APENAS UM EXERCÍCIO



Sem julgamentos, moralismos, acusações.

Mesmo porque o problema é muito maior.

Mas pense num jogador de futebol imitando um pistoleiro ao comemorar um gol.

Bom humor para uns.

Mau exemplo para outros.

Agora acrescente uma informação à cena.

Pense que esse jogador é Vagner Love.

Como fica?

ATUALIZAÇÃO, quinta-feira 18/03, 08h20 – Apesar do grau baixo de dificuldade, houve quem não entendesse o exercício proposto.

Então aí vai o gabarito:

Há tempos, neste blog, discuto as “comemorações bélicas” que vemos pelo Brasil afora.

Sustento que são mau exemplo, que a escolha deveria ser melhor.

Muita gente não concorda comigo, o que é bom, é seguimos conversando.

Vagner Love, o jogador citado, costuma comemorar gols assim. Na semana passada, ele foi flagrado pelo “Fantástico” sendo escoltado por homens armados na favela da Rocinha.

Por isso voltei ao assunto.

Não chamei ninguém de bandido, nem de cúmplice de bandido.

Só acho que o mau exemplo está mais do que claro.

Espero que o exercício também esteja.



  • Beto

    Concordo há tempos com a sua percepção sobre esse tipo de comemoração.

    Espero que agora os nobres futebolistas percebam que esse tipo de comemoração não leva a lugar nenhum…

  • Eduardo Pieroni

    Só não vê quem não quer,Cara ninguém mais sabe quem é quem ,como dizia Raul Seixas parem o mundo que eu quero descer.

  • Gabriel

    É.. e pensar que esse cara, , foi embora de SP por falar que tinha medo de andar na rua Turiassú.. Lamentável..

  • Danilo Xis

    André Kfouri MITOLO….

    Sensacional essa sacada, agora imagina ele e o Adriano comemorando assim….

    Em vez de Império do Amor será o Império das Armas…

    haushaushuash

    Abs

  • Lippi

    Ah, tem cara que beija a aliança pra homenagear a mulher, cara que faz o berço do Bebeto pra homenagear os filhos…. Nesse caso ele só estaria homenageando os melhores amigos, coisa normal

    (Qual é mesmo o símbolo para indicar ironia numa frase?)

  • Leonardo atleticano

    André, acho que o pior de toda a história, é que os caras continuam la no morro, carregando suas armas, matando e traficando e não são incomodados, o Estado está paralizado, e quer mostrar serviço atormentando jogador de futebol, esses caras são frutos do meio, enquanto a sociedade for assim, a coisa vai piorar cada vez mais. ontem aqui em BH , foi mostrado num tele-jornal a turma se drogando a poucos metros de uma delegacia, estamos caminhando a passos largos para a depravação total e não atacamos a base do problema, ficamos sempre dando uma de indignados, como se isso não fosse rotina em nosso País, vamos acordar Estado, vamos acordar população.

    AK: O problema é nosso, de todos. Um abraço.

  • Não abandonar suas origens é uma coisa… ser escoltado por uma trupe armada ou dar uma moto p/ parentes do narcotráfico é outra BEM diferente…

    Sem querer ser O pessimista mas, imagine SE Vagner sofre qualquer retaliação de um grupo rival daquele que escoltou o jogador no tal Baile Funk?

    Desculpe Love, isso não é “ação social” (como o próprio disse, em entrevista)… os fins não justificam os meios…

  • Danilo Otoni

    Se você fosse jornalista e trabalhasse junto com João Saldanha, numa hora dessa já estava sendo chacoteado há muito tempo. Falso moralismo barato que não resolve nada, pelo contrário. Aposto que você nunca chegou para um jogador de pele escura e disse: – chega aqui, negão, vamos fazer uma entrevista? E aposto que acha isto que acabei de escrever um preconceito sem tamanho…

    AK: Se você soubesse ler e pudesse compreender as primeiras frases do post, não escreveria tanta bobagem. E se tivesse lido o que eu (que sou jornalista e infelizmente não conheci João Saldanha) já escrevi sobre esse tema, teria vergonha de voltar aqui. Fora a confusão de misturar raça com violência, uma perda de tempo absoluta. Não, nunca chamei ninguém de “negão”, nem os colegas negros com quem trabalho há muitos anos. Mas calma, a culpa não é totalmente sua, é do nosso precário sistema educacional. Em todo o caso, tente voltar para a escola. Um abraço.

  • Leonardo Barbosa

    Apesar de acompanhar sempre o blog hoje não posso deixar de comentar.

