CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Jorge escreve: Dessa vez minha questão fica sobre as implicações da vaga na Libertadores para o campeão da Sulamericana. Muito bem, a princípio já digo que sou a favor sim dessa vaga para o campeão da Sulamericana, porém, no Brasil, os clubes que disputam a Libertadores em um determinado ano têm menos chances de disputá-la novamente no ano seguinte. Os clubes que disputam a Libertadores podem voltar a ela se: 1) forem campeões da Libertadores; 2) ficarem entre os quatro primeiros do Brasileirão. E os clubes que não disputam a Libertadores podem chegar a ela, no ano seguinte, se: a) Forem campeões da Copa do Brasil; b) Forem campeões da Sulamericana; c) ficarem entre os quatro primeiros do Brasileirão. Essa chance a mais não torna a disputa pela vaga na Libertadores injusta para quem já a disputa? A solução não seria uma readaptação do calendário, sendo a disputa da Sulamericana simultânea à Libertadores e a Copa BR no segundo semestre, contando também com os times que disputaram a Libertadores? O argumento da falta de audiência que a Sulamericana teria frente à Libertadores seria contestado, já que a vaga à principal competição se tornaria um incentivo, e assemelharia-se ao modelo Champions League/Liga Europa.

Resposta: Só preciso saber onde assino. O que já ouvi algumas vezes sobre a disputa simultânea da Libertadores e da Sulamericana é que os times argentinos não aceitam isso. A grande bobagem que se fez com a Copa do Brasil foi proibir os clubes que estão na Libertadores de disputá-la. Além de tudo, desvaloriza a competição.

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Henrique escreve: Gostaria de saber sua opinião sobre o regulamento da Taça Libertadores. Eu notei que os classificados em primeiro lugar não têm muitas vantagens em termos de resultado. Por exemplo, se o São Paulo (classificado em primeiro do grupo) empatar com gols quem classifica é o time peruano. Acho que vantagem mesmo seria se os primeiros lugares pudessem jogar por dois empates ou dois resultados iguais, sendo o gol fora de casa o terceiro critério de desempate. O que você acha desse regulamento e da minha opinião?

Resposta: Não vejo problemas nesse ponto do regulamento. A questão do gol fora de casa vale para os dois times. Acho que dar mais vantagens a um clube seria exagero.

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Benjamin escreve: André, você já falou de como são definidas as vagas pra cada país pra Liga dos Campeões, mas e as eliminatórias pra Copa? Como que ficou decidido quantas seriam para cada continente? E existe alguma possibilidade de isso mudar algum dia?

Resposta: Quem decide o número de vagas para cada continente é a Fifa. O argumento é a força das seleções de cada região do mundo. Mas é claro que há um componente político nesse cenário. Para mudar, basta a Fifa achar que é importante.

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Gustavo escreve: Em uma estrutura ideal, quem deve ser o responsável por zelar pela ordem extra-campo em um clube, com poderes para estabelecer privilégios e punir os infratores? O técnico, o diretor de futebol, ambos ou nenhum dos dois?

Resposta: Depende da estrutura do clube. Normalmente, quem toma as decisões finais em questões delicadas é quem está acima do técnico. Para usar suas palavras, numa estrutura ideal, as coisas são conversadas entre todos e a decisão é comum.

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Mais uma vez, obrigado pelas mensagens. O papo continua no próximo sábado.

(e-mails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Uma coisa é questionar a história oficial. Outra é fazer falsas acusações.”

Tony Stark, em “Homem de Ferro”.



  • Pedro Valadares

    André, para brir uma vaga para a inclusão do campeão da sul-americana na Libertadores, que país vai perder uma vaga? O méxico?

    Abs!

  • Anna

    A sul-americana será muito mais atrativa com esta vaga na Libertadores. Adoro HQs. Homem de Ferro não é dos meus preferidos, mas a frase é boa e mesmo assim irei ver Homem de Ferro 2 amanhã para desestressar. Abraço, Anna

  • Ivair T. Dalmaz

    Caro Andre, com relação à vaga da Copa do Brasil, que dá direito à fase de grupos da Libertadores, entendo que deveria ser modificada. Já que dela não participam os clubes que estão disputando a Libertadores, e também participam clubes menores, de 2ª, 3ª, 4ª divisões do futebol nacional, deveria dar vaga à pré-libertadores, deixando as vagas do Brasileirão para a fase de grupos (este, tido como um dos campeonatos mais difíceis e equilibrados do mundo).
    Grato pela atenção,

  • BASILIO77

    Prefiria quando haviam apenas duas ou tres vagas para a libertadores, só para os campeões da CB e do brasileirão…ou até o vice.
    A supervalorização da libertadores transformará, se já não o fez, as competições nacionais em meros torneios classificatórios. O título pouco vale já que o interesse é apenas a classificação para a libertadores, uma competição que, em termos técnicos tem sua qualidade bem duvidosa se compararmos com o brasilerão.
    Abraço.

  • Pedro Valadares

    Assino embaixo o que o Basilio 77 falou! Há vagas demais, times demais e times do México!

    Qual a vantagem para a Comebol em ter times do terceiro escalão do México e que muitas vezes jogam a Libertadores com times reservas? Desvoloriza a competição!

  • Rubinelson

    tb sou contra os mexicanos, gostaria muito de saber a opiniao do André Kfouri.

  • Lucas

    Futebol brasileiro é escola de malandragem. Acabei de assistir ao primeiro tempo da final do Campeonato Paulista 2010, onde o “time da mídia” é o Santos FC. O Santo André apresenta a maior demonstração de disciplina tática dos últimos anos. O Santo André, do técnico Sérgio Soares sobrou em campo. Mostrou aplicação, concentração, velocidade, habilidade e garra. A molecada maloqueira do Santos, cujo destaque é o tal de Neymar, mostrou maloqueragem e já fazia festa antes de entrar em campo. Um gol mal anulado pela tal de Maria Elisa está fazendo a diferença na decisão. O tal de Sálvio Spínola, juiz “bm”, escalado pelo Coronel Marinho, validou a anulação. Neymar, que está a anos luz de ser um Pelé, covardemente, meteu a mão na cara de um dos zagueiros do time do ABC. Está se especializando em ludibriar, enganar o próximo. Será que o procurador Paulo Schimidt viu o lance? Uma arbitragem burocrata garante até agora, o título da maloqueragem. Esperar o quê, no país do jeitinho? Aqui presidente da República que deveria ser de todos os brasileiros demonstra clara preferência por um time (não me interessa se é o dele) na véspera de uma importante decisão! No País do jeitinho, o Poder Paralelo nasce na maloqueragem ou no morro?

  • Marcos Vinícius

    A frase de “Homem de Ferro” se encaixa perfeitamente a tudo que aconteceu na França em 98.

  • Mauro Domingos

    AK, ja viu Homem de Ferro 2? Recomendo, mas assista antes O Incrível Hulk… Mas assista até as ultimas cenas após os créditos….

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