O PEREQUÊ AFRICANO (e as falhas da Fifa)



Para quem conhece o Guarujá:

Eu estava em Port Elizabeth.

Port Elizabeth é como a praia de Pitangueiras.

Eu poderia ir para a Cape Town, que é como São Pedro.

Mas vim para Durban, o Perequê.

Paciência. O bônus é que, aqui, verei Espanha x Alemanha. Deve ser um jogão.

A cidade teve uma segunda-feira completamente normal. Se um marciano pousasse aqui, não saberia que uma semifinal de Copa do Mundo acontecerá em dois dias.

E acabamos de ser expulsos do Centro de Imprensa do estádio Moses Mabhida.

O local fecha às 6 da tarde em dias sem jogos. Os funcionários nos deram mais de uma hora de choro, e tivemos de sair.

Mais de uma vez, argumentei que estávamos editando uma reportagem sobre a semifinal da Copa, e que era incompreensível que o media center do estádio fechasse tão cedo.

Nada feito. Obviamente, a culpa não é do funcionário que tem o desagradável trabalho de mandar os jornalistas embora.

Os times chegam amanhã, treinam em pontos diferentes da cidade e falam no começo da noite, no estádio.

Os deslocamentos são um problema para todos. Especialmente os técnicos, que têm de sair do treino para dar a coletiva oficial. E é por isso que é raríssimo ver um jogador participar da entrevista.

Na véspera do jogo contra o Brasil, a Holanda (o time mais acessível da Copa, vale repetir) levou Giovanni van Bronckhorst para falar junto com o técnico. Mas a praxe dos times é outra.

Tudo porque os gramados estão ruins desde a primeira fase, e os treinos nos estádios foram proibidos. O estado dos gramados desse mundial é inadmissível.

Como disse um colega durante um jantar recente: a Fifa só tem de cuidar dos campos, da arbitragem e da bola.

Falhou nos três.



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