    PERFEITA OBSERVAÇÃO… usarei suas palavras na roda com os amigos…

    Afinal, homenagem com frase em camiseta saiu de moda…

    Abs

  • Paulo

    Pura balela! Tão fazendo de tudo para desestabilizar o “Império do Amor”… É o único ataque brasileiro que pode fazer minguar o sonho, a quase obsessão de uma conquista de Libertadores corintiana neste ano que mistura o Centenário do Alvinegro e Eleições Presidenciais! Não tem nada a ver… Artilheiro é outro nome para goleador! Jogador goleador sempre foi chamado de artilheiro! É patrulhamento sem vergonha! Gesto de jogador é pantomima, alegoria, brincadeira, banalização! E o tal de Christian que num São Paulo e Corinthians fez um jesto feio para toda uma torcida e depois foi cínico e maloqueiro ao ponto de dizer que era o “V” da vitória… Vamos parar com este patrulhamento cínico, por favor!

    AK: Vamos ler o que está escrito, por favor! E não vamos misturar alhos com bugalhos, por favor! Se você não se incomoda com esse tipo de mau exemplo, fique à vontade. Um abraço.

  • alessandro

    sabe o que é pior? É quando narrador quer dar uma de sabichão e solta perolas, do tipo , igual ta aqui em minas . tatatatatatatardeli neles(imitando uma metralhadora) ai quando alguem faz comparações igual a sua aparece um monte de babaca protegendo esses péssimos exemplos. é por isso que sou a favor de voltar a censura ( em alguns casos) ex; acabvar com novelas, diminuir nos jornais cenas de violencia e por ai vai. um abraço e saudações cruzeirenses

    AK: Cara, censura seria ainda pior. Um abraço.

  • Paulo

    Olha o PATRULHAMENTO contra o Império do Amor… Único time capaz de aprontar em cima do Todo Poderoso Timão em ano de Eleições Presidenciais e Centenário do time do Lula, que é dirigido pelo petista Andres Sanchez! No futebol, goleador é chamado de artilheiro faz tempo! É bom saber que gesto de jogador atualmente também passa por censura! E da imprensa dita especializada! Tudo babaquice!

    AK: Quanta confusão… um abraço.

  • Rubão

    Ainda estou tentando entender o que o Danilo quis dizer em seu comentário…

  • Eduardo Pieroni

    O PESSOAL do império do amor ! O que vocês estão tomando,estão ficando alterados é só um exercicio .

  • Danilo Otoni

    Se você soubesse ler e pudesse compreender o que escrevi, não responderia tanta bobagem. E eu te acompanho há muito tempo e li o que você (que é jornalista e infelizmente não conheceu João Saldanha) já escreveu sobre esse tema (sinceramente, não entendi a vergonha de voltar aqui). E não me confundi ao misturar raça com violência, fiz apenas uma alusão ao politicamente correto que você defende, desde o primeiro tópico sobre este tema. E quanto ao nosso precário sistema educacional, fizemos parte dele eu e você, pois um jornalista tão bom ao meu ponto de vista não precisa ser tão agressivo quando se lida com quem é contrário à sua opinião. Perdoe-me se agi com verocidade nas letras, mas a comemoração de um gol deve ser feita do jeito que o “artilheiro” quiser – imitando um artilheiro ou socando o ar. Abraços! E vou tentar nunca mais voltar aqui.

    AK: Mais problemas de compreensão, que pena. Não defendo o politicamente correto. E não acho que esse tipo de comemoração deva ser proibido. Ela não deveria nem passar pela cabeça de alguém. Principalmente alguém que é fotografado com fuzis ao seu redor. Sobre a minha resposta: o tom foi o mesmo do seu comentário. Se voltar, volte sabendo que é assim que funciona. Um abraço.

  • Edouard Dardenne

    Perdão pelo óbvio. Mas acho que você paga um caro preço por ter como colegas pessoas que, realmente, dão certas notícias apenas com o intuito de incendiar o ambiente.
    Tem gente que se diz jornalista e muda (distorce) o tom de declarações dadas pelos jogadores ou que assume um tom crítico apenas porque isso rende audiência, mais gente acessando sites, mais jornais vendidos, etc..
    Aí, a fama desses maus profissionais acaba contaminando a opinião de quem pretendeu, de verdade, ser imparcial e sincero.
    Você tem a sua opinião, clara desde há muito, sobre as comemorações com referências à violência. E é natural que invoque as relações dos atacantes do Flamengo com pessoas armadas para fortalecer seu argumento.
    O problema é que o mau caratismo de alguns faz com que certos torcedores não consigam apenas discordar. Eles precisam ver má fé na sua opinião, ver um intuito de demonizar o time para o qual torcem.
    Eu acho que adoraria ser jornalista – esportivo ou não – 90% do tempo. Mas nessas horas…
    Um abraço.

