ESTREIA



Com todo respeito aos norte-coreanos, a Copa do Mundo começou hoje para a Seleção Brasileira.

Pela atmosfera no Soccer City, um Maracanã do século 21 que torna tudo mais grandioso.

Pelo semblante dos jogadores antes do time entrar em campo.

E pelo nível do adversário, que só seria superado por uma atuação convincente.

É uma característica deste time: postura correspondente à força do adversário e à importância da ocasião.

No jogo, muitos destaques: Lucio, que levou a melhor contra Drogba pela terceira vez seguida (duas na UCL).

Kaká, que participou de dois gols e evoluiu na questão física (falaremos da expulsão adiante).

Luis Fabiano, óbvio.

O primeiro gol após seis jogos de um mini-jejum deve ter feito maravilhas para sua confiança.

O segundo, golaço que o juiz não teve coragem de anular – mas deveria – por toque(s) de mão, é digno da galeria das Copas.

Acima de tudo, o Brasil encarou um time forte, literalmente, e fez sua superioridade técnica aparecer.

A expulsão de Kaká foi resultado de um gesto desnecessário, uma cutucada com o cotovelo no peito de Keita.

Dunga será criticado por deixá-lo em campo após o primeiro amarelo, num jogo que estava chegando a uma temperatura elevada. Mas Kaká precisa ganhar ritmo e, convenhamos, ele é o último jogador de quem se espera uma atitude arriscada como essa.

Keita encenou, o juiz caiu e Kaká foi expulso pela terceira vez na carreira (as outras duas, pelo São Paulo).

O risco dele pegar dois jogos existe. Mas uma pressãozinha da CBF, alegando que o juiz foi enganado, deve deixar o saldo em um jogo de suspensão.

Elano deu um susto em todo mundo ao não conseguir firmar o pé direito no chão ao ser substituído. Felizmente, passou pela zona mista andando, sorridente, e dizendo que jogará contra Portugal.

Boa e animadora vitória da Seleção.



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