COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

QUER PAGAR QUANTO?

A cena aconteceu na semana passada, no Engenhão. O repórter Cícero Mello, da ESPN Brasil, abordou uma torcedora que tinha acabado de entrar no estádio, pagando meia entrada. Seguiu-se o diálogo:

– Você é estudante?
– Ahã…
– Faz o quê?
– Eu faço faculdade.
– De quê?
– De… ai meu Deus… esqueci agora, no momento.
– Não sabe qual faculdade você faz?
– É de… ai, estou nervosa…

É sério. A conversa está gravada e foi ao ar. Deve irritar ainda mais o torcedor que paga ingresso com “preço cheio”. E acha caro. Pois só é assim porque tem muita gente pagando metade. Se não houvesse estudantes falsos, e carteiras de estudantes falsas, o ingresso seria mais barato.

O futebol brasileiro já tem problemas demais para se envolver com a fiscalização da máfia da meia entrada, eu sei. Talvez, então, esteja na hora de discutir a meia entrada no futebol. Um dos objetivos da carteirinha é garantir ao estudante o acesso facilitado a experiências que enriqueçam sua formação, eventos classificados como “culturais”. O aluno, bolso geralmente liso, paga metade do preço do ingresso para ver uma peça de teatro, um filme, um concerto. Ninguém pode ser contra, pode? Claro que não. O problema começa na distorção que transforma o documento num instrumento financeiro, não educacional. Qualquer estudante paga meia em qualquer evento. Basta um desvio mínimo de princípios para que se queira, e se consiga facilmente, ter uma.

É evidente que, no grande esquema das coisas, o futebol é expressão cultural. Mas ir a um jogo de futebol todas as quartas, quintas, sábados e domingos não é (repetindo: NÃO É) uma experiência “cultural”, não agrega nada à formação intelectual de alguém.

Ao mesmo tempo, é claro que o adolescente durango, que não tem um gato para puxar pelo rabo, precisa do incentivo. Mas o cara que pode pagar a pós-graduação na universidade particular, não.

O impacto da meia entrada no preço do ingresso do futebol é considerável, mas é tímido perto do chamado “público fantasma”, aquele que aparece no estádio mas some da renda. Nesse campo, o Campeonato Estadual do Rio de Janeiro tem mostrado números interessantes. Não é raro o público não pagante corresponder a cerca de 30% (sim, TRINTA por cento) do público total.

Estimulada por um leitor carioca, a coluna foi olhar os borderôs dos clássicos do último domingo, no Maracanã e no Pacaembu:

Corinthians x São Paulo
Público total: 24.557
Pagante: 23.372 (95,17%)
Não pagante: 1.185 (4,82%)

Vasco x Fluminense
Público total: 17.489
Pagante: 13.096 (74,89%)
Não pagante: 4.393 (25.11%)

No Pacaembu, para cada 19,7 pagantes, um entrou de graça. No Maracanã, houve uma gratuidade para cada 2,98 torcedores pagantes. É difícil de entender. E não fica mais fácil quando se examina os números das gratuidades: 1693 ingressos “por força de lei”, e mais 1000 cadeiras comuns, 1500 cadeiras especiais e 200 arquibancadas “por força de convênio”. Detalhe: a cadeira especial é o ingresso mais caro do Maracanã, custa R$150,00. Mil e quinhentos felizardos (que não são os pracinhas da FEB, os idosos e as crianças, esses são contemplados pela lei) sentaram ali, na faixa.

Quem paga, e paga inteira, é trouxa.



  • Tarik

    André , a Espn vai transmitir o clássico espanhol entre os gigantes Barca e Real ? Voce vai acompanhar in loco a partida ? O que pode dizer sobre o assunto , já que na espn nao vi muitas informacoes

    Abracos
    Espero sua resposta , se for possível .

  • Rejane

    Esse jeitinho brasileiro é que irrita! É por isso que nos cinemas da minha cidade além de exigir a carteirinha exige o comprovante de matrícula da instituição na qual o estudante está matriculado! Acho que deveria haver um sistema de informação na qual identificasse na hora do pagamento de meia entrada que a carteira de estudante pertence realmente ao estudante que está matriculado numa instituição de ensino! Assim descobriria com mais eficácia os falsos estudantes!

