QUASE DEU



A derrota do Brasil para os Estados Unidos (70 a 68), ontem no Mundial de Basquete da Turquia, é desses jogos que significam bem mais do que o resultado.

Se os americanos, que levaram seu time B a Istambul, saíram da quadra dizendo que “é na adversidade que se conhece um grupo”, os brasileiros podem afirmar que tiveram uma atuação reveladora.

Mais do que perder de pouco, o Brasil poderia ter vencido, o Brasil quase venceu. E não porque o adversário não encarou o jogo com a devida seriedade, ou teve um desempenho ridículo.

Esse time americano, que tem todas as condições de ser campeão mundial, tem mostrado uma força defensiva que o assistente técnico Jim Boeheim classifica como “comparável ao time (que venceu a Olimpíada) de Pequim”.

O Brasil mostrou um plano tático muito bem armado pelo excelente técnico que tem, e bem executado pelos jogadores. Não vimos o desespero diante de uma defesa forte, os chutes apressados. Vimos um time que cadenciou o ritmo do jogo com inteligência.

No final, não deu. Paciência. O Mundial segue.

Os próximos jogos mostrarão se o “espírito de franco-atirador” desempenhou um papel importante no aspecto psicológico da seleção brasileira.

Tomara que não. E que esse time que temos hoje possa encarar qualquer adversário.



  • Anna

    Não vi o jogo, infelizmente, porque estava no trabalho, mas acompanhei pelo twitter e depois vi os melhres momentos no BB2. O que podemos detectar é que deu orgulho torcer pela Seleção Brasileira que tem outra postura, outra feição, alma, com Magnano. Ainda estou cautelosa. Espero que os próximos adversários Eslovenia e Croácia nos credenciem a conseguir a tão sonhada vaga olímpica. Penso que o time americano, apesar de B, é muito bom, sim, o que mostra o quanto jogamos bem essa partida.

  • Willian Ifanger

    O sistema defensivo funcionou muito bem e não houve correria na troca de passes no ataque e nem afobação na hora de definir o lance. Só ali no finalzinho chutes de 3 pontos mais afobados. No geral, foi realmente uma atuação inspiradora.

    O problema é como vão encarar Eslovênia e Croácia…..acho que teremos mais dificuldades do que contra os EUA.

    Espero que o basquete possa ocupar novamente o devido lugar em nossas vidas……ele sempre foi o nosso segundo esporte e essa lacuna não fui e nunca será preenchida.

  • Ricardo Medeiros

    Por favor, me tire uma dúvida. O Brasil já ganhou de um time profissional americano, isto é, formado por atletas da NBA? Pergunto isso pq pra mim, a derrota de ontem foi mais significativa e importante do que a vitória no Pan, em Indianápolis. A vitória do time de Oscar e cia. é tão enaltecida e falada, mas que (salvo engano) foi contra um time universitário. Na minha humilde opinião, a diferença entre um time profissional e um time universitário é enorme. Assim, acho que ontem foi um jogo histórico pq, pela primeira vez, o Brasil fez frente ao time de basquete profissional americano. Abs.

    AK: Desculpe, mas não há a menor comparação. A vitória do Brasil sobre os EUA (sim, com um time universitário) na final do Pan de Indianápolis 87 é um marco na História do baquete. Por causa dela, os americanos passaram a ser representados pelos profissionais da NBA em Mundiais e Olimpíadas. Um abraço.

  • Hugo

    Contra um time com inúmeros cestinhas em seus times da NBA, a Brasil fez uma partida notável. Equilibrou ataque e defesa, mas infelizmente tiveram uma pequena queda de rendimento ofensivo nos últimos quartos. Mas provamos que defensivamente evoluímos muito, muito mesmo!
    Só para constar, veja as médias dos atletas da NBA na ultima temporada:

    Chauncey Billups 19.5 ppj
    Tyson Chandler 6.5 ppj
    Stephen Curry 17.5 ppj
    Kevin Durant 30.1 ppj
    Rudy Gay 19.6 ppj
    Eric Gordon 16.9 ppj
    Danny Granger 24.1 ppj
    Andre Iguodala 17.1 ppj
    Kevin Love 14.0 ppj
    Lamar Odom 10.8 ppj
    Derrick Rose 20.8 ppj
    Russell Westbrook 16.1 ppj

    Notem o potencial ofensivo deste time, apenas um atleta com média de pontos inferior a 2 dígitos, que na verdade é um grande jogador de defesa (Tyson Chandler). Tomamos só 70 pontos.
    Brilhante Brasil!!!