    AK: Você tem absoluta razão. Mas não é só o mau caratismo de alguns. O outro lado, propositalmente ou por incapacidade, também tem culpa. Um abraço.

  • Leandro Azevedo

    Acho que para esses jogadores que cresceram com essa realidade ao seu redor, eh muito mais prudente (e facil) comemorar com gestos que agradam a uma “forca superior” (se eh que me entende) do que agradar ou ter o bom senso de apenas comemorar… hoje em dia isso eh tudo muito ensaiado e premeditadoe quem sabe ate forcado neles por aqueles que os redeiam, o que eh dificil de compreender se nao vivemos essa realidade, se eh que eh assim mesmo.

    Os jogadores do Santos tem as dancinhas ensaiadas (sem nenhuma intencao de comparar os gestos, apenas o gesto premeditado), enquanto outros tem a metralhadora em mente antes mesmo de entrar em campo.

    Abraco

  • Luiz

    André, acho que o cara mereceu ouvir (ou ler) tudo aquilo, mas vc não precisa se rebaixar ao nível dele. Acho que vc tá acima disso, não precisa seguir a linha do “bateu, levou”. Mas é a minha opinião, o blog é seu. Sobre o tema, acho antes dessa situação era rídicula a idéia de comemorar dando tiros, depois dessa situação seria algo que poderia até afetar a imagem dele. Eu até entendo o que o Danilo quis dizer sobre o politicamente correto, mas no sentido de que para a grande maioria antes não teria problema, e agora teria. O que não é o seu caso, já que vc tinha uma posição e manteve esta posição. E é exatamente por vc já ter esta posição a muito tempo que eu duvido muito que seria motivo de chacota do João Saldanha, já que vc não foi em nenhuma “onda”, ou algo do tipo… Ele era um cara inteligente, diferente de uns por aí…

  • Andre Luis

    Sem falso moralismo, como você mesmo disse, vou continuar achando que não é o fim do mundo.
    Mas é aquela história: uma imagem vale mais que mil palavras.

    ps: o Chelsea não jogou nada ontem, mais uma temporada de frustração.
    SRN

  • Eduardo Pieroni

    André, para finalizar o exercício é melhor na acadêmia !

    abraços

  • rodrigo j.

    queria ver ser algum daqueles traficantes que protegiam o love matasse a mae ou o pai de algum desses que o defende….

    queria ver se o chefe do trafico que recebeu uma moto do adriano pegasse essa moto e saisse atirando, e matasse a mae de alguem daqui…

    Falso moralismo sao os dos torcedores cegos que defendem os jogadores do seu time a todo custo…acordem pra vida!

  • Marcos Vinícius

    Rapaz,antes de mais nada deixa eu dizer o que penso a respeito do assunto proposto:

    Acho que banalizar o fato,como alguns fazem,dizendo que “é um direito do cara”,ou que “não tem nada demais nisso”,é um pouco demais.Quer queira quer não,eles são ídolos de uma safra que formarão o nosso país amanhã,e,por isso,talvez possam ser influenciados,de alguma forma,por esse gesto,pois tendem a imitá-lo.

    Especificamente no caso do Vágner Love,esse assunto deu repercurssão.As cenas do rapaz na Rocinha pegaram mal,embora ele,nos momentos de folga,possa freqüentar a Rocinha,o Vidigal,a Vila Cruzeiro,a casa da minha sogra,enfim,a vida e o tempo são dele,e ele faz o que bem entender dos mesmos.Mas antes de ele vestir a camisa do Flamengo vestia a do Palmeiras,e a repercussão de suas comemorações(sim,pois ele comemorou muitos dos seus gols “atirando”) não era a mesma.Claro que,depois desse episódio,toda vez que ele fizer a mesma comemoração parte da imprensa fará alusão ao ocorrido na Rocinha.

    Em suma:Sou contra a banalização do assunto,acho que é demais.Mas também sou contra uma “campanha” para acabar com essas comemorações.Acho que deveria haver uma orientação das partes competentes aos jogadores,até mesmo ao Tardelli,pois,embora o contexto seja outro,os meios são os mesmos,para que evitassem essas comemorações.O Fred (Fluminense) comemora seus (muitos) gols fazendo gesto de mandar o coração pra torcida.O Ewerthon (Palmeiras),quando estava no Corinthians,comemorava seus gols fingindo cortar o cabelo,numa linda homenagem a seu pai,que é barbeiro.É mais correto,menos polêmico e dá menos margem para comentários maliciosos.

