CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Denis escreve: André, tem que ter muita paciência para entrevistar jogadores que fogem de perguntas polêmicas, como o (zagueiro do Santos) Edu Dracena fez com você depois da final do Paulista?

Resposta: Recapitulando, porque muita gente pode não saber como foi a entrevista: fiz duas perguntas ao Edu sobre o lance do gol anulado do Santo André, no jogo de domingo passado. Na primeira resposta, ele desconversou. Na segunda, disse: “vamos falar sobre o título…”. Eu acho que o Edu não compreendeu a pergunta, apesar dela ter sido clara. No estúdio da ESPN Brasil, o PVC disse ter ficado com a impressão de que a defesa do Santos parou durante o lance, porque ouviu o apito do árbitro. Então eu perguntei ao Edu se a defesa do Santos tinha parado durante o lance, porque ouviu o apito do árbitro. Simples assim. Ocorre que jogadores e técnicos de futebol, muitas vezes, começam a responder uma pergunta antes de ouvi-la. Não houve polêmica nenhuma, não foi nada demais.

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Roberto Carlos escreve: Poderemos esperar de vocês repórteres uma cobertura diferente na próxima Copa, em comparação aos eventos anteriores, pelo fato de hoje possuirmos outras vias para recebermos as notícias, como  twitter, celulares, etc?

Resposta: Para quem usa essas ferramentas, acho que sim. Eu não tenho conta no twitter, e ainda não decidi se terei uma durante a Copa. A cobertura da Seleção Brasileira é praticamente 24/7, e meus dias serão tomados por minhas obrigações com a ESPN. Claro que atualizarei o blog com a maior frequência possível, e farei minhas colunas no jornal como sempre.

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Marcelo escreve: Quando sabem os jogadores de suas convocações (para a Copa do Mundo, por exemplo), na divulgação oficial ou são procurados pelos membros da CBF antes para serem comunicados?

Resposta: Tem de tudo. É preciso avisá-los oficialmente, e  a CBF assim o faz. Na grande maioria das vezes, quando a comunicação oficial chega, o jogador já ficou sabendo por algum familiar ou amigo. Também há casos de contatos entre a comissão técnica e um determinado jogador, em que o cara fica sabendo que será convocado.

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Lúcio escreve: André, gostaria de conhecer sua opinião sobre as brincadeiras lideradas por Robinho e a reação do Luxemburgo, dizendo que não trabalha mais no Santos.

Resposta: Escrevi sobre isso nas Notinhas de anteontem. Eu achei as brincadeiras desnecessárias, porque não é inteligente criar esse tipo de clima antes de um jogo. Provocar o adversário já fez muita gente se arrepender. Mas nem de longe achei desrespeito ou irresponsabilidade. Se o Luxemburgo não tivesse dado tanta importância, a coisa teria acabado. De qualquer maneira, sentir-se magoado é direito dele, assim como decidir que não trabalhará mais no Santos. Mas o clube, como instituição, nada tem a ver com a manifestação de alguns jogadores.

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Como sempre, muito obrigado pelas mensagens. Até o próximo sábado.

(e-mails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Eu consegui privatizar a paz mundial.”

Tony Stark, em “Homem de Ferro 2”.



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