COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

DESLIGOU

Pela primeira vez, estávamos num jogo “de Copa”, em que não faltava nada. Contra a Coreia do Norte? Ok, era estreia e tal, mas não havia um adversário à altura. Costa do Marfim? Time forte, sem dúvida. Atmosfera inesquecível no Soccer City. Mas perder não significava o fim. Portugal? Amistoso (não avisaram Pepe). O Chile? Tudo o que o Brasil queria nas oitavas.

Mas a Holanda, não. A Holanda tinha tudo. O time, os jogadores, o talento, a oportunidade. E o jogo contra a Holanda tinha o que os outros não tiveram: uma certa apreensão do torcedor brasileiro, como se fosse relembrado de que um Mundial não é um passeio. Por causa da Holanda, a Copa poderia acabar num minuto, numa falha, num gol.

É conhecida a melhor receita para derrotar a Seleção Brasileira atualmente: fazer um gol primeiro, quem sabe “amarelar” alguns jogadores fundamentais no sistema defensivo, colocar o Brasil numa situação desconfortável desde o começo. Sim, é muita coisa para acontecer a favor de um time só em pouco tempo. Os Estados Unidos chegaram perto, na final da última Copa das Confederações, e mesmo assim perderam. Mas quem pode garantir que não aconteceria?

A resposta demorou 10 minutos. Pouco tempo para o término do período de “estudos”, praticamente obrigatório em jogos equilibrados como esse. Robinho apareceu como um ilusionista entre os zagueiros laranjas, Felipe Melo viu. Brilhante passe, 1 x 0.

O dilema holandês era o que muitos outros times já conhecem: construir o empate sem dar à Seleção Brasileira o campo que faz dela um time implacável. No primeiro tempo, a Holanda até conseguiu negar o espaço. Não sofreu nenhum contra-ataque. Mas nem passou perto do empate. Como era óbvio, Robben só jogou no território de Michel Bastos. Mas recebeu a bola às costas do lateral brasileiro uma única vez, e se atrapalhou todo ao chegar à área.

A vantagem do Brasil só não dobrou por azar de Juan, que completou mal um cruzamento de Daniel Alves. E por mérito do goleiro Stekelenburg, que desviou um chute de Kaká no ângulo esquerdo. Foram os melhores 46 minutos do Brasil na África do Sul, futebol belo e competente.

Mas (lembra?) era jogo de Copa do Mundo, com todas as letras. E uma bola muito bem cruzada por Sneijder mostrou que até as melhores defesas falham. Felipe Melo desviou para trás, 1 x 1. Começo do segundo tempo, um novo jogo no Nelson Mandela Bay. Um jogo estranhamente melhor para a Holanda. Esquisito.

A jogada ensaiada de escanteio, com desvio na primeira trave, é tão conhecida quanto a qualidade da defesa do Brasil. Levar um gol assim prova que as coisas não vão bem. Mas louve-se a execução, tão perfeita que o nanico Sneijder cabeceou livre. E a Seleção Brasileira implodiu.

No epicentro, o destempero que Felipe Melo prometeu evitar. Um pisão em Robben, no primeiro momento de pressão que o Brasil viveu na Copa. Bobagem que deixou o árbitro sem nenhuma razão para mantê-lo em campo.

E assim, de repente, acabou. Não da forma desinteressada de quatro anos atrás. Mas como se algo tivesse desligado, deixado de funcionar. Triste.



  • Paulo

    Enquanto houver Ricardo Teixeira será isso e não poderemos grandes coisas. Em 94 deram a copa pra gente, cabeça pra virar não tínhamos, o Ronaldo e Viola no banco e Romário não jogando nada na final, passamos pela Holanda num golpe de sorte do Branco, que nunca mais se repetirá. Em 98 a amarelada de sempre. Em 2002 o Felipão chamou pra ele a responsabilidade e contra toda cariocada levou o caneco, se perdesse seria como o Dunga. Em 2006 foi aquele desfile de vaidades e compromissos com patrocinadores, deu vexame e aí com toda cariocada e “liberdade de imprensa”. Em 2010 tivemos a consolidação da turronice e teimosia do Dunga, ganhamos a Copa das Confederações num acaso, tivemos que aguentar o Daniel Alves por conta daquele chute na África, nunca mais passou a bola e nem acertou o gol e ainda o técnico foi engrossar com a “liberdade de imprensa”, pronto, passaram a torcer contra. Esse é o retrato da geração Ricardo Teixeira. As seleções de base que deveriam alimentar toda filosofia do trabalho da seleção principal é conduzida apenas por interesses comerciais do tráfico humano que virou o futebol. Vai mudar o quê, nessa seleção pra 2014?

