COMEÇOU



África do Sul e México abrem a Copa do Mundo neste momento.

Eu estou no treino da Seleção Brasileira.

Boa oportunidade para explicar a enorme diferença entre cobrir uma Copa e cobrir o Brasil numa Copa.

Para o cara que não se interessa por nada além de futebol, ou nem gosta de futebol mas ganha a vida com ele, o lugar onde a Seleção está não faz a menor diferença.

O circuito hotel-coletiva-treino-hotel é o mesmo no Rio de Janeiro, em Paris, em Berlim, na Tanzânia…

Para esse cara que não olha para os lados, é tudo igual.

E as competições também são iguais. Na Copa América na Venezuela, na Copa das Confederações na Alemanha ou na Copa do Mundo na África do Sul, a rotina da Seleção Brasileira é a mesma.

Em relação ao que é a Copa do Mundo, perde-se bastante. Você basicamente vê pela televisão, e pouca coisa ao vivo. É mais ou menos como se não estivesse no mesmo país.

Em 2006, após a eliminação do Brasil, passei a acompanhar a Itália. Foram os 10 dias mais divertidos da cobertura, por motivos óbvios. Uma reportagem por dia (em vez de três), menos pressão, outra rotina. Tive a oportunidade de trabalhar na semifinal contra Alemanha, em Dortmund (um dos jogos de futebol mais marcantes da minha vida), e na final contra a França.

Para mim, aqueles dias foram a Copa da Alemanha. O que aconteceu antes foi a Seleção Brasileira na Copa da Alemanha. Coisas diferentes.

Não me entenda mal. Isso não é uma reclamação, de forma nenhuma. Apenas uma explicação.

Nada se compara, em termos de importância e repercussão, ao trabalho de acompanhar a Seleção. Do ponto de vista de um jornalista esportivo brasileiro, não existe debate.

Mas a Copa do Mundo é algo muito grande. Infelizmente a gente não consegue ver tudo.

______

Momento “a Copa começou”:

Pouco antes de sair do Randpark para vir ao treino, fui ao banheiro ao lado da redação da ESPN para escovar os dentes.

Um funcionário do clube limpava o local, com aquelas vassouras gigantes.

Pedi licença, o rapaz sorriu. E começou a cantar.

Obviamente não entendi nada. Apenas o final de quase todas as estrofes: “Bafana”.

Espero que ele possa ver um pouco do jogo.



MaisRecentes

Sete dias



Continue Lendo

Em voo



Continue Lendo

Não estamos prontos



Continue Lendo