    André, Feliz Páscoa para você e toda a sua família!

  • Marcos Vinícius

    Vamos estabelecer o seguinte:

    Paulistas não são mais escrupulosos que cariocas,goianos,baianos, e a recíproca é verdadeira.Existe carteirinha de estudante falsa no Rio?Cara,e como!Mas também em São Paulo,na Bahia,no Amapá,no Acre e em todos os estados do nosso Brasil.

    Então pq a fórmula de São Paulo dá certo?Pq existe um número tão baixo de gratuidades em SP e alto no Rio?O critério não é o mesmo?

  • Luigi Ferrarese

    Não é pra dizer que não exista farra no Maracanã, mas há que se fazer ressalvas. Quando se contabiliza como gratuidades as tais 1500 cadeiras especiais e 1000 cadeiras comuns, há no mínimo uma incorreção. À época em que o estádio foi construído, o poder público precisava arrecadar fundos. Para tal, vendeu assentos perpétuos nos dois setores. São patrimônios que permitem acesso a qualquer evento no estádio, desde partidas de futebol até a visita do Papa. O mesmo vale para os camarotes, criados há poucos anos. Os donos de todos esses tipos de lugares pagam adquiri-los e também uma anuidade. Portanto, estão longe de serem gratuidades.

    Sobre a meia entrada, é difícil saber se antes aumentaram os preços ou começaram a fazer meias entradas – não estou defendendo quem faz isso, é crime de falsidade ideológica.

    AK: Se esses lugares não são gratuidades, não deveriam aparecer como gratuidades no borderô. Um abraço.

  • Tarik

    André , vai passar Real vs barca na Espn ?
    Preciso muito saber , e voce é um cara que sempre está respondendo as perguntas .. dae gostaria de sabe ?
    Abraco André

    AK: O jogo não será transmitido pela ESPN. Um abraço.

  • Eduardo Pieroni

    Boa André, È TROUXA que vai a campo de futebol, 2 vezes e meia que você for em um mês paga-se a mensalidade de um a TV a CABO acho que é muito + muito mais vantagem,fora os fora a comodidade que é ir a um estadio : cadeira estofada,lugares conforme o ingresso,não tem nonguem cobrando para guardar o seu caro, fora as lutas de boce que voce ve antes isto é se não participar de alguma .

  • Eduardo Pieroni

    aonde se le: nonguem – ninguem boce boxe desculpa ai viu é a pressa

  • Ricardo Pradas

    André,
    Dentro do mesmo conceito, de estudante liso poder ampliar sua “bagagem cultural”. que tal limitar aos estudantes em curso de formação? Está lotado profissionais que pagam milhares de reais por um MBA, Doutorado, Mestrado e que tiram a carteirinha de estudante para pagar meia….
    Este sim é um desvio da idéia inicial da legislação tão ruim como que falsifica, pois as vezes o falsário nem tem mesmo como pagar (não que seja certo, é errado, que fique claro) mas estes estudantes de pós graduação, é uma tremenda distorção da lei, não acha?

    AK: Como está escrito no texto, acho. Um abraço.

  • João Daniel

    Bom dia..
    Ricardo e AK, se me permitem discordar, nao creio q o problema seja os alunos de pós. Como o texo mesmo diz, a carteirinha não é feita para economizar, mas sim para “agregar culturalmente”. (não vou entrar no mérito se futebol é isso ou não. Eu por exemplo, preferia ir assistir um jogo a ir ao cinema. mas se for entrar nesse mérito distorce bastante. e tb como sou de brasília, prefiro ir ao cinema ao invés de assistir um jogo do Gama ou Brasiliense)
    O problema está no velho e conhecido “jeitinho brasileiro” q faz d tudo pra se dar bem. Pegar um cartucho do trabalho para usar em casa, faz ‘gato’ d TV a cabo e ainda se orgulha disso, e pro ai vai… na politica ta cheio d genet assim, e ainda votamos neles, entao pq temos q ser diferentes?!?
    O correto era prender quem faz isso, mas ninguem faz, afinal d contas a justiça não prende nem bandido “de verdade”.
    Com todo respeito, o problema está muito além de restringir tudo, afinal eu sou estudante, estou na 2a faculdade e faço as coisas certas, entao nao posso pagar por aqueles q corrompem.