  • Marcio

    2014 será interesante….a Copa será no Brasil? A principio nao estaremos nas Eliminatorias, mas e se a FIFA lançar mão do plano B em meados de 2013?

    E o time? Vamos jogar sem posse de bola no contra-ataque como time pequeno em casa? Ou voltaremos ao futebol ofensivo, insinuante de toque de bola que transformou a Seleção Brasileira na mais lendária equipe esportiva do Planeta Terra?

  • Leandro Saudino

    André, perfeito!! a copa da África para o Brasil acabou no seu primeiro jogo de verdade.

    Esse é o meu Blog sobre esporte, http://www.leandrosaudino.blogspot.com , entra ai!!

  • Anna

    O título foi muito feliz. Parece que, com o desequilíbrio emocional, o nervosismo, algo no sistema desligou, deu curto circuito, um “apagão”. Numa palavra, André, você resumiu essa melancólica derrota para a Holanda. Perfeito. Bom domingo.

  • José

    Foi a tensão que passou do treinador Dunga para todo o grupo que fez com que isso acontecesse. Eu vi em algum programa da televisão que foi o reflexo dele que extravasou pro campo, pros jogadores. Foi triste, mesmo.

  • Antonio Teramae

    Por favor, não sejamos hipócritas, a falha no gol foi de JULIO CESAR, FALHA TEMEROSA!!!! Por que grande parte da mídia tenta encobrir? Não é para ser imparcial, relatar o fato e analisá-lo fria e tecnicamente? Estou enojado por ver tão poucos jornalistas sérios e que expressam o que viram e o que pensam sem medo de desagradar ninguém!

    AK: O JC também falhou no gol. A falha maior, a meu ver, foi do Felipe Melo. E será que opiniões sobre um erro num jogo de futebol deveriam te enojar? Um abraço.

  • Paulo sp

    Felipe Melo desviou para trás? ok…

  • Mariana Secchi

    Amistoso era a maneira que Portugal via a partida contra o Brasil, mas a agressividade do time brasileiro logo no início assustou a todos da seleção portuguesa e Pepe só começou a revidar porque não aguentou ver o time de Portugal apanhando tanto, pois estava do lado daqueles que tanto admiram e respeitam o futebol Brasileiro. É fato, o Brasil de Dunga não admite que outra seleção tivessem mais talento e tinham muito medo de perder para o time dos “Manoels” dos “portugas”, principalmente depois de demonstrarem que meteram 7×0 no time que o Brasil quase empatou e sofreu para ganhar. Contra a Holanda foi igual, pancadaria, assim como na propaganda da Brahma, com essa ideia de que jogadores precisam ser “guerreiros”. Futebol se joga no campo, não é querendo que o adversário fique olhando dentro dos seus olhos pra ver seu passado (58,62,70…) e fique com medo de você, igual a propaganda que “assombrava” o jogador Alemão… igual Robinho pensou que faria com o Holandes (Van Bommel) aos 2 minutos da partida… para com isso… já encheu essa estória de “guerreiro”. Brasil precisa de jogador não de “guerreiro”. Fazer guerra, ganhar no grito o Dunga já mostrou que não vence Copa. As coisas não se ganham “na marra” ou “na reza”. União não resolve quando a cabeça está perturbada. O que Dunga criou para esta seleção não combina com futebol. “CONTRA TUDO E CONTRA TODOS” assim como a outra prapaganda da Brahma falava. Deu no que deu… muita raiva, muito rancor e pouco talento. E não adianta dizer que Brasil apanhou de Portugal, Brasil bateu e bateu muito em Portugal (só não admite quem não quer). A seleção brasileira de Dunga não admitia que outras seleções tivessem talento.

    AK: Também não gosto dessa história de “guerreiros”. Mas Pepe bateu primeiro, mais vezes, e mais forte. Um abraço.

  • Carlos Magno

    Concordo com quase tudo de sua análise do jogo. Mas pergunto: o problema é somente psicológico, de despreparo? É somente na seleção do Dunga que ganhou tanto, mas que ele exigira outro tanto? Ao que sabemos todos os jogadores da seleção jogaram ou jogam em times, a maioria, europeus. Não aprenderam a ser disciplinados e mais frios?

    Isso realmente se verificou com as seleções de Telê Santana, recheadas de jogadores notáveis, só craques segundo a opinião geral. Então o problema seria racial? Mas como ainda assim conseguimos ser penta campeões?
    Abraços

  • Cristina

    André , você além de escrever, descreve muito bem, foi isso mesmo, foi esse mesmo o sentimento ao final da partida. A sensação que fica é a de que existe muita coisa além do jogo jogado, por trás das câmeras , existe muito interesse particular, muita falcatrua, e aí o que menos está importando é o futebol. Parabéns pelo seu trabalho em África, acompanhei suas reportagens e fiquei decepcionada com a forma que o Kaká tratou vc. por conta de comentário do Juca (que afinal, agora a gente vê que tinha fundo de verdade, ao assistir as declarações do médico da seleção após a eliminação). Naquele momento vc. não era o filho, vc. era o repórter, o profissional.

  • Dawran

    Discordo da tese que tentam vender de que Dunga foi prejudicado pela imprensa, que alguns chamam de “mídia”, como o comentário de 4 de julho de 2010 às 8:59. Liberdade não é requisito a ser concedido ou não por técnico de futebol ou quem quer que seja. Liberdade é preceito constitucional. Não há CBF, craque, perna de pau, técnico, torcedor etc. que possa fazer algo contra isso. O resto é parlatório sem sentido. Na realidade o time não era bom, não jogou bem e quando exigido desmoronou. E mesmo que fosse bom e tivesse passado não teria valido a pena se for considerar o requisito da liberdade e da boa educação. Em suma: pouco futebol e excesso de arrogância e ressentimento mostrou que não deu liga.

  • mauro alvim

    O escanteio do segundo gol da Holanda, foi o único, em toda a copa, onde não houveram agarroes ou bloqueios, legais ou ilegais.
    Não é sintomático?

  • Marcos Vinícius

    Primeiríssima mão:

    Dunga não é mais o treinador da seleção brasileira.Os mais cotados são Mano Menezes (Corinthians),Ricardo Gomes (São Paulo),e Luis Felipe Scolari,recém acertado como Palmeiras.
    Essa notícia acabou de ser veiculada pela Globo.Eu,por minha conta,incluo nessa lista Wanderlei Luxemburgo como possibilidade,embora ache que Felipão seja a primeira opção.

  • Roberto Carlos

    Andre
    Podemos dizer que o comando da CBF teve um lição que não deixará se repetir, explico: ficou refem do Dunga na medida que os resultados eram positivos e não tinha como exigir que ele aceitasse imposições para agradar os aliados da CBF, demitir o treinador com a seleção indo bem na competição é algo impensavel, não restou outro jeito senão aceitar a sua forma de agir.
    Abraços

  • Paulo

    Era estranho ver o time cujo sobrenome era “coletivo” ser um dos poucos que não se abraçavam no hino nacional, não que isso queira dizer grande coisa, só uma constatação.

  • Antonio Teramae

    André, acredito mesmo que exagerei. Mas no mínimo me causa um desconforto verificar que poucos são os que dizem com todas letras: a FALHA FOI DO GOLEIRO! Sei que é excelente jogador, profissional e deve o ser como pessoa també, mas foi o erro do JC que causou a derrota no jogo. a eliminação pode ter sido culpa de Dunga, mas o jogo…

  • Paulo sp

    Se futebol é momento quem deveria ser o tecnico da seleção?
    Muricy tri campeão brasileiro ,porém, não vence jogos mata-mata?
    Mano menezez ganha mata-mata que não valem nada estadual e afins…
    Luxemburgo se apequenando cada vez mais …
    Felipão fracassado na europa na Asia, a copa de 2002(quase uma decada atras) foi seu ultimo titulo…
    ou apostar denovo em algum novato?

  • Alexandre

    Para mim, estes foram os principais motivos do fracasso brasileiro:
    – O primeiro foi circunstancial e não pode ser creditado ao Dunga: no primeiro teste real daquela que era tida como “a melhor defesa do mundo”, houve falhas clamorosas do JC no primeiro gol da Holanda e da defesa como um todo no segundo;
    – Já o segundo tem tudo a ver com o Dunga: durante toda a Copa, vários dos jogadores brasileiros não demonstraram ter um mínimo de equíbrio psicológico (fundamental para os campeões). O Felipe Mello é um ícone, mas a equipe como um todo sempre esteve a beira de um ataque de nervos (até o Kaká foi expulso), espelho de seu técnico;
    – E o terceiro é de total responsabilidade do Dunga: os jogadores brasileiros talentosos deveriam ter sido aproveitados na seleção, mas foi o inverso que o Dunga fez, convocando jogadores medíocres e esforçados, como, por exemplo, Kléberson, Josué e Grafite, ao invés de jogadores mais bem dotados, como Ronaldinho Gaúcho, Ganso, Hernanes e Alexandre Pato. Simplesmente ridículo que o Michel Bastos e o Daniel Alves tenham jogado improvisados porque o Brasil não tinha niguém para colocar nestas posições.