    Me metendo na conversa alheia:Cara,não vejo nada demais em chamar um negro de negrão.Chamando o cara de negrão,vc está dizendo que ele é um negro grande.E que mal há nisso?Chamo alguns amigos meus,gente que gosto muito,de negrão,e nunca,jamais,alguém se ofendeu com isso.Alguns me chamam de brancão,devido a minha estatura e porte físico.Nunca taxei alguém de preconceituoso por isso.
    Pelé refere a si mesmo como negrão.Seus ex companheiros de time dizem admitem que faziam o mesmo.Certo jogador de futebol de areia adotou o Negrão (no caso dele,Negão,sem o R) como parte do “nome”.

    Gente…vamos fazer por menos!

  • Leandro Azevedo

    Andre,

    saindo totalmente do tema… Uns amigos estao querendo ir pro jogo do Santos contra o Red Bull aqui em NY e eu queria saber se vc tem alguma informacao dos jogadores que virao para o jogo, pq o Robinho esta machucado e a garotada joga na quinta… Vc tem essa informacao?

    Abraco

    AK: Pelo que sei, só vão jogadores que não estão atuando no Paulista e na Copa do Brasil. Um abraço.

  • Fred Ferreira

    André,

    Eu não concordo muito com a sua crítica quanto as comemorações imitando “matadores” ou “artlheiros”, mas entendo o seu ponto de vista.

    O que eu acho grave são jornalistas que acham normal e defendem jogadores que frequentam lugares dominados por bandidos sob o argumento que são suas “raízes”….

    Imagine qualquer pessoa, de qualquer classe, se os seus amigos de infância viram bandidos, você continua alimentando essas amizades ? Isso é um absurdo !!! A não ser que fosse ache normal ser bandido,,,,

    Os jogadores que fazem isso acabam dando “glamour” para os bandidos. Daqui a pouco, até mesmo as crianças que não nasceram em comunidades pobres, vão achar natural andar com gente armada por aí…

    Um abraço

  • Vinicius

    André, boa tarde.

    Gosto muito do seu blog e fico constrangido que meu primeiro comentário seja uma “critica”, mas sem ironias com o titulo de seu post, recomendo apenas como um exercicio a leitura deste artigo: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/03/16/os-preconceitos-sociais-na-midia/

    Forte abraço

  • Rejane

    Alguns jogadores do Flamengo estão expondo as suas vidas particulares demais! Nas últimas duas semanas só ouve-se falar sobre as condutas fora de campo! È melhor alguns destes jogadores reverem os seus conceitos!

  • Beto

    Repercussão que o tema merece.

    Pelo menos a maioria parece ter entendido o recado…

  • Luiz Alberto

    André, te proponho outro exercício então:

    E se o jogador fosse o branquinho, bem nascido, religioso. marido exemplar, abstêmio e celibatário Kaká???

    é, as tramas do preconceito são sutis…

    AK: Se o jogador fosse o branquinho, bem nascido, religioso, marido exemplar, abstêmio e celibatário Kaká, meu post seria igual. Se o jogador fosse amarelinho, vermelhinho, de olhinhos puxados ou de largura de cabeça avantajada, meu post seria igual. A questão não é “o” jogador, e sim “um” jogador. As tramas do preconceito, sutis ou não, estão, também, na cabeça pobre de quem as vê em todos os lugares. Até mesmo onde elas não estão. Pena você ser assim. Um abraço.

  • alcides

    qualquer pessoa q freqüenta baile funk ou escola de samba convivem com traficantes armados até as rainhas de baterias da rede globo .
    e por falar em traficante como anda o processo q o marcelo antony da REDE GLOBO responde por trafico??????????

    AK: Não estamos falando de qualquer pessoa. Um abraço.

  • Massara

    Para mim o fato de ser o Vagner Love não mudaria nada.

    Ainda acho que o gesto de comemorar imitando uma arma está intrinsecamente ligado à expressão “matador”. O fato de esta expressão ter “pegado” no futebol (“Fulano de tal é matador”) estimulou este tipo de comemoração nos últimos tempos.

    O cara que comemora, acredito, imprime esta conotação à comemoração e não a de que ele está atirando na torcida, o que seria uma idiotice. O problema é que algumas pessoas que crescem dentro de um ambiente hostil, como as favelas, em que é possível ver traficantes armados a todo o momento, tendem a interpretar este tipo de gesto como um estímulo à prática criminosa.

    Abs.