    Grande abraço, e parabéns pelo trabalho no blog e na ESPN, AK.

    AK: “não vou entrar no mérito se futebol é isso ou não”. Aí é que está. É preciso entrar no mérito. Obrigado e um abraço.

  • Marcel Souza

    André, você expressou exatamente o que eu sinto: é trouxa quem paga inteira em qualquer desses eventos.

    Eu acho que já passou da hora das regras serem revistas. O meu único medo é que os preços já estajam majorados por conta da desculpa da meia-entrada, e não abaixem de jeito nenhum. No caso do futebol a gente nem vai poder dizer que a demanda vai diminuir, porque os estádios não vivem cheios mesmo…

  • Pedro Valadares

    André, não que eu seja a favor de quem faz carteirinhas falsas, mas eu te pergunto, a máfia das carteirinhas cresceu porque os preços são altos ou os os preços são altos por causa da máfia das carteirinhas?

    Antes de qualquer coisa, quero dizer que concordo com tudo o que você disse na coluna.

    Abs!

  • João Daniel

    Bem, AK. qnd disse isso é pra não generalizar.
    Pq, por exemplo, assistir um jogo de futebol não agrega culturalmente, mas assistir Avatar o faz?? (só como exemplo. eu gostei do filme).
    E sabendo como as coisas são por aqui, se proibissem isso, o preço subiria, mas alegariam algum outro motivo. Vale ressaltar tb q aqui em bsb (não sei se isso vale em outros estados), foi aprovado pelo então governador Arruda a isenção de pgto de passagens de onibus para estudantes. (Sim!! É ABSURDO!!)
    Creio q o problema não é quem usa carteirinha de estudante, mas como diabos alguem que NÃO é estudante consegue uma carteirinha..

    Abçs

    AK: “Pq, por exemplo, assistir um jogo de futebol não agrega culturalmente, mas assistir Avatar o faz??”. Não escrevi que “assistir a um jogo de futebol” não agrega culturalmente. Escrevi que usar a carteirinha de estudante para ir a estádios de futebol frequentemente é uma distorção da razão de ser do benefício. Quanto ao cinema, acho que existe uma clara diferença, que pode até não se aplicar a “Avatar”. A questão é que não se pode associar a meia entrada a um determinado tipo de filme. Um abraço.

  • Custodio Neto

    AK,

    oportuna esta sua coluna.

    há sites na internet com programas que geram boletos.

    eu me nego a usar carteira de estudante falsa.

    e sofro com isto pois, por saberem da fraude, a organização coloca os valores dos ingressos para adulto (de todos os eventos e não somente do futebol) num valor muito alto, correspondente ao dobro daquele que seria o valor razoável para na prática, a meia-entrada corresponder o valor de uma inteira.

    ontem mesmo fui ao show do Guns and Roses aqui no RJ.

    2 pistas, a simples e a premium.

    a simples, R$ 180,00.

    a premium, R$ 350,00.

    quase que 90% das pessoas da pista premium entraram com meia-entrada.

    e eu fiquei na pista simples pagando o mesmo valor da maioria daqueles que ficaram na pista premium.

    para mudar este quadro, falta honestidade, fiscalização.

    e enquanto isto faltar, realmente, a sensação clara que tenho é que sou trouxa. rsrsrs

  • Rodrigo

    Boa tarde Andre,
    Muito bom seu comentario a respeito da situacao das carteirinhas de estudante, principalmente quando eles deixam de ser um instrumento para estudantes e se tornam um meio facilitador de acesso a qualquer pessoa.
    Quanto a segmentacao, é natural que aqueles que podem pagar uma Pós-Graduacao numa Universidade particular nao necessariamente precisam deste incentivo, porem, se a carteirinha é para estudantes, os mesmo tambem o sao, o que nao me faz concordar que isso seria um desvio da Lei.
    Grande abraco!!!!

