola entrar do que correr o risco de tentar defender e serem considerados culpados pelo gol tomado?

Resposta: Vou encarar a última pergunta como prova do seu bom humor. Mas vamos lá: gol sofrido em rebote do goleiro é sempre discutível. Dava para segurar? Por que não desviou para a linha de fundo? A defesa falhou ao deixar o atacante livre para pegar o rebote? Todos esses fatores devem ser considerados, além do fato de ser muito mais fácil comentar uma defesa do que fazê-la. Se, como você sugere, o goleiro não fizer a defesa no primeiro lance e a bola entrar, ele obviamente será julgado pelo gol que tomou. O chute era defensável? Ele estava mal posicionado? Sobre o lance em questão, minha opinião: duas falhas – de JC (que depois se redimiu evitando outro gol de Neymar) e de Boquita, que acompanhava Neymar e permitiu a conclusão.

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Silvio (entre muitos) escreve: André, sou são-paulino e não consigo entender a explicação do Juvenal (Juvêncio, presidente do clube) para não contratar o Dorival Júnior. Se é por causa da utilização de jogadores da base, por que ele não contrata o técnico e determina o que ele tem que fazer?

Resposta: Porque não é simples assim. Com o Ricardo Gomes houve essa conversa e o técnico preferiu escalar um time diferente. Dirigente se envolver em escalação é uma questão sensível, que muitos treinadores não aceitam, e com razão. Já com um treinador iniciante, que era da base do clube e conhece os jogadores, é mais fácil.

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Edouard escreve: Você não estranha que o Andrade, atual campeão brasileiro, tenha demorado tanto tempo para voltar a ser empregado? Não se veem muitos técnicos negros nos times de elite, não é? Acha que há alguma relação?

Resposta: Não acho. O que penso que aconteceu em relação ao Andrade é que ele achou que merecia mais crédito pelo título do Flamengo. E eu não tiro a razão de quem acredita que o Andrade ainda não é um treinador estabelecido. Ele, como qualquer outro, terá de mostrar uma sequência de trabalhos. Tomara que consiga a partir de agora, que voltou a trabalhar, no Brasiliense.

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Como sempre, obrigado pelas mensagens e até o sábado que vem.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Nós vivemos e morremos pelo relógio.”

Chuck Noland, em “Náufrago”.



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