  • Eduardo B. Elias

    O resultado final foi o mesmo de 2006, mas o sofrimento foi maior. É impressionante esse evento, tão grandioso e marcante para sempre na memória de todos. Quem apostaria no Uruguai por exemplo? Isso é copa! Aqui no Brasil eu percebi mais tristeza nas pessoas, um silêncio sinistro após o jogo e por mais que a Holanda fosse um adversário forte, a maioria da população não esperava o fim, estavam todos confiantes. Não houve na copa passada a mesma dor, essa foi uma grande diferença do Parreira para o Dunga. Por mais defeitos e teimosia dele, o povo jogou mais junto nessa, não por comprometimento de jogadores, pois isso é obrigação. E sim o jeito Dunga nas entrevistas, um doido, totalmente sem noção que revoltou jornalistas e mídia em geral, mas que foi bem aceito no país, tendo em vista que que ele passava essa coisa de vencer a qualquer custo, sem técnica, mas com raça e o brasileiro entrou nessa onda. Parabéns pela trabalho da Espn e o seu blog! Mesmo com um futebol com meio de campo sem muita criatividade, você conseguiu entender essa aceitação do Dunga? E qual era comentário de vcs aí, que estão cobrindo, sobre esse apoio populacional do nosso treinador, não deveriam estar entendendo nada..rsss. Abraço!

  • Alexandre

    André, Curioso que você tenha comentado sobre o jogo de 94 há poucos dias. Muito se comparou a atual seleção com aquela. Tirante as diferenças táticas entre um time que valorizava muito a posse de bola e outro que tem no contra-ataque a sua maior virtude, nos jogos contra a Holanda se desnudou outra diferença: a auto-confiança dos times campeões. Em 94 depois de abrir 2×0 e permitir o empate, o time teve força psicológica para chegar ao terceiro gol. Já em 2010, depois de permitir o empate em situação menos dramática, já que estavamos ganhando apenas de 1×0, o time murchou.

  • Carlos Freitas

    André,
    Sei que não tem nada a ver, mas, como todo mundo aqui apresenta hipóteses de botequim, aqui vai a minha. Uma coisa que me incomoda, desde a Copa de 2006, é a excessiva reverência de nossos jogadores às estrelas adversárias ainda no túnel, antes de entrar em campo. Foi assim com Zidane na Alemanha, assim também com Snejder e Robben agora. Sei que todos são companheiros de time, jogam juntos e etc., mas no momento do jogo, qualquer peladeiro sabe disso, você deve se impor psicologicamente sobre seu adversário. Romário era magistral nessa arte: intimidava com a indiferença, fazia o adversário ter raiva e, com isso, o desequilibrava. Maradona também foi (é) mestre nisso. Pois é, filosofia de botequim. Abraços.

  • Enfim, livres do Dunga – espero que para sempre. Porém, trocar Dunga por Felipão ou Luxemburgo ou Mano Meneses ou Parreira ou Zagallo ou Murici ou Leão ou Celso Roth ou etc… é trocar seis por meia dúzia. Se for algum destes medalhões o escolhido vou torcer contra a seleção brasileira e quero que ocorra um novo “maracanasso” em 2014.
    Vamos deixar de ser medíocres e só fazermos o óbvio. A CBF tem que tirar o poder absoluto do treinador – se é que isso não serve de exemplo para ela também perder o seu.
    O treinador tem que fazer parte de um colegiado que definirá as macros estratégias e esquemas táticos da seleção, bem como será integralmente responsável pelas convocações. O treinador dirigirá a equipe no campo dentro dos principios definidos e representará apenas um voto no colegiado – se submeterá a maioria.
    Este colegiado deve ser composto por notórios conhecedores de futebol e formado no máximo por cinco ou sete membros – é importante que seja um número ímpar para não dar empate nas decisões.
    Como sugestão, este colegiado poderia ser formado por Tostão (representando os mineiors), Zico (os cariocas), os jornalistas Alberto Helena (os paulistas) e Rui Osterman (os gaúchos), mais participação do técnico profissional que pode ser qualquer um destes da ativa. Minha preferência é Dorival Júnior, apesar dele ter queimado o Kerlon no Cruzeiro em nome de um time competitivo – um time de resultados – que se não me falha a memória só ganhou um campeonato mineiro que, como o gaúcho, praticamente só tem dois candidatos ao título, com raras exceções.