  • Teobaldo

    Concordo quando você usa a expressão “Time B” para a equipe dos Estados Unidos que disputa o mundial, em função das opçoes que eles têm, mas não devemos entedê-la como “time fraco”, afinal afinal lá estão Derek Rose (3º melhor da NBA na temporada passaada); Kevin Duran (cestinha da temporada na NBA, salvo engano); Lamar Odon (Campeão e jodador importante dos Lakers nos jogos 6 e 7 da final de 2010) e Chauncey Billups (Mr Big Shot). Em relação ao Brasil, infelizmente carecemos de melhor banco, principalmente na armação, onde Nezinho é muito irregular e parece sentir os momentos mais importantes e Raulzinho ainda é muito novo e, por extensão, inexperiente. Vale lembrar que no jogo de ontem M. Huertas foi substituído por Leandrinho (deslocado para a posição), o que reflete a pouca confiança nos armadores reservas. Na minha opinião, Valtinho vai fazer muita falta ao longo do mundial. Um abraço a todos.

  • eduardo pieroni

    Boa ANDRE , assisti o jogo inteiro ontem no 4 tempo, estava 66 a 62 e faltava 5.39 cara a bola nao caiu mais, agora tem uma coisa este tecnico do Brasil vou chama-lo de MAGO pois em dois meses fazer um time jogar do jeito que jogou, tirou leite de pedra,e o marcelinho(que joga na espanha)?? por que nao joga na NBA?? o que acha do novo treinador?????? acho que teremos um futuro promissor!

  • Beto

    Acho a opinião do Ricardo Medeiros válida.
    Até por que tenho muito medo da seleção (jogadores) achar que o time é tão forte quanto ao dos EUA por ter jogado de igual pra igual.
    Espero que o nosso técnico seja sagaz ao ponto de “segurar a onda” desse pessoal e conduzir um trabalho que tenha como o objetivo, neste primeiro momento, a solidez. Os resultados, a partir daí, serão consequência.
    Ao meu ver não adianta irmos muito bem neste mundial e voltar a ser aquela seleção café com leite que éramos (ou ainda somos).

    Abs!

  • Teobaldo

    Concordo como AK em sua resposta ao cometário do Ricardo Medeiros e, caso não esteja sendo inconveniente, complemento com a seguinte observação: Aquele time americano tinha David Robinsons (dispensa comentários, certo?) e Danny Manning, reconhecido como melhor jogador do basquete universitário americano de todos os tempos (até aquela época), mas que por problemas de saúde (um problema crônico nos rins, se não estou enganado), não correspondeu plenamente na NBA, o que foi uma pena.

  • Rejane

    Pena que aquelas bolas arremessadas pelo Marcelinho Huerta, antes dos lances livres, e pelo Leandrinho Barbosa, nos segundos finais, não entraram! Mesmo assim, a postura da seleção Brasileira é melhor do que os últimos mundiais de 2002 e 2006! Com a atuação do Brasil no jogo de ontem, dá mais confiança e esperança para uma colocação melhor nesse Mundial da Turquia!
    Obrigada André, por ter postado sobre o Mundial!

  • Willian Ifanger

    Eu não posso falar das finais que o Brasil sagrou-se Bi-campeão Mundial de basquete, mas na minha modesta opinião, aquela final de 87 é a maior partida de basquete realizada pro uma Seleção Brasileira.

    Acho que só quem acompanhou ao vivo tem a real noção do que foi aquela partida……uma virada espetacular e com Marcel e Oscar acertando tudo que era bola de 3 pontos. Um aproveitamento absurdo.

    E o dia foi muito especial, porque foi no mesmo dia da semifinal do Paulista de 87, São paulo 3 x 1 Palmeiras.

  • AK, o Brasil forçou sim arremessos dos 3 pontos. Quando a bola teimou em não cair, durante o 3 quarto, a seleção chegou ao pontos de contra atacar com 3 jogadores contra um americano e arremessar de 3!

    Agora, não me entenda errado, o time melhorou bastante. mas, ainda, em momentos difíceis, esquece que tem pivôs e que bandeja não é ilegal. A defesa então, nem se compara com as de alguns anos atrás. Sólida.

    E, não foi só o Pan que fez os americanos mudarem pra NBA. O Pan foi a gota da água. Desde Munique em 72, com aquele final de jogo polêmico, contra a União Soviética pra piorar tudo, que eles pensavam em mudar.

    Abraços!!

  • Teobaldo, Danny Manning rompeu os ligamentos cruzados anteriores dos dois joelhos, um deles mais de uma vez, em uma época na qual a medicina esportiva não fazia o melhor trabalho na recuperação desta lesão. Mas nunca foi considerado melhor jogador universitário de todos os tempos. Foi considerado um grande jogador, mas nunca o melhor.

