ARMAS À MOSTRA



Como mencionei nos comentários, as equipes da ESPN andam pela África do Sul acompanhadas por motoristas/seguranças.

Várias empresas do país oferecem esse tipo de serviço a visitantes. Você aluga o carro e o motorista/segurança num só pacote. As diárias são caras, obviamente, mas, pelo que senti até agora, vale a pena.

Os motoristas são todos bem treinados, a maioria já trabalhou em algum tipo de força policial ou militar. Além da evidente proteção, eles também sabem por onde podemos e não podemos circular, os horários menos aconselháveis, os melhores caminhos. E contam histórias interessantes, claro.

Isto dito, ninguém aqui está andando de coletes de kevlar, ou proibido de sair do hotel à noite. Acho muito difícil que algo aconteça com jornalistas estrangeiros durante a Copa. Desde que, é claro, ninguém pense que está em Mônaco.

Para os brasileiros, a coisa não é muito diferente do que se vê em nossas grandes cidades. Mas algumas cenas chamam a atenção.

Hoje de manhã, pedimos ao motorista que nos levasse a um pequeno centro de compras, perto de onde estamos hospedados. Alguns precisavam comprar água, outros tinham de tirar dinheiro.

Rodamos um pouco pelo estacionamento, achando que o caixa eletrônico ficava do lado de fora. Então o motorista resolveu pedir informações. Chamou um homem que estava de costas para nós, ajudando algumas pessoas a retirar os carrinhos de compras. O cara se virou e vimos que se tratava de um segurança particular.

Uma escopeta calibre 12 estava presa pela alça ao seu corpo, como se fosse uma bolsa qualquer.

Logo apareceu outro, com um fuzil pendurado no ombro.

Eu não via armas tão de perto desde o primeiro treino da Seleção Brasileira em Puerto La Cruz, na Venezuela, na Copa América de 2007.

Naquele dia, o exército venezuelano cercou o gramado com tantos homens que não dava para ver o treino. Todos carregavam pequenas metralhadoras. Cena surreal.

Perguntei ao nosso motorista se esse tipo de coisa era normal, ou se por algum motivo aquele supermercado era mais protegido do que os outros.

“A maioria é assim”, disse ele, “mas não adianta muito, porque os caras chegam atirando neles”.



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