  • Marcel

    Adoro a ESPN Brasil, não perco um Linha de Passe. Mas nessa Copa realmente tá muito difícil assistir ao canal. Infelizmente a maioria dos comentaristas não estão conseguindo deixar a antipatia ao Dunga de lado. É evidente que essa seleção tem muito defeitos, mas também tem seus acertos. E lendo e ouvindo as coisas que o pessoal do canal falam parece que tá tudo errado, que o Brasil foi humilhado, foi o pior time do certame. Confesso um pouco decepcionado. Esperava comentários mais ponderados de alguns dos jornalistas que mais admiro. Torço que, passado esse momento, vocês façam uma reflexão sobre o que foi dito. Até porque nada é mais sintomático que os fatores mais destacados por muitos dos jornalistas foram o isolamento do time, a falta acesso à imprensa, a antipatia do Dunga, sem contar o destaque especial à repetição das críticas feitas antes da Copa: falta de banco e futebol feio. A meu ver esses fatores tiveram muito mais destaque do que perda de controle emocional do time, o excesso de confiança e relaxamento após ao gol do Brasil, a falta de liderança e calma dos jogadores mais experientes, as falhas do goleiro e da defesa, que antes eram alardeados como melhores do mundo. Acabo me sentindo substimado quando vejo quando vejo que alguém está tentando me empurrar sua coleção de argumentos, baseados em questões de cunho pessoal, ao invés de fazer um esforço para fazer uma análise objetiva, apontando erros e acertos. Peço, por último, que ao invés de simplesmente rebater minhas palavras como uma bolinha de ping-pong, você pare e pense. Acho a liberdade de imprensa fantástica, mas acontece que não é apenas uma liberdade, é um Poder. É o poder de falar a vontade, é a possibilidade quase infinita de expressão. Os membros da imprensa não podem só falar, precisam saber ouvir, absover críticas, fazer autocrítica e auto-análise. E é isso que só isso que eu estou pedindo, um mínimo de autocrítica e auto-análise.

  • Pessoal o Dorival Jr. Tem MAIS titulos que o Mano Menezes
    só que nao tem a MIDIA de um técnico do Corinthian, peça por
    ele no site da CBF

    e conhece bem a molecada nova

    http://www.cbf.com.br/php/fale_cbf.php

  • Pedro

    André, já vi 2 pênaltis batidos com ‘cavadinha’ em copas do mundo, sendo um deles na última final.
    Vi Loco Abreu bater do mesmo modo na final do carioca.
    Vi Marcelinho, vi Djalminha.
    Já vi inúmeros arqueiros dissertando a respeito da ‘paradinha’, porém nenhuma opinião quanto à ‘cavadinha’.
    Você tem alguma posição ?

    Há braços!

  • WFurlani

    Falhas individuais acontecem no futebol, o estranho é ver jogadores experientes totalmente “destemperados” e mal preparados psicologicamente (ex. Robinho gritando na orelha do holandês como louco); será que não é culpa da preparação e não é responsabilidade da comissão técnica?

  • Thadeo Pinhão

    André, tenho que concordar com o Antonio Teramae. A falha no primeiro gol da Holanda foi do Julio César. Errou o soco na bola, que aí bateu na cabeça do Felipe Melo e entrou no gol.
    Também não estou vendo muita gente da imprensa dizer com todas as letras que a falha foi do goleiro. Parece mais fácil colocar a “culpa” no jogador mais criticado da seleção, do que no “melhor goleiro do mundo”, né?
    Um abraço.

  • leonardo atleticano

    André, essa não deu, mas aposto que vamos super-faturar na próxima. Júlio Cezar falhou realmente, mas no meu entendimento ele tem crédito demais, massacrar um cara com a postura e a história dele é não entender nada de esporte. Juro que fiquei com inveja da Argentina ao ver a seleção deles chegar em casa, aquele apoio, aquela consideração e o amor declarado, são coisas que devemos tentar aprender a respeitar. Se fosse Pelé o responsável por essa campanha da seleção, seria atacado tanto quanto o Dunga foi, não respeitamos nada além das vitórias e levar vantagem em tudo.

