SAUDAÇÕES DE DAR ES SALAAM



O voo entre Joanesburgo e Dar es Salaam demora pouco mais de 3 horas.

Mal sabíamos que gastaríamos quase metade desse tempo para conseguir entrar na Tanzânia.

O processo de emissão de vistos para estrangeiros que chegam ao país não é dos mais eficientes. Ao sair do avião é preciso preencher dois formulários, entrar numa fila para pagar 50 dólares e depois aguardar que seu nome seja chamado.

Eram cerca de 20 jornalistas brasileiros no voo. Logo ficamos sabendo que quem vinha para cobrir o amistoso desta segunda-feira teria uma “promoção” no visto: 50% de desconto.

E poderia pagar com cartão de débito…

Mas a parte mais complicada foi esperar o passaporte voltar.

Os funcionários do aeroporto trabalham em balcões envidraçados. Poucos terminais de computador, muitas folhas de papel carbono e muitos, muitos carimbos.

Sensação geral de que não vai dar certo.

Um funcionário apareceu com uma pilha de passaportes azuis e gritou: São Paulo!

Ele achava que estava chamando alguém pelo nome, mas tinha lido o local de emissão do passaporte.

O problema só foi resolvido quando um repórter brasileiro se ofereceu para ajudar e cantou os nomes dos donos dos documentos.

Fazia 29 graus quando chegamos, às 3 da tarde.

Dar es Salaam é decadente, pobre como toda a Tanzânia. Alguém disse que era possível ver o monte Kilimanjaro, ponto mais alto do continente africano, do avião. Não foi.

Também não vai dar para visitar o arquipélago de Zanzibar, que dizem ser um paraíso.

Passaremos a segunda-feira entre o hotel e o Estádio Nacional da Tanzânia, que estará lotado por 60 mil pessoas.

A possibilidade de chuva é de 50%. Vamos torcer pelos outros 50.



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