  • Luiz Alberto

    Geralmente quando uma pessoa não tem argumentos, o que ela faz, apela, chamar-me de cabeça pobre para me desqualificar só porque eu expus o seu preconceito de maneira aí sim, sutil, só demonstra como você se sentiu incomodado com um simples, como você mesmo chamou, exercício, ou seja, você pode insinuar que um atleta negro, de origem humilde, poderia ter a sua imagem associada ao crime organizado por uma simples comemoração, e eu que tenho a cabeça pobre por achar que isto é preconceito. Eu gostaria de ver exercícios iguais a este quando o já citado atleta branquinho doou milhares de dólares para uma igreja chefiada por bandidos, ou estou com a cabeça pobre também ao lembrar deste episódio. Acho que você deveria conversar mais com o teu pai, ele é muito mais sutil.

    AK: Legal que você gosta tanto de escrever “sutil”. A única coisa que você expôs foram seus próprios problemas. De onde você tirou que eu insinuei “que um atleta negro, de origem humilde, poderia ter a sua imagem associada ao crime organizado por uma simples comemoração”? O post é sobre um jogador (de novo, qualquer um) comemorar gols imitando um pistoleiro. Nesse caso, um jogador que foi recentemente fotografado cercado de traficantes armados com fuzis. Ficou mais claro agora? Há algum tempo, discuto aqui sobre esse tipo de comemoração. Voltei ao tema por causa das fotos. Mas sabe como é cabeça pobre, falta informação, e a compreensão fica prejudicada. Cabeça pobre também vê apelação onde há, apenas, uma resposta à altura do besteirol do comentário. E esquece, ou não leu, ou não importa (porque o que importa é o discurso ideológico desinformado), que as comemorações religiosas também já foram assunto neste blog. Um abraço sutil.

  • Heitor

    André, acredito que seria muito mais benéfico se vc nao respondesse aos seus leitores de maneira agressiva, mesmo aos babacas.

  • Marcel Souza

    Pra quem está achando que esse post virou uma patrulha ideológica a favor do politicamente correto e um claro comentário preconceituoso, vamos extender o exercício:

    E se um jogador qualquer comemorasse um gol simulando que está tomando droga na veia, ou “puxando” um cigarrinho? Ia todo mundo também achar “normal”, porque “infelizmente essa é a origem do cara” e quando alguém critica está na verdade sendo preconceituoso?

    Pra mim não tem diferença o cara fazer apologia às drogas ou à violência. É mau exemplo, e acabou. Quem já sofreu na pele com a violência urbana sabe que é verdade.

  • Everton Novaes

    Rapaz, gostei da pergunta do Marcel Souza. Eis o ponto.

  • Wladimir Pinheiro

    É lamentável alguém do seu gabarito André Kfouri, ter que voltar aqui para dar novas explicações sobre um exercício tão simples quanto esse. É tão difícil para um ser humano racional entender o que foi escrito e separar a paixão da razão? Seu post é simples e objetivo, aqueles que não entenderam a sua mensagem no mínimo são analfabetos funcionais, e se não entenderam sua mensagem numa linguagem mais simples, concerteza não entenderam a minha. Meus parabéns por continuar com o post com comentários maravilhosos como esse. Continue assim André Kfouri nós te apoiamos, pois é disso que precisamos um jornalismo mais imparcial possível, inclusive o Lédio Carmona já escreveu sobre ” A mídia continua torcendo” , para que sabe ler um pingo é letra! Obrigado por nos servir este espaço.

  • kappen

    (deu problema no primeiro envio)

    uma bala perdida no joelho de um (qualquer um famoso) jogador acabaria com a discussão e com o gesto de ‘comemoração’.

  • Luiz Alberto

    Só posso entender esta agressividade nas respostas (afinal usar termos como cabeça pobre, falta de informação, compreensão prejudicada, besteirol do comentário, discurso ideológico desinformado está muito longe da gentileza que sempre pontuou o seos posts) como uma profunda culpa, não assumida é óbvio, por ter se mostrado preconceituoso, outra evidência desta culpa foi a necessidade de se explicar no gabarito, mas você tem toda razão, os cabeças pobres, como eu, vêem preconceito em tudo, os cabeças fortes, como você, estão aí há 500 anos dizimando indígenas, escravizando africanos, discriminando nordestinos etc e etc e achando tudo normal, afinal ver racismo nisto é coisa de cabeças pobres, os cabeças fortes acham que o racismo cordial que temos por aqui é natural, o resto é “discurso ideológico desinformado”. Conhecia a sua briga contra as comemorações bélicas e muito me decepcionou ver você voltar a este assunto justamente com o episódio do Vágner Love, pareceu-me uma atitude preconceituosa e oportunista, assim como não vejo relação entre as comemorações religiosas do Kaká e sua ligação com os bandidos da igreja, também não vejo relação entre as comemorações do Love e a situação do crime organizado na favela, mas a minha opinião não conta né André? Eu sou cabeça pobre (Ainda bem).
    Einstein estava certo hoje em dia é mais fácil destruir um átomo do que um preconceito.

