CAIXA-POSTAL



Aos temas da semana:

Fábio escreve: Com a velocidade da informação hoje, os veículos de comunicação – principalmente os da Internet – têm de noticiar os fatos também com muita rapidez. Mas o que venho observando nos textos ultimamente me causa espanto e preocupação. Primeiramente quero deixar claro que não se trata de crítica à classe jornalística, até porque não posso afirmar se os textos foram escritos por jornalistas. O que me tem preocupado é o altíssimo número de erros de concordância e ortografia em geral em blogs, portais e colunas em geral. Desde frases como “… time jogou mal, mais venceu” até palavras como “excessão”. O que você pensa sobre este assunto? Será que os profissionais não se preparam? Será que as escolas os preparam mal? Poderia ser uma junção destes fatores? Ou outro fator pode ser o causador disso? Faço este questionamento pois, como veículo de informação e formadora de opinião, a imprensa deveria se preocupar em levar as melhores informações, mas de maneira que agregue e ensine às pessoas (novamente, não estou generalizando, até porque não sou um profundo conhecedor da língua portuguesa e dou minhas “derrapadas…”).

Resposta: Todos nós damos nossas derrapadas. Mas você tem razão ao apontar esse problema. Há duas coisas acontecendo: a primeira é que, de maneira geral, as novas gerações de jornalistas têm pouca preocupação com o uso correto do idioma. É o que se percebe nas redações. E a segunda é que a internet transformou qualquer pessoa em “jornalista”. Basta fazer um blog e começar a escrever. É obrigação dos veículos que pretendem ser respeitados por um trabalho de qualidade, insistir no tema e investir em quem sabe escrever com correção. Seja na imprensa escrita ou não, a língua é nossa ferramenta de trabalho mais importante.

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Antonio escreve: Com a eliminaçãoo do Barcelona da UCL, e caso a Argentina tambem fracasse na Copa, o Messi ainda é favorito para o prêmio de melhor do mundo? Quem poderia tirar-lhe o título?

Resposta: Desde que o prêmio existe (1991), a Copa do Mundo tem óbvia influência na escolha. Veja: 1994 (Romário), 1998 (Zidane), 2002 (Ronaldo), 2006 (Cannavaro). É algo discutível, uma vez que o prêmio é pela temporada e a Copa dura um mês. Mas dá para entender o impacto. Acho que se o Messi fizer um Mundial discreto, as chances dele diminuem. Difícil dizer quem pode ameaçá-lo.

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Luciano escreve: André, acho que deixar o (Javier, da Internazionale) Zanetti fora da Copa do Mundo é a prova que faltava que o Maradona ficou louco. Qual é sua opinião?

Resposta: Esse diagnóstico só pode ser feito por um médico. Falando sério, um treinador que convoca mais de 100 jogadores no período de preparação para a Copa praticamente se obriga a fazer alguma loucura na convocação. Fora isso, sabemos dos problemas de relacionamento que sempre interferem na seleção argentina. Não sei se foi o caso do Zanetti, que certamente estaria na minha lista.

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Mauro escreve: Você fará parte da equipe da ESPN na África do Sul? Se for, vai trabalhar como repórter ou apresentador?

Resposta: Sim. Vou trabalhar como repórter, na cobertura da Seleção Brasileira.

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Uma vez mais, muito obrigado pelas mensagens.

Esta foi a última CP antes da Copa do Mundo. Daremos um tempo na conversa, já que o blog entrará em modo de UCL na semana que vem, e de Copa a partir do dia 28/5.

Obviamente, fique à vontade para escrever sempre que quiser.

“Essa é a vida que escolhemos, a vida que levamos. E só há uma garantia: nenhum de nós verá o céu.”

John Rooney, em “Estrada para Perdição”.



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