CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Marcelo escreve: André, não vi ninguém comentar o maior problema que o Neymar criou, ou seja, o prejuízo da própria imagem dele. Você acha que alguma empresa vai querer se associar a um jogador que xinga o técnico do próprio time?

Resposta: Escrevo sobre isso no Lance! de hoje. Quando o Santos anunciou que Neymar não iria para a Inglaterra, falou sobre o plano de marketing que permitiria a manutenção do jogador no Brasil. Esse plano, obviamente, é baseado na exploração da imagem de Neymar. Ao mesmo tempo em que jogadores polêmicos (os chamados “bad boys”) podem ser atraentes para anunciantes por causa da repercussão que produzem, é correto afirmar que problemas de imagem geralmente afastam patrocinadores. O Santos precisa do jogador enquadrado e do garoto-propaganda ativo. Mas é preciso ter cuidado para rotular um jogador jovem como Neymar. Minha opinião permanece a mesma: era praticamente impossível que ele fosse capaz de atravessar esse momento sem ajustes de comportamento. E ele está muito longe de ser o único responsável pelo episódio. Não é um marginal, nem um bebê. E não é o único que precisa de educação. Jovens jogadores talentosos são tratados unicamente como máquinas de fazer dinheiro.

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Silvio escreve: André, o Fluminense fez escola! Não liberou o José Mourinho para a seleção de Portugal, depois que ele aceitou o convite. Falando sério, você vê alguma semelhança entre os dois casos?

Resposta: Cara, não há a menor possibilidade de sabermos toda a verdade sobre essa história do Mourinho. Pelo que se diz, a Federação Portuguesa o procurou desesperada e o convidou para um “bico”de dois jogos pelas Eliminatórias da Euro. Mourinho não foi capaz de dizer não, mas o Real Madrid não o liberou. Já Muricy disse que aceitaria ser técnico da Seleção Brasileira se o Fluminense concordasse, o que não aconteceu. O que me impressiona é o amadorismo da Federação de Portugal, que mandou seu técnico embora no meio da classificação para a Euro, sem ter um substituto.

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Luis Roberto escreve: André, qual é a do PC Gusmão? Não te parece que ele está mais interessado na invencibilidade do que no time?

Resposta: Não acredito nisso. Mesmo porque a sequência de empates, como já se percebeu, não leva ninguém a lugar nenhum. Um amigo vascaíno lembrou bem num email nessa semana: em 11 jogos, 4 vitórias e 7 derrotas produzem mais pontos do que 11 empates. Mas talvez um técnico que perca 7 jogos em 11 não segure o emprego… isto dito, não consigo acreditar que o PC esteja se valorizando às custas do time.

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Adriano (entre muitos) escreve: André, você concorda que o Ronaldinho (como ele declarou ao jornal francês L’Equipe) Gaúcho foi o melhor brasileiro na Europa na temporada passada?

Resposta: Não. Achei que ele jogou o suficiente para merecer estar na Copa do Mundo como uma opção. Mas qualquer um dos 3 brasileiros da Inter de Milão teve um ano melhor.

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Obrigado pelas mensagens. Até o próximo sábado.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Essa é a vida que escolhemos, a vida que levamos. E só há uma garantia: nenhum de nós vai ver o céu.”

John Rooney, em “Estrada para Perdição”.

(sugestão do leitor Ivan Alves. Obrigado!)



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