CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Raphael escreve: Tenho visto nestes últimos dias muitas discussões a respeito dos estádios da Copa 2014 e percebi que algo que também deve ser planejado com certa antecedência até agora não entrou em pauta. E tenho certeza que quando entrar já será num momento bastante inoportuno: a tabela dos campeonatos do Brasil em 2014 (e, por que não, em 2013, ano da Copa das Confederações). Em 2010, o Brasileirão foi interrompido uma semana antes da Copa do Mundo começar e foi retomado 3 dias depois da final. Será que poderemos nos dar a esse “luxo” em 2014? E aproveito pra perguntar se você teria alguma sugestão para resolver esse problema de datas, que certamente teremos daqui a 4 (ou 3) anos.

Resposta: Não vejo razão para fazer as coisas de forma diferente em 2014. Não há nenhum sentido em termos outra competição de futebol no Brasil durante a Copa do Mundo. Em relação à Copa das Confederações, que normalmente desfalca times brasileiros de jogadores importantes, talvez se decida interromper o BR-13 pelo fato óbvio de o torneio acontecer aqui no Brasil. Não acho que é um problema.

______

Lineu escreve: Se um brasileiro for campeão da Sulamericana, como já sabemos, teremos apenas três classificados do Brasileiro para a próxima Libertadores. Minha (primeira) pergunta é: pra que país vai essa vaga? E mais, você não acha que, independentemente de quem seja campeão da Sulamericana, esse país (representado pelo campeão) mereça a vaga?

Resposta: A vaga deixa de existir, porque o número de vagas para o país (5) continua igual. A CSA apenas acrescentou uma possibilidade de vaga na Libertadores para os times que a disputam.

______

Tom escreve: André, você poderia explicar melhor o que quis dizer com “a F-1 se imagina um esporte coletivo” (nas Notinhas, dois posts abaixo)?

Resposta: Claro. As equipes pensam assim. São “empresas” que têm centenas, às vezes milhares, de funcionários especificamente ligados aos dois carros que entram na pista a cada GP. Nessa ótica, nada mais lógico do que tomar decisões que aumentem as chances da equipe de obter o que ela imagina ser o resultado mais significativo.

______

Sérgio escreve: Você mesmo escreveu que o Loco Abreu marcou um golaço no jogo contra o Santos. Será que agora a imprensa vai reconhecer que ele é craque?

Resposta: Não sei. “A imprensa” não é um organismo que elege uma única opinião. Não me canso de dizer que “a imprensa” não existe, que cada jornalista é responsável pelo que pensa/diz/escreve. Escrevi que Abreu fez “um gol de craque”, e acredito piamente nisso. Quer dizer que ele é craque? Não. É verdade que se um jogador mais badalado tivesse feito esse mesmo gol, a repercussão provavelmente seria maior. A questão é que jogadores mais badalados fazem lances como esse com frequência maior. O gol do Abreu contra o Santos foi, na minha opinião, um dos mais bonitos do ano aqui no Brasil. Mas isso não significa que ele seja um craque.

______

Desculpe pelo atraso e, como sempre, obrigado pelas mensagens.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Sonhos parecem reais enquanto dormimos. Somente quando acordamos é que percebemos que havia algo estranho.”

Cobb, em “A Origem”.



MaisRecentes

Filme



Continue Lendo

Perversidades



Continue Lendo

Arturito



Continue Lendo