BATENDO NA BOLA



A bola oficial da Copa do Mundo se chama “Jabulani”.

Em Zulu, quer dizer “para celebrar”, ou “seja feliz”, dependendo da fonte.

Seja como for, a Jabulani vive um drama às vésperas de entrar em cena.

Primeiro, Julio César a comparou com uma bola “de supermercado”.

Depois, o chileno Claudio Bravo disse que ela parece uma bola de vôlei de praia.

Ok, JC e Bravo são goleiros. E goleiros tendem a acreditar que toda nova bola é concebida com o único objetivo de prejudicá-los, para que aconteçam mais gols.

Mas hoje Luis Fabiano bateu sem dó na coitada da Jabulani. Disse que é impossível entender os movimentos dela, que parece que “tem alguém guiando” a bola. Finalmente, a chamou de “sobrenatural”.

Luis Fabiano, claro, é um artilheiro. A relação entre ele e a bola deveria ter a intensidade dos apaixonados, a cumplicidade dos que se completam.

Mas, até agora, eles são como dois estrangeiros numa sala. Sem tradutor.

A Jabulani foi desenvolvida por uma universidade inglesa. Kaká, Michael Ballack, Frank Lampard e o goleiro Petr Cech, todos garotos-propaganda da marca de material esportivo que a fabrica, participaram do processo.

A bola foi usada no segundo turno do Campeonato Alemão, sem que se registrassem grandes crises por conta de suas reações aerodinâmicas.

As seleções nacionais têm mais ou menos 10 dias (o Brasil, 15) para aprender a lidar com a redonda oficial da Copa.

Pelas últimas declarações, parece pouco tempo.

ATUALIZAÇÃO, segunda-feira 31/05, 14h37 em Joanesburgo – Em entrevista coletiva hoje, Felipe Melo levou a conversa a um novo patamar:

“A bola é horrível. É difícil crer numa Copa com uma bola como essa. A outra bola é igual a mulher de malandro: você chuta e ela continua ali. Essa agora é igual patricinha: não quer ser chutada de jeito nenhum.”

Até onde irá esse debate?



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