    AK: Ah, entendi. Um psicólogo… amigão, vamos falar sério? Você não sabia das imagens da favela. Pois se sabia, e não consegue relacionar as duas coisas, o caso é mais grave ainda. Fico feliz por tê-lo informado. Abraço sutil.

  • Luiz Alberto

    Ok, talvez você também tenha imagens do Love capitaneado pela Máfia Russa quando ele jogava lá em Moscou, quando ele não deixou de fazer as suas comemorações bélicas, libera para nós aí André, não sonegue a informação…

    AK: Eu? Eu não. As imagens são do Fantástico, e tiveram repercussão em todos os lugares. Uma pena você não ter visto. Abraço sutil.

  • Marcelo Coelho

    Luiz Alberto,

    Seja bem chegado ao clube dos que não sabem ler, quando leem não entendem e quando entendem interpretam mal.
    Não é culpa sua Luiz, a culpa é do “nosso precário sistema educacional”.
    Também sou um analfabeto funcional, assim como você.

    Abraço
    PS: em caso de raiva excessiva, clique no link abaixo

    http://www.crpsp.org.br

    AK: Boa, Marcelo. Nada como conhecer as pessoas. Um abraço.

  • Luiz Alberto

    Que beleza hein André…fico pensando o que papai Juca pensaria se soubesse que seu filho querido anda tolhendo o diireito legítimo de resposta dos seus leitores apenas por vaidade ou por incompetência de discutir idéias…hoje, seu pai, no blog dele publicou uma notícia de um filho de um médico, professor da Universidade Federal de Santa Catarina que agrediu covardemente uma senhora técnica de patinação, que ironia, na hora me lembrei de você…por que será?

    AK: Ou porque você não bate bem da cabeça, ou esqueceu de tomar seu remédio. Eu escolheria a primeira opção. Tente se controlar e melhorar o nível dos seus comentários. O espaço é aberto, mas tem filtro contra a delinquência. Um abraço sutil.

  • Marcos Vinícius

    Aí vcs dois:

    A coisa tá descambando pro lado da ofensa,de ambas as partes.O que ambos acham de deixar isso pra lá?Se repararem bem,parecem duas crianças discutindo.Tá feio.A idéia do blog é discutir sobre pontos de vistas diferentes,mas isso já passou dos limites!

    Marcelo Coelho:

    Cara,vc mandou muito bem!Todos os adjetivos por vc citados já foram usados por quem discorda.Eu,inclusive,já fui taxado por todos esses adjetivos.

    Somos analfabetos funcionais!

  • Zé Mário

    Interessante, muito interessante. eu sou leitor do andré desde que o blog dele estava no ig. leitor fantasma, porque nunca comentei até hoje. mas essa briguinha com o comentarista luiz alberto está interessante…. eu não concordo sempre com as opiniões do ak mas posso dizer que o “conheço virtualmente”. dizer que ele é preconceituoso é muita viagem. a maior diferença dele em comparação aos outros blogueiros é que ele aparece para responder os comentários. tem gente que usa o linguajar que bem entende e depois se assusta com as respostas. a pessoa não mede as palavras e ainda quer que o andré mostre a outra face. acho que ele até pegou leve, porque eu ia ficar muito p da cara se alguém fizesse esse tipo de insinuação. andré, essa conversa não leva a nada, se eu fosse você já tinha limado esse cara daqui.

    abraços

  • Ricardo

    Ô André, deixa esse mala aí falando sozinho. Tem cara que só vem aqui para encher a paciência dos outros. Saudações tricolores.

  • gavião

    quanto dodói… AK, como vc aguenta?

  • Eduardo

    Já eu discordo totalmente do André neste tema das comemorações. Mas discordo ainda mais de quem o acusa de preconceito. Abs a todos.

