NAS MÃOS DE MANO



Mano Menezes acaba de aceitar o convite da CBF, é o novo técnico da Seleção Brasileira.

A resposta era óbvia.

Escrevo no Lance!, hoje, ao final da minha coluna:

“E então a CBF convidou Mano Menezes, no começo da noite de ontem. Pense: qual é a chance de MM dizer “não”? O Corinthians, é óbvio, não fará o que fez o Fluminense. Portanto a decisão é dele, e a situação é diferente da de Muricy. Por que Mano deixaria passar a chance de sucesso na Seleção Brasileira? Só porque não foi a primeira opção? Depois do Corinthians, que novo desafio ele teria no Brasil? Realmente não há como garantir que um técnico que assume em 2010 chegará a 2014. Mas o caminho tende a ser mais tranquilo, porque a Seleção Brasileira não precisará jogar as Eliminatórias. É uma questão de ter confiança no próprio taco, e noção de que, mesmo se as coisas não derem certo, um treinador muda de patamar quando passa pela Seleção. A Mano, não falta confiança. Nem noção. A resposta que ele dará na manhã deste sábado será ‘sim’.”

Na terça-feira, escrevi aqui que “talvez as circunstâncias conspirem para que o momento seja agora”, sobre a chegada de MM à Seleção.

Após a reviravolta com Muricy Ramalho, por sorte minha, a frase é verdadeira.

Mano está onde está por merecimento, não é uma invenção. Torçamos para que o time dele jogue bem como queremos ver.



  • Anna

    Eu confesso que ontem tinha duvidas se Mano iria aceitar, mas ao ler sua coluna pela manhã no jornal, acreditei quando você disse que ele falaria “sim”. Gosto muito dele também. É mais que merecido! Tem visão de jogo e serenidade para contornar problemas. Só posso desejá-lo boa sorte! É um técnico de verdade, assim como Felipao e Muricy, não uma aposta ou um coelho tirado da cartola. Que Mano seja feliz nessa árdua empreitada!

  • Roberto Carlos

    Andre
    Será que o Murici não falhou ao assinar o contrato? duvido que o Luxemburgo não tenha uma clausula em seu contrato o liberando para a seleção, quando o Murici assinou com o Flu todos sabiam que ele era um dos nomes fortes para assumir a seleção agora, será que ele não acreditava ou não foi bem acessorado?
    Abraços

  • Rogerio Jovaneli

    André, não sei se concorda, mas, a meu ver, o novo técnico da seleção tem as seguintes missões:

    1) achar laterais esquerdos e dar a eles segurança e sequência na seleção (Marcelo, do RM, talvez seja um deles);
    2) encontrar dois primeiros volantes capazes não apenas de darem proteção à defesa, mas de melhorarem o passe no meio-campo (e aí não me refiro ao passe curto, simples, básico);
    3) saber aproveitar a fartura de segundos volantes de qualidade (que gosto de chamar de volantes-meias) que existem no futebol brasileiro e que, de certa forma, ocupam o espaço que um dia já foi dos meias clássicos;
    4) descobrir meias (seja aqueles clássicos ou gente que saiba armar pelos lados do campo, organizadores de jogadas, enfim, que pensem o jogo), uma carência do futebol brasileiro há tempos;
    5) achar centroavantes, fazedores de gols, personagens em extinção num futebol brasileiro repleto de segundos atacantes, boleiros que preferem jogar pelos lados, longe da área, onde a responsabilidade é muito maior. Não que despreze os “novos pontas” ou atacantes que caem pelos lados (ao estilo do brasileiro Robinho e do português Cristiano Ronaldo, este bem mais vertical, diga-se). Claro que são importantes e muito úteis, mas vejo com preocupação a escassez dos chamados “homens de área”.

    Por fim, Mano Menezes tem outra missão igualmente importante, tão ou mais que essas que citei acima: tornar a seleção menos carrancuda. Diferentemente de muita gente, não acho que os jogadores da seleção sejam menos receptivos ao público por jogarem fora do país. A relação com os torcedores pode ser boa, sim. Acredito que estar de bem com as pessoas fora das quatro linhas, incluindo aquelas mais críticas, é saudável. E ajuda no rendimento dentro de campo. Passar uma imagem mais simpática só ajuda. O que, evidentemente, não pode nem deve ser confundido com euforia exacerbada ou com puxa-saquismo.

    E aí, André, o que o colega (de profissão, inclusive) acha de tudo isto que escrevi (e desde já peço perdão por tantos caracteres)? Você espera algo parecido, diferente do novo técnico da seleção?

    Abraço, velho!

  • Douglas

    Gostei! Queria o Felipão ou o Mano! A seleçao (acho) que vai estar em boas mãos! Sorte para o Mano!!!

  • Rodrigo

    Trilha sonora perfeita para o Mano Menezes: Herdeiro da Pampa Pobre!

  • Eder Luiz Martins

    André o “SE” não existe na história,Mas acho interessante o que seu pai disse no blog dele: tivesse o árbitro feito a coisa correta na famosa batalha dos aflitos e talvez Mano não existisse.
    Não sou tão radical assim, mas acho que o time e o elenco do Nautico em 2005 são os verdadeiros responsáveis pela trajetória vitoroosa de Mano Menezes.

  • Alexandre

    O Fluminense acertou em “segurar” o técnico que é responsável pelo time estar na liderança do Brasileiro, mas desde já tem a obrigação moral de manter o Muricy até o final do contrato, haja o que houver.
    O Muricy acertou em manter a sua palavra, mas o preço a pagar foi alto. Talvez não tenha outra oportunidade de dirigir a Seleção.
    O Ricardo Teixeira foi, mais uma vez, patético.
    O Mano Menezes acertou em aceitar prontamente o convite, mas terá de conviver com o fato de ser apenas o plano C, o que aumenta consideravelmente o grau de precariedade do cargo.
    O Corinthians ficou em situação suspeita, pois o Palmeiras não liberou Felipão, o Fluminense não liberou Muricy, mas o Timão não segurou o técnico que poderia “salvar” o Centenário, na esperança de beneces futuras da CBF. Devem vir.
    Por fim, a imprensa em geral levou alguns belos dribles. Para muitos, o Mano já estava certo há algum tempo. Muricy foi convidado. “É o novo técnico da Seleção”. Faltou ouvir o Horcades…

  • Alexandre

    Mano não é uma invenção como foi o Dunga, de fato. Mas está a altura de dirigir a Seleção em uma das Copas mais importantes para o Brasil em todos os tempos? Acho que não.

  • Marcos Vinícius

    André,tem uma pergunta que muita gente,inclusive o prórpio Mano,deve estar se fazendo?

    O que o Muricy tem de melhor que o Mano que o fizesse ser a primeira opção da CBF?

    Vc saberia responder essa?

    AK: O currículo do MR é melhor. Um abraço.

  • Pedro Valadares

    Excelente análise sobre a resposta do Mano, André. Realmente, seria um orgulho besta não aceitar o convite por não ser a primeira opção. A seleção ganha alguém muito capacitado, e o Corinthinas não vai encontrar alguém no mesmo nível. Torcer para Adilson Batista fazer um bom trabalho e respeitar o legado de Mano no Timão.

    Abraços!

  • Rodrigo

    O contrato do Muricy foi uma muleta usada para justificar seu ato. Concordo com quem diz que ele não levou fé na proposta do Ricardo Teixeira, e muito menos gostou da atitude de não ter o aperto de mão correspondido (o que não é “apenas um aperto de mão não correspondido” – significa muito mais que isso). Se ele quisesse MESMO a seleção, ele conversaria com a diretoria tricolor e eles não se oporiam. A situação do Mano é completamente diferente da do Palmeiras e do Fluminense. Muricy hoje é essencial ao Fluminense, assim como Scolari o é para o Palmeiras. Mano, apesar de sua importância no Corinthians, não é insubstituível, nem essencial. Adilson Batista ou Parreira darão andamento normalmente ao projeto da diretoria.

  • BASILIO77

    Pela minha ordem seria Felipão, Luxa e Muricy…a partir daí poderiam surgir outros nomes sem o devido curriculo necessário para o cargo, entre eles MM. Ficou chato após a tremenda falta de inteligencia de RT na negociação com MR. Como disse o Zico agora a tarde, não ficou bom pra ninguém…CBF, MR e por fim MM. Ao contrário de Felipão, Luxa e Muricy, TODOS SEM NENHUM DESGASTE ENTRE SUAS TORCIDAS DEVIDO AO POUCO TEMPO NO CARGO, Mano está longe de ser unanimidade entre os Corinthianos, muitos comemoram este momento. Por incrivel que pareça isso o favoreceu nessa hora.

    Mas segue a barca, como AK mesmo disse, o que Mano tem a perder…nada. Se der errado, no mínimo acrescentou um baita nome no seu curriculo.

    Politicagens a parte, falando apenas de futebol, meu preferido seria o Luxa. É aquele que mostra a melhor filosofia de jogo entre os concorrentes. Muricy e Mano são muito parecidos taticamente falando e não veremos um futebol de encher os olhos.
    A pressão vai ser enorme numa copa em casa. Não sei se Mano vai treinar o time olimpico, se for, será o teste definitivo dele no cargo. Até lá, Felipão, Muricy e outros estarão numa outra situação…talvez bem mais ameaçadora para o futuro técnico da amarelinha. Para quem surgiu no cenario nacional em 2005, há cinco anos apenas, tudo é lucro numa hora dessas.
    Abraço.

  • Claudio Marques

    Trecho da carta aberta publicada por Murici hoje: “…agradecer ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, e ao assessor de comunicação, Rodrigo Paiva, pelo respeito a decisão que tomei. Ambos foram excepcionais na conversa que tivemos, nesta última sexta

  • Claudio Marques

    Complementando o comentário: Se existisse o tal “vácuo”, Murici, com sua habitual sinceridade, não publicaria essa carta.

    AK: Veja a imagem, a cara de MR, e tire sua conclusão. Um abraço.

  • ALAN CHARLES

    Cavalo arriado não passa na nossa frente toda hora e quando passa temos que agarrá-lo sem pensar mais de uma vez. O treinador e técnico mais competente do Brasil, Muricy Ramalho cometeu um erro incrível em não aceitar convite para dirigir a seleção brasileira. Apesar de que Muricy Ramalho ser um homem serio e que honra a palavra e seus contratos, o mesmo não podemos dizer do Fluminense e seus dirigentes. Basta o Muricy perder 03 ou 04 partidas consecutivas, que será demitido sumariamente como foram os outros profissionais que passaram no Fluminense recentemente. Entendo também que Mano Menezes ainda não atingiu o patamar para Seleção Brasileira, é que se tratando de mais um Treinador Gaúcho, pois se trata de mesma filosofia de outros treinadores gaúchos, com enfoque na pegada e marcação, em detrimento do talento e qualidade. Muricy Ramalho não tem nenhuma divida de gratidão com o Fluminense e tão pouco, menos ainda o Fluminense não terá nenhuma divida de gratidão com o Muricy Ramalho e o Fluminense não pensara mais de uma vez para demitir o Muricy Ramalho. Quem viver verá.

  • Rodrigo

    Cláudio, houve o tal do vácuo sim… até o Rodrigo Paiva ficou um tanto desconcertado….

  • Danilo Oliveira

    André,

    Cabe o ofensivo 4-3-3 do Corinthians no ano passado na Seleção ?!?

  • BASILIO77

    Não creio que o vácuo no aperto de mãos entre RT e MR tenha sido pensado, proposital. Talvez, no máximo, mostrou uma falta de “sincronismo”, nada mais significativo.
    Até para um carcamano como RT não seria o caso de fazer um gesto desses, ou melhor, de NÃO fazer.
    Abraço.

    AK: Foi o que pensei, ao ver pela primeira vez. Na segunda, percebi que o RT olha para o MR. Minha impressão é diferente da sua. Um abraço.

  • Robson Strauss

    Boa noite!
    Informo que não sou um experto em futebol, apenas sou um torcedor mais, que gosta muito de futebol, sem a pretensão de saber mais, ou tanto quanto os técnicos do esporte. E, acho que a grande maioria de torcedores e jornalistas deveriam admitir o mesmo.
    Minha preferencia pessoal, seria Felipão ou Muricy, que têm o caráter e a valentia de um Dunga, ainda que possam ter outro tipo de inclinações táticas.
    A maioria dos técnicos quando “convocados” (assim se sentem, creio), vêm muito o lado “comercial das convocações, como gosta o descarado Teixeira, da dinastia Havelange… que ridículo, em um país onde o futebol é tão importante, conseguiram instalar um “reinado”….
    Começa a palhaçada… seleção só de jogadores que atuam no Brasil, e outras coisinhas mais, como fizeram nas eliminatórias de 2002, e quando parecia que a “brincadeira” ia tranformar-se em desastre, chamaram o Felipão, 1 ano depois, baixo as condições que êle estabeleceu…
    Talvez por isto, nem Felipão e nem Muricy aceitaram.
    Valorizar a “prata da casa”, para ter mais “cobre” nas contas pessoais, valorizando os passes, não em campo, mas na venda dos jogadores à Europa…
    Como entender, em um país com a fascinação pelo futebol, aproximada à devoção, que ainda ocorram coisas como estas…
    Talvez o estadista francês Charles De Gaulle, tenha sido profético quando afirmou que “…êste não é um país sério…”, ao que eu acrescentaria, porque a nação (país é a organização geo-política, nação somos nós, o povo) não respeita a si mesmo…
    E, quase tudo continua assim no meu amado Brasil.. (Eu disse quase?? Otimista ou sonhador sou, não é verdade?).
    Você não acha extranho também esta história de só convocar jogadores que estejam trabalhando em equipes do próprio país??

  • Pedro Valadares

    Robson, só serão convocados jogadores brasileiros, porque não é data-FIFA.

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