CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Fábio escreve: “Mas, um dia, um técnico e um grupo de jogadores brasileiros terão coragem (e respaldo) para disputar competições apresentando o “nosso futebol”, não o que o resto do mundo definiu como “futebol moderno”. Ainda é, sim, muito cedo. Mas não seria fantástico se esse técnico fosse o Mano, esse grupo de jogadores fosse formado por Ganso, Ramires, Vitor, Neymar, Thiago Silva, Robinho… e essa competição fosse no local perfeito para isso, em nossa própria terra em 2014?

Resposta: Sim, seria. Será? Quem sabe? MM sempre foi um técnico que colocou o resultado como prioridade, mas a vida nos clubes é diferente da vida na Seleção Brasileira. No clube, você tem de vencer na quarta e no domingo, senão perde o emprego. Na Seleção, com a “piscina de talento” infinitamente maior, é possível priorizar o que se chama de filosofia de jogo. Em tese, a próxima Copa do Mundo ser aqui no Brasil é algo que ajuda essa ideia. Mas, como você disse, ainda é cedo.

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Gustavo escreve: Você, que também gosta dar uma corridinha para manter a forma, não fica assustado quando vê um jogador de Seleção Brasileira, supostamente bem treinado, alongado e aquecido, romper a musculatura da perna em um lance banal, como ocorreu no último amistoso (com Ederson, do Lyon, no jogo contra os EUA) ? Considerando a função educativa do esporte, o assunto não deveria ser melhor explorado pela imprensa e explicado pelos envolvidos?

Resposta: Deveria. Mas, pelo que soube, a lesão do Ederson foi um episódio incomum. Não foi um problema muscular. Ele rompeu um tendão (ou dois, conforme a fonte) da coxa esquerda. Sabe-se que o esporte de alto rendimento não faz bem. É uma profissão, não apenas uma atividade física. Mas mesmo um corredor pangaré como eu já se acostumou a conviver com problemas relacionados à prática esportiva.

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Lauro escreve: André, você sabe dizer como ficou a questão das vagas do Brasil na Taça Libertadores do próximo ano?

Resposta: Não. Ninguém sabe. A polêmica foi criada em relação à perda da quarta vaga do Campeonato Brasileiro, se o campeão da Copa Sul-Americana for um de nossos clubes. O problema é que a Conmebol não gosta da possibilidade de termos 7 times na próxima edição. A CBF se envolveu e, como tudo que é relacionado à Conmebol, teremos novidades.

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Renato escreve: André, essa história sobre o interesse do São Paulo em contratar o Eriksson (Sven Goran, técnico sueco que dirigiu a Costa do Marfim na Copa de 2010) é verídica?

Resposta: Não da forma como você perguntou. O agente do Eriksson procurou o São Paulo, dizendo que o técnico gostaria de trabalhar no Brasil. Essa é a história. Seria sensacional ter um cara desse nível trabalhando por aqui.

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Como sempre, obrigado pelas mensagens. Até sábado que vem.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Eu acho que é melhor quebrar a perna de um homem, do que seu coração.”

George Woolf, em “Seabiscuit – Alma de Herói”.

(sugestão do leitor Leandro Azevedo. Obrigado)



  • Rejane

    O caso da lesão do jogador Ederson foi uma pena! Um minuto depois que entrou em campo e estreiou com a camisa da Seleção Brasileira, ele se lesionou.
    A diretoria do São Paulo está demorando muito para definir o novo técnico para o time. Tomara que esse novo técnico seja do nível do Eriksson ou até o próprio mesmo.

  • Marco Aurelio

    Estimado André: Porque no mercado da bola Brasileiro, não temos treinadores estrangeiros? Tivemos pouquissimas experiências , fracassadas por sinal , existem vários nomes de nível no mercado mas nunca um clube cogita uma contratação estrangeira…Não seria hora de abrir essas portas ?

  • Wanderley Takahashi Assis

    “Eu acho que é melhor quebrar a perna de um homem, do que seu coração.”

    George Woolf, em “Seabiscuit – Alma de Herói”.

    André, essa é frase que norteia o Felipe Melo… e o pior, ele acredita piamente nisso!

  • Bruno

    “Seria sensacional ter um cara desse nível trabalhando por aqui.

    O que ele ganhou na carreira???

    AK: Faz um google no cara. Um abraço.

  • Sven Goran Eriksson no São Paulo?
    Não acho que seja uma boa contratação não. Seria algo parecido com que aconteceu com Felipão no Chelsea e o Luxemburgo no Real.
    Sem contar que pelo ‘patriotismo’ que existe por aqui, um treinador gringo é sinal de problemas, vide o ex-treinador colorado Fossatti.

  • Paulo Sanchotene

    A questão das vagas é a seguinte: a vaga da Sul-Americana NÃO é uma vaga a mais, mas substitui a última oferecida à federação do campeão. Seguem-se sendo as mesmas 38 vagas de antes.

    Assim, o Brasil terá em 2011 quatro vagas na Fase de Grupos (como em 2006 e 2007): Internacional, Santos, campeão e vice do Brasileiro. Na pré-Libertadores, terá duas (como em 2006 e 2007): para o 3º do Brasileiro e para o 4º do Brasileiro.

    A diferença é que no caso do campeão da Sul-Americana ser um time nacional, esse toma a vaga do 4º colocado.

    Abraço.

  • Custodio

    Tb acharia sensacional se o Ericksson fosse mesmo pro SP. Freguesao do Felipao que eh, prevejo muitos vitorias seguidas pro Palestra.

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