  • Daniel

    André, eu não confio em dirigentes, e acabar com a meia entrada não vai automaticamente reduzir o preço do ingresso. É ilusão acreditar nisso, porque esse argumento é só um subterfúgio para, mais uma vez, explorar o torcedor. Outra coisa: os ingressos estão a preços abusivos realmente. Aqui em Goiás, “reformaram o Serra Dourada” e os times tiveram q jogar em seus acanhados estádios, que não tem cobertura nas arquibancadas, são antigos e não oferecem o menor conforto. Sabe o módico preço cobrado? 20 reais jogo normal e 30 reais clássico!! O presidente do Goiás justificou o preço dizendo q ninguem reclama de pagar 100 reais num show do Zezé de Camargo e Luciano e então não deveria reclamar de pagar 40 num jogo, ainda mais q são 22 artistas em campo. É um cara de pau, para não dizer mais coisa!

  • Alexandre

    Seria mais prático, mais efetivo e mais socialmente justo, se a meia entrada fosse aplicada não para os estudantes, mas para todos os menores de 21 anos, pois há muitos jovens pobres que já abandonaram os estudos em favor do trabalho que não têm o direito, enquanto há muito marmanjo na casa dos 30 desfrutando do mesmo. Isso sem falar nas (muitas) fraudes…

  • Mônica

    Olá, André! Sobre a “máfia da meia entrada”, a coisa vai mais fundo. Estava me lembrando aqui que por duas vezes fui assistir a jogos do São Paulo (um no Canindé e outro no Morumbi) e cheguei meio que em cima da hora. Daí tinha uns cambistas muito camaradas vendendo ingressos pelo preço de bilheteria. Achei muito bacana e comprei. Só depois que vi que eu tinha comprado MEIA ENTRADAS pelo preço de inteiras. Agora. como tanta meia entrada foi parar nas mãos dos cambistas??? (pergunta idiota, né?) Só sei que dei sorte de não me barrarem na porta. E só para reforçar: não fui dar o golpe e me passar por estudante; queria comprar inteira mesmo.

  • Buba

    Caro Andre Kfouri,
    Parabens pelo percurso profissional e pela maneira jovem e objetiva que trata os assuntos.
    Nao pude me calar em face do artigo “quer pagar quanto?”
    Quem paga o bilhete inteiro nao pode ser chamado de trouxa! Seria uma inversao de valores.
    Quem paga o preco e honesto, e sinceramente, nada mais barato que pagar mais caro e ter a consciencia tranquila e ser um bom cidadao (o que nao tem preco).
    Trouxa e aquele que falsifica a carteira de estudante para se dar bem, prejudicando toda a sociedade, inclusive a ele proprio, pela propagacao da corrupcao. Este trouxa deve ser punido com trabalhos comunitarios.
    Aquele que fabrica as carteiras falsificadas e ganha a vida com isso e um criminoso e deveria ser preso.
    Obrigado

    AK: Você não percebeu a ironia no final do texto? Um abraço.

  • Iuri Lapsky

    Caro André, se me permite gostaria de dar meu pitaco neste assunto deveras interessante.
    Esse assunto da “gratuidade” precisa urgente entrar em pauta, mas de forma mais abrangente, pois acho que o que nos leva a todas essas mazelas é a “pobreza” de um povo que só pode gerar lideres e legisladores tão “pobre” o quanto.
    Senão vejamos, para todo e qualquer problema que apareça ou se crie, La vêm os gênios e nos empurram alguma lei goela abaixo e está resolvido o problema. Não se dão ao trabalho de verificar o mínimo de razoabilidade e muito menos a constitucionalidade da mesma, nem eles nem nós, diga-se de passagem.
    Só existe um, um único, principio que nortea uma Republica: a isonomia, ou seja, todos são iguais perante a lei, fora dele não existe republica, e este principio está em nossa constituição, meio escondido, embrulhado em outros preceitos, mas está lá.
    Tem outro artigo em nossa constituição que diz que: qualquer beneficio por força de lei, nela deverá constar como e quem proverá os recursos.
    Pode até parecer que pretendo ir longe demais, mas vamos analisar o que esses dois aspectos tem a ver com a tal “gratuidade’.
    Falando da minha cidade, Curitiba, aqui nossos geniais vereadores costumam criar leis fantásticas de “justiça social”, como por exemplo, a gratuidade no transporte coletivo para crianças, idosos, carteiros, policiais, funcionários da justiça, da empresa que gerencia o transporte, etc., etc., e aí vai. Bem quanto à gratuidade em si não tenho nada contra, mas então onde está o problema?
    No desrespeito aos dois conceitos constitucionais acima relacionados. Nenhum dos benefícios acima concedidos por nossos vereadores, diz no texto da lei que os criou, quem PROVERÁ os recursos!
    Sabem por quê? É simples, pois se fizerem isso terão que dizer que quem PAGARÁ, OU PAGA, a conta, é o usuário do transporte coletivo! Sim senhores, quem paga a conta de forma DIRETA é o coitado do TRABALHADOR ou DESEMPREGADO através da tarifa, pois não existe subsidio algum para tal fim. E o pior, ele nem sabe disso, nem tampouco perguntaram a ele.
    Bem, mas se dissessem no texto da lei que quem paga é o infeliz do trabalhador?
    Bem, aí foi para o espaço o principio maior da republica, a isonomia! Não diz a constituição que todos deveriam ser iguais perante a lei?
    Não sei se que eu disse, ou tentei dizer, ajuda ou mais atrapalha, mas, para me explicar melhor gostaria de dizer o seguinte:

    NÃO EXISTE NADA GRATIS, POIS ALGUÉM PAGA A CONTA.

    Quem promove espetáculos de qualquer natureza, musical, teatral ou esportivo geralmente são empresas capitalista, que fazem um calculo racional de quanto vão ganhar com o evento, pois só assim sobrevive quaquel empresa capitalista, então, se tiverem que dar DESCONTO por força de lei para uma parcela de seu público como fecharão a conta com lucro?

    Simples como dois mais dois são quatro. Alguém pagará a diferença. Adivinha quem?

    É só pensarmos nesses doi preceitos constitucionais e perceber que todas as gratuidades não obedecem nenhum deles em qualquer canto deste país, mas isso tem um motivo: NÓS NUNCA PARAMOS PARA PENSAR EM QUEM PAGA A CONTA.
    Em resumo, toda “gratuidade” neste país é covarde! Mas, porque também somos covardes e cegos!
    Abços,

    AK: O caso das gratuidades no Maracanã é ainda mais perverso. São os clubes que PAGAM por ingressos que deixam de entrar na renda do jogo. Na final da última Taça Guanabara, R$ 100 mil foram descontados da renda, em nome das gratuidades. Está no borderô do jogo, é só consultar. Um abraço.

  • alfredo

    Ak. Na verdade, a meia-entrada é o valor justo. Em tudo. As pizzarias aqui de porto alegre fazem promoçoes na venda das pizzas. Voce apresenta seu cartao da vivo ou claro, e ganha 50% de desconto. Voce apresenta cartao de socio do gremio ou inter, idem. Voce apresenta cartao do clube da zero hora, idem. Voce apresenta cartao dos cursinhos de vestibular, idem. Estudante: idem. SO TROUXA PAGA O EXTORSIVO VALOR INTEIRO? na verdade, o meio é o inteiro. e poucos pagam o dobro do ja caro valor que seria o normal.

    Isso é em tudo. Liquidacao com 50% de desconto? me faz rir: aumentao 70%, baixam 50 e pronto. È o jeitinho……………………….

  • Ricardo

    Oi,

    Ótimo post! Mais do que na hora de abordar esse tema!

    Só como exemplo, na Alemanha a 1/2 é pra jovens (normalmente até 25 anos) em varios tipos de serviço; isso faz sentido e estimula o jovem em começo de carreira ou estudante.

    Aqui essa lei perdeu o sentido do passado (estimular o estudo); hj quem nao estuda é pq nao pode (precisa trabalhar) e é penalizado por isso. Alem do sistema permitir todas essas mutretas.

  • Gustavo

    André, muito obrigado por me salvar pelo menos 50,00.

    Estava pronto para ir ao Morumbi e procurar ingressos para assistir SPFCxSFC nest domingo quando entrei no seu blog. Não vou a um estádio desde 2006 pois estava morando fora do país e achei esta partida ideal para voltar à ativa. Mas pelo desconforto que vou ter, o risco de ver meu time ser massacrado (sou tricolor) e ainda pagar uma inteira, sendo que muita gente pagar metade, sendo que não deveria??? Vou ficar em frente a TV mesmo e gastar estes (novamente, PELO MENOS) 50,00 com algo realmente cultural.
    Abs,

    BTW: Yankees suck!

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