  • Leandro Azevedo

    Andre,

    Off-topic – Nao sei se a ESPN Brasil teve participacao, mas a ABC / ESPN ontem aqui nos EUA passou um documentario com todos os jogadores ainda vivos que fizeram gols em final de copa. Muito bem feito e com algumas historias interessantes. Vale a pena conferir.

    Abraco

  • Gilson Rodrigues

    Sempre jogamos mal com Dunga. Tivemos uma eliminatória ridicula com empates, em casa, contra Venezuela entre outros. Dizer que o Brasil ganhou do Uruguay e Argentina na casa deles e bem, não significa muita coisa. O Uruguay chegou até a semi jogando contra ninguém e graças ao atacante Ganês, a Argentina, bem a Argentina vamos deixar pra lá, coitados. Sinceramente acho o Dunga um cara decente, amigo, fiel. Muito pouco pra técnico de uma seleção Brasileira de futebol.

  • Rodrigo Neves

    Que o Felipe Melo é um acéfalo e caneleiro ninguém discute, mas agora atribuir o primeiro gol como falha dele e OMITIR o nome do goleiro Júlio César na falha é imoral.
    Quem errou no lance foi o Júlio César. Simples assim. Foi com mão de moça e ainda atrapalhou o Felipe Melo na subida dele pro cabeceio.
    Mas como precisam arrumar um culpado e a maioria esmagadora da imprensa não quer ficar mal na fita com o goleirão, ficam colocando a culpa no cabeça de área.
    Ô raça!!

    AK: Brilhante raciocínio…

  • Willian Ifanger

    Só me permita discordar de você numa coisa: eu acho que a maior falha no primeiro gol foi do Julio Cesar. Ali pra mim ele tem que sair pra definir o lance. E nem na direção da bola ele estava.

    Mas como você bem colocou, 1×1 naquele momento era um resultado aceitável.

    Acho que o Brasil entrou no segundo tempo querendo explorar os contra ataques, como de costume, tentando até se preservar um pouco fisicamente, só que a Holanda não deu brechas e melhorou bastante no toque de bola. E foram dois gols de lance de bola parada. Faltou mais concentração do que futebol. E o time sentiu falta de alguém pra colocar o trem nos trilhos depois do 2×1.

    Depois do 2×1 acabou……e o Dunga ficou perdidinho…….não se pode tirar um atacante como o Luis Fabiano precisando de um gol, mesmo jogando mal. E ainda esqueceu que tinha uma terceira substituição pro tudo ou nada.

    Pra mim a Holanda não tem mais time que o Brasil, mas foi mais conjunto e mais cabeça. ‘como você bem disse é UM jogo de Copa do Mundo E como é um jogo só, não pode dar chances pro azar.

    Paciência. Não sei se as lições serão aprendidas.

    Quanto ao Felipe Melo, a entrevista dele mostra muito (ou pouco) do rapaz. Mas longe de ser o Judas.

    A pior coisa de Copa do Mundo é o inicio com uma overdose de jogos e depois ficar dias sem nenhum……imagino como o PVC deve ficar chato……hehehehe.

  • Wlad

    O próximo técnico da seleção terá que resolver essa falha recorrente: A seleção sofre um “apagão” em jogos decisivos (final de 98 contra a França, quartas de 2006 novamente contra a França e 2º tempo contra Holanda na mais recente edição)… Gente, o que aconteceu após o intervalo??? Se alguém souber a resposta nos esclareça, por gentileza…

  • Rita

    É isso…
    Sempre é triste sair de uma Copa do Mundo.
    Pelomenos dessa vez foi diferente de quatro anos atrás…

  • Marcelo Coelho

    Felipe Melo já foi para a Copa como o culpado de uma eventual derrota.
    E se o Brasil ganhasse seria apesar do Felipe Melo.
    A derrota para a Holanda tem um culpado: Sneijder.

  • alex

    André, espero que você ainda esteja lendo os comentários.

    De onde eu venho, o que você chamou de “como se algo tivesse desligado, deixado de funcionar” é chamado de “amarelou na hora H”, hehehe.

    O problema não é perder, é perder jogando bola, porque o adversário era realmente melhor, mas a “seleçãozinha” sempre perde de forma vexatória, parecendo até de propósito. Será???

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