  • Luiz Alberto

    A bem da verdade,

    Ontem, no calor da discussão, dei uma de analfabeto funcional, e não percebi a ironia no post do Marcelo Coelho e acabei considerando, de forma totalmente equivocada, que se tratava de uma ofensa gratuita, e acabei respondendo de froma também ofensiva. A minha resposta, ainda bem (agradeço ao André por isto), não foi publicada, por isto que à noite, ainda equivocadamente, ao perceber que a minha resposta não tinha sido publicada pelo André, postei reclamando, de forma bastante contundente, de estar sendo tolhido no meu direito de resposta, fazendo inclusive comparações, que reconheço agora, desproporcionais.
    Peço perdão ao André pelo último post e ao Marcelo por ter interpretado mal a sua observação que na verdade me era solidária, peço que o último post seja totalmente desconsiderado, o qual, como expliquei foi fruto de uma interpretação equivocada no calor da discussão.
    No entanto, mantenho tudo que foi colocado nos posts anteriores, e sinto muito que esta discussão, tenha sido pautada, desde a primeira resposta do André, por ofensas a minha pessoa e não pela discussão de opiniões e idéias, o que, como me referi antes, muito me surpreende, afinal a tradição da família Kfouri sempre foi a discussão, às vezes de forma muito mais ácida do que foi colocada por mim, de idéias e opiniões.

    AK: Quero me desculpar com você e com quem leu nosso “debate”. Senti-me acusado por seu primeiro comentário. Uma acusação grave, que não mereço. Portanto discordo da sua leitura do que aconteceu. Mas reconheço que minha resposta não contribuiu para o tipo de conversa que queremos aqui. Um abraço.

  • Marcelo Coelho

    Luiz,

    Fui solidário com você, com o Danilo Ottoni (“… se você soubesse ler…”, “…tente voltara para a escola…”) com o Paulo (“…vamos ler o que está escrito,…”) e com o Marcos Vinicius que parece concordar comigo. Gosto do blog, e do fato do blogueiro responder aos comentários dos leitores.

    Meu último comentário Luiz, e esse também, são dirigidos à você e aos outros leitores que quando discordam são desqualificados. São convidados a reler o post original ou então são orientados a voltar para a escola. E com isso o debate original, geralmente sobre futebol, se perde.

    É uma pena, fiz faculdade, tenho especialização na minha área, domino razoavelmente três idiomas além do português, mas tenho dificuldade em entender alguns posts desse blog. Evidentemente a culpa é do sistema educacional brasileiro que fez de mim e de outros leitores desse espaço pessoas incapazes de compreender textos simples, bem escritos e óbvios.

    Vou continuar lendo o blog, e todos os comentários. Mas fico pouco à vontade para discordar do André.

    Para o Luiz e demais leitores pouco letrados, forte abraço.
    Para o André, sucesso.

    AK: Marcelo, pena você só ter selecionado o que está nas minhas respostas. Poderia ter feito o mesmo com o “se você fosse jornalista…” do Danilo. O “olha o PATRULHAMENTO…” e “… tudo babaquice!” do Paulo e demais agressividades que recebo aqui, e tento responder no mesmo tom, porque acho que assim é mais justo. Além disso, pedir para que se leia o que está escrito é o mínimo que posso fazer quando a incompreensão é tão evidente. Não é verdade, absolutamente, e você sabe disso, que toda a discordância seja desqualificada aqui.
    Acima de tudo, me estranha o fato de você, especificamente, se sentir assim. Comentando ou não, obrigado pelas visitas. E sucesso para você também. Um abraço.

  • Luiz Alberto

    Todo “homo sapiens” e até os analfabetos funcionais só sobrevivem por causa de seus pré-conceitos, se eu não soubesse que provavelmente morreria se tomasse um copo de veneno de rato, eu teria que tomá-lo para adquirir o conceito, portanto os pré-conceitos fazem parte da nossa vida de forma essencial, o problema é quando os pré-conceitos partem de premissas totalmente equivocadas e geram uma versão distorcida da realidade (Exemplo: favelados e por consequência negros estão mais afeitos à marginalidade por estarem mais próximos dela). Ao relacionar a comemoração bélica com o fato de Vágner Love ter sido fotografado cercado de marginais armados na favela, na minha opinião (repito OPINIÃO), você partiu desta premissa equivocada, a comemoração bélica é mau exemplo independentemente do estrato social de onde vem o jogador, atribuir uma gravidade maior (a sua pergunta foi – Como é que fica?) pelo fato do jogador ter sido flagrado cercado de armas na favela reforça um estigma que eu (reforço, novamente, eu) entendo preconceituoso, mas tenho certeza que você não fez isto de forma consciente e premeditada e também tenho a certeza absoluta que você não mereça a acusação de ser uma pessoa preconceituosa, absolutamente. E como ressaltou o amigo Marcelo Coelho, isto pode ser apenas a leitura de um ‘analfabeto funcional”, no caso eu.
    Abraços sutis.

