CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

LEMBRANÇAS

A seleção de futebol da África do Sul dançando no túnel do Soccer City, antes da estreia contra o México. Maneira simbólica de mostrar ao mundo que a Copa de 2010 seria diferente.

O atacante norte-coreano Jong Tae Se chorando durante a execução de seu hino nacional, antes do jogo contra o Brasil. Expressão de uma emoção que não se pode entender, medir, apenas admirar.

O gol mal anulado de Frank Lampard, contra a Alemanha. Incrível coincidência histórica. Erro aceitável 44 anos atrás, jamais agora. Prejuízo ao jogo que evidencia a necessidade da arbitragem eletrônica.

A defesa do atacante Luis Suárez, nos segundos finais do segundo tempo da prorrogação do jogo contra Gana. Desespero, instinto, sacrifício. Lance que define a trajetória surpreendente do Uruguai no Mundial. Trajetória que tem, literalmente, as impressões digitais dele.

A emocionante entrada de Nelson Mandela no Soccer City, durante a cerimônia de encerramento. Surpresa que fechou uma Copa que tocará, para sempre, quem esteve na África do Sul. Oportunidade única de ver a olho nu, mesmo que de longe, um ser humano como nenhum outro.

O choro do capitão espanhol, Iker Casillas, ajoelhado, após o gol de Andrés Iniesta contra a Holanda. Prova de que apesar dos salários estratosféricos, dos direitos de imagem, das transações milionárias e dos comportamentos deletérios, o futebol produz sentimentos puros e irresistíveis. Sentimentos que são exatamente como a gente imagina.

A expressão perdida de Arjen Robben, sentado no gramado após o apito final da decisão, tentando entender como a Copa do Mundo lhe escapou num chute que raspou no pé do goleiro. A diferença entre perdedor e vencedor pode ter sido um centímetro.

O gol de Luís Fabiano contra a Costa do Marfim. Recurso, reflexo, talento. Um gol que se desenrolou lentamente, que desafiou e depois presenteou quem teve o privilégio de vê-lo.

O gol de David Villa contra Honduras. Exibição das habilidades de um atacante formidável, tão responsável quanto Casillas pela primeira Copa conquistada pela Espanha.

O gol de Carlos Tévez  (o segundo, claro) contra o México. Violência e precisão em doses complementares, para a galeria de um artilheiro que faz gols de todos os jeitos.

O gol de Giovanni van Bronckhorst contra o Uruguai. Estupendo, inacreditável, o mais belo da Copa.

O contra-ataque da Alemanha, a objetividade (até a final) da Holanda, o controle da bola da Espanha, o descontrole do Brasil.

Marcas de um Mundial que foi melhor do que se imaginava, sob quase todos os ângulos. E que, no aspecto estrutural, serve de exemplo para a Copa que pretendemos realizar em 2014.



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