ÁFRICA POLAR (e o jogo, claro)



Já passava das 2 horas da manhã quando saímos do Ellis Park. O termômetro do carro marcava -1 grau.

Lembro-me de ter passado frio muitas vezes na vida, trabalhando ou não. Mas não me lembro de ter passado tanto tempo exposto a esse nível de temperatura. E o pior é que deve ter sido apenas a primeira vez nesta Copa.

Dentro do Centro de Imprensa do estádio, lotado, as portas laterais foram trancadas para garantir que o sistema de aquecimento funcionasse bem.

Desci no intervalo para ir ao banheiro, e o frio era tamanho que as pessoas se amontoavam em frente aos aquecedores, com as mãos na saída de ar quente.

Quem conseguiu escrever na tribuna de imprensa, nessas condições, foi herói.

E a madrugada foi tenebrosa. Mesmo dormindo de blusa e calça, cobertor pesado, aquecimento no quarto, acordei algumas vezes sentindo frio.

A melhor frase quem disse foi um dos nossos motoristas: “fez tanto frio durante a noite que senti falta da minha ex-mulher”.

Quanto ao jogo, bem, deveria ter sido mais tranquilo, não?

Ataque contra defesa, como se imaginava. E como este é um time programado para contra-atacar, o jogo fica meio travado até o gol sair.

Maicon foi o primeiro lateral direito da Seleção a marcar um gol (absolutamente proposital) num Mundial, desde Josimar no México ’86.

Cafu se envolveu num dos gols do Brasil na estreia da Copa de 98, contra a Escócia, mas na súmula do jogo o gol aparece como contra do zagueiro escocês.

Maicon foi o melhor em campo. Robinho também jogou bem. Elano (um dia depois de comemorar 29 anos) deu um presente e ganhou um do ex-companheiro. E parece claro que Daniel Alves é o primeiro reserva do time.

Vejamos se a Costa do Marfim se interessará mais pelo jogo do que os norte-coreanos.

A Seleção Brasileira precisa de espaço.



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