  • Jean Dagnoni

    André achei muito boa a partida emocionante realmente. Mas, não gosto do discurso que foi tudo maravilhos. Chances como essas aparecem uma vez e não poderíamos ter perdido. Com certeza na próxima partida dificilmente termos outra chance de fazer igual.
    Claro que conseguimos colocar um bom ritmo e é sempre difícil fazer frente a esse time americano. Mas tivemos a chance não aproveitamos. Quando será que teremos a próximo. Bom essa é minha opinião. E parabéns pelo blog.
    Abraços Jean

  • Teobaldo

    Prezado Rubens, você tem razão. Ele foi considerado o melhor jogador de todos os temos da Universidade do Kansas (confesso, consultei o google), onde atuou. O melhor de todos os tempos “até aquela época”, é preciso ressaltar. Para o Willian Ifanger: Li numa reportangem (não sei onde), que o Brasil marcou 66 pontos no 2º tempo daquele jogo sendo que Oscar e Marcel, somados, marcaram 55 pontos. E concordo quando você disse que “só quem acompanhou ao vivo tem a real noção do que foi aquela partida……” Putz, a cara do David Robinson mostrada em close pela TV, no banco de reservas dos Estados Unidos, quando as bolas de três do Brasil não paravam de cair, era impagável.

  • eduardo pieroni

    No pan de 87 OSCAR 46 pontos e MARCEL 31 so isso???? tinha que ganhar mesmo!

  • Leandro Azevedo

    O melhor jogador universitario de todos os tempos se chama Lew Alcindor (a.k.a. Kareem Abdul-Jabbar).

    Danny Manning passa longe nessa lista… tem Oscar Robertson, Bill Walton, Bill Russell, Pistol Pete entre outros bem a frente nessa lista.

    Abracos

  • A seleção brasileira de basquete superou as expectativas. Mesmo com a derrota para os norte-americanos, a equipe mostrou que pode jogar de igual para igual com qualquer outra equipe.
    E que venham os próximos adversários!

  • Nelson Luis Bertoni

    Assunto: Tenis/US Open. Lance de Roger Federer, que nem é inedito, não preciso falar qual. Vou imitar um comentario, mas ovacionar e aplaudir de pé é pouco. Sair da Quadra, pagar outro ingresso e voltar para ver o restante do jogo, poruqe o primeiro comprado ja esta mais do que pago. MAravilha.

  • Nilton

    O mais triste é que se vence os EUA, o Brasil empurava o EUA para a o lado da Argentina, e teria um caminho mais leve até a final (se ficasse em Primeiro da Chave)

  • Marcel Souza

    Infelizmente eu não vi o jogo. Mas é muito bom ver o basquete brasileiro ressurgindo! Se formos capazes de pelo menos competir de igual pra igual já será uma bela evolução!

  • Rodrigo

    Nelson, qual o lance do Federer você diz? Não vi nenhum jogo do US OPen ainda, infelizmente…

  • Anna

    André, vi e comentei aqui no Blog do Juca e ele escreve os convidados do Juca Entrevista. Desculpe ser invasiva, são todos ótimos(Romário, Patrícia Amorim, Calazans), como sempre, no programa dele, que eu adoro, mas está faltando você ir. Ele mesmo já comentou na TV suas razões, mas avente essa possibilidade, ainda em 2010, por razões óbvias. 😉 O pessoal aqui do blog ia adorar. Abraço!

  • Teobaldo

    Certíssimo, Leandro Azevedo. Apenas pela ordem, salvo algum engano: Kareem (UCLA); Robertson (CINCINNATI); Walton (UCLA); Russel (SAN FRANCISCO); Pete (LOUISIANA); destes só vi Kareem (o gancho dele fez-me muuuiiiiita raiva). Dos que vi em ação na NBA, e para meu gosto pessoal, os melhores foram: Magic (MICHIGAN); THOMAS (INDIANA); JORDAN (NORTH CAROLINE); Bird (INDIANA). Vamos combinar o seguinte: Colocamos todos eles (exceto Jodan, naturalmente) num saco e tiramos um nome para ser o melhor de todos os tempos (até hoje, pois amanhã, quem sabe…). Deixemos o Manning como o melhor de Kansas que já “tá bão dimais”. Concorda comigo? Um grande abraço. E ao AK um agradecimento especial pelo espaço.

    AK: Eu que agradeço. O espaço é de vocês. Um abraço.

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