CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Eduardo escreve: A Conmebol muda seguidamente o regulamento da Libertadores e fiquei na dúvida se há possibilidade de uma final entre brasileiros na edição de 2010. Exemplificando: estão do mesmo lado da chave São Paulo, Cruzeiro e Inter, enquanto do outro lado Corinthians e Flamengo se enfrentam já nas oitavas. Se 4 brasileiros chegarem às quartas, haverá alteração da tabela para que todos se enfrentem, garantindo então a semifinal de brasileiros? Ou a obrigatoriedade de enfrentamento de 2 times do mesmo país só ocorre na semifinal, abrindo a possibilidade de haver uma final brasileira se 3 dos times classificados alcancem a semifinal?

Resposta: O regulamento da Libertadores prevê, desde 2007, o cruzamento entre times do mesmo país nas semifinais. Em 2010, por causa da participação de cinco times mexicanos no torneio, um item foi incluído no regulamento obrigando o enfrentamento entre times desse país, se 3 ou mais chegassem às quartas de final. A medida tinha o objetivo de impedir uma final mexicana e, consequentemente, a ausência de um representante da América do Sul no Mundial de Clubes. Valia apenas para clubes do México, e não vale mais pois só há dois times mexicanos na disputa. Dessa forma, se três times brasileiros alcançarem as semifinais, mesmo com o cruzamento obrigatório, poderá acontecer uma final brasileira.

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Sidney escreve: Estava assistindo aos lances polêmicos de Cruzeiro e Ipatinga e fiquei com uma dúvida no lance do pênalti cometido pelo Fábio, não dado pelo árbitro. Ele comete o pênalti sendo o último homem, porém ele claramente não foi para matar a jogada, apenas chegou atrasado. Sendo assim, se o árbitro marcasse a penalidade mesmo a falta sendo “sem querer” o Fábio deveria ser expulso ou entra a questão da interpretação sobre a intenção de matar a jogada? A regra cita algo sobre essa situação?

Resposta: A regra do futebol não fala, nem nunca falou, sobre “último homem”. O que está na regra, em linguagem simples, é a expulsão de um jogador que comete falta e evita uma jogada clara de gol. Se a falta foi cometida com ou sem intenção, é uma questão subjetiva que não deve ser levada em conta num lance como esse. No caso citado por você, o pênalti deveria ter sido marcado e o Fábio, expulso.

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Renato escreve: Qual o critério que foi utilizado para que os dois times do México entrem na próxima fase da Libertadores como o quinto e sexto melhores segundos colocados?

Resposta: Chivas Guadalajara e San Luis, foram definidos (respectivamente) como décimo-terceiro e décimo-quarto colocados, no emparceiramento das oitavas de final na Libertadores 2010. Essas eram as posições que os clubes ocupariam nas oitavas do torneio de 2009, se não houvesse o problema da gripe suína.

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Marcelo escreve: André, como se explica a proeza do Barcelona em “sobreviver” sem patrocínio, visto que não recebe nada do Unicef e até doa algum dinheiro? Isto vai contra a realidade atual do futebol mundial. A venda de camisetas, renda do estádio e negociações de jogadores são as principais fontes de renda? Isto seria viável a outras equipes?

Resposta: Além das fontes que você citou, tem o dinheiro da televisão e o “financiamento” dos sócios do Barcelona, que são cerca de 165 mil (17% estão fora da Espanha). Cada sócio paga 150 euros por ano para o clube. O Barcelona dá aula de exploração de marca no futebol mundial. E sim, isso é absolutamente viável a outros clubes. O Internacional, por exemplo, tem cerca de 100 mil sócios e fatura alto com eles e mais a exploração comercial do Beira-Rio.

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Como sempre, obrigado pelas mensagens. A conversa volta na semana que vem.

(e-mails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“O que você pensa que somos? Gangsters?”

Lenny Cole, em “RocknRolla”.

(sugestão do blogonauta Rodrigo. Obrigado!)



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