IMPLOSÃO



Bem… por onde começar?

Pelo primeiro tempo, claro.

Os melhores 46 minutos da Seleção Brasileira na Copa. Futebol bonito e competitivo, tudo o que sempre se pediu.

Brilhante passe de Felipe Melo para Robinho, entre os zagueiros. E poderia ter sido mais do que 1 x 0.

O que aconteceu no segundo tempo será objeto de discussão eterna. Haverá quem diga que o Brasil precisava de um jogador para manter a posse de bola, cadenciar uma partida em que a velocidade só interessava aos holandeses.

E haverá quem diga que o problema não foi falta de opções, porque tudo que o Brasil precisava era um contra-ataque. Portanto, o time deveria manter sua configuração.

O gol contra de Felipe Melo (o primeiro do Brasil na História das Copas) não pode ser considerado o motivo da derrota. Aconteceu no começo do segundo tempo. Com 1 x 1, o comportamento do time deveria ser o mesmo de quando estava 0 x 0.

A implosão começou no segundo gol holandês, jogada manjada de escanteio que uma defesa como a do Brasil não pode permitir.

Mas, ainda assim, faltavam cerca de 20 minutos.

Não há explicação para a expulsão de Felipe Melo, no primeiro momento de pressão que o time viveu na Copa. E seu argumento para discordar do cartão vermelho (“não foi um lance desleal”, “não fui para quebrar, tanto que ele continuou no jogo”) desafia as regras do futebol.

Muita gente se perguntava 0 que aconteceria no dia em que a Seleção saísse atrás no placar. Até ontem, uma virada (foram apenas duas em Mundiais: Uruguai, em 1950, e Noruega, em 1998) era algo impensável em relação a este time.

Mas o fato é que o Brasil não teve cabeça para recomeçar a trabalhar quando sofreu o empate.

Nesta Copa, foi um time que só soube assimilar gols insignificantes, como os que levou da Coreia do Norte e da Costa do Marfim.

Finalmente (porque estou tão cansado quanto você pode imaginar), é interessante lembrar que o circo de Weggis e a privacidade de Joanesburgo produziram exatamente o mesmo resultado: eliminação nas quartas de final.

Prova de que o relacionamento com a imprensa, que não teve nada a ver com o problema de Weggis, não interfere no que acontece em campo. E sim o trabalho que se faz.

Sabe qual é o time mais acessível da Copa?

A Holanda.

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Obviamente, minha coluna no jornal deste sábado é sobre o jogo e a eliminação.

Como sempre, ela estará aqui no domingo.



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