    AK: Ou pode ter sido uma leitura apressada. O meu “como fica?” quis dizer o seguinte: agora que existe a imagem, a comemoração não parece menos descontraída, mais violenta? Seria o mesmo se David Beckham comemorasse assim e aparecesse cercado de seguranças, mostrando suas armas. Apenas isso. Um abraço.

  • Marcos Vinícius

    Antes de mais nada,peço desculpas por me meter na “conversa” de ambos.Não costumo fazer isso,mas acho,quero dizer,acho não,de fato a coisa tava tomando proporções maiores,tava rolando ofensas,e a idéia do blog,embora não seja eu quem deva dizer isso,não é essa.Promover o debate sadio,acolher divergência de opiniões,informar,essa é,ou deveria ser,a finalidade deste blog.

    Concordo com o Marcelo Coelho,no tocante aos argumentos usados pelo dono do blog quando o debate,ou o ponto de vista do debatente,não lhe agrada.Li numa revista,certa vez,que quando alguém quer dominar o mundo,e não estou dizendo que seja essa sua intenção,André,ele deve desacreditar seus oponentes.É melhor do que ofende-los.Claro que aturar ofensas do tipo “…tudo babaquice.”,”…se vc fosse jornalista”,e outras mais realmente seria o limite da (falta de) ombridade.Eu,no seu lugar,também não aceitaria esse tipo de ofensa.Sim,acho ofensa,embora não use palavras de baixo calão,mas é ofensa.Nunca me dirigi,ou me dirigiria,a vc ou a qualquer outra pessoa dessa forma,e não aceitaria que fizessem o mesmo comigo.

    Mas a questão é:E quando o debatente,como eu,apenas discorda?Será que desacreditar,diminuir,dizer que ele é um “analfabeto funcional”,como muito bem colocou Marcelo Coelho,é o mais adequado?Já fui vítima,algumas vezes,da acidez de suas respostas,e olha que eram comentários banais,como,por exemplo,uma brincadeira que fiz com vc quando o Fluminense ganhou do Cruzeiro,no Mineirão,no último brasileiro(treinador crocodilo,time mais “quente” do campeonato,lembra?).Respostas ríspidas muitas vezes são desnecessárias.

    Quando vc pede para reler o texto,não é que o camarada não tenha entendido.É que ele entendeu diferente de vc.E não pode?Se dez pessoas lerem o mesmo texto,teremos dez interpretações diferentes para o mesmo.E que mal há nisso?De fato,não é verdade que toda discordância seja desqualificada,.Também sei disso.Mas nem toda discordância é bem vinda.E disso,todos sabem.

    Antes de o meu último comentário ser aceito,enviei dois que não foram.Nada havia de ofensivo,não haviam palavras de baixo calão,pois eu nunca as usei,mas mesmo assim não foram aceitos.

    Sempre gostei,e ainda gosto,do seu blog por vc responder a quem participa dele,até com frequência.De um tempo pra cá,participo muito menos,pois minha paixão é futebol,e ou outros assuntos(NFL,NBA,por exemplo),não me interessam muito.Sempre leio,mas nem sempre posto algo.

    Também te desejo sucesso.Gostaria que,junto com ele,viesse também um pouco de paciência.Mas talvez isso seja pedir demais…

    Abraço,querido,e felicidades.

    AK: Obrigado pelo comentário. Um abraço.

  • Marcelo

    Se o Wagner Love não tivesse se metido a ir na favela e ser escoltado e sido filmado rodeado de traficantes armados, seria apenas condenável comemorar simulando tiros, simplesmente porque INDEPENDENTEMENTE DA COR DA PELE DELE, ele não haveria se metido com situação nenhuma que desse margem À especulações.

    Mas, entretanto, contudo…o que aconteceu ? O Wagner Love NEGRO OU BRANCO DIGA-SE DE PASSAGEM, foi pra tal da favela e lá deu-se o fato. Se ele a partir daqui fizer um gol e comemorar assim…virá na minha mente: Ele está fazendo marketing de bandido, tá mandando uma “letra” pra turma do tráfico, tá fazendo propaganda pra bandido, tá recebendo um troco pra fazer um merchandising…simples assim. E aí, prezados leitores, concordo com o André…Eu repudio e, fosse eu juiz de direito, levaria em conta até a hipótese de expedir um mandado de prisão para ele e enquadrar esta bizarrice como um crime por APOLOGIA AO CRIME ORGANIZADO.

  • João Vitor

    André,
    Só para recordar, tivemos há um tempo o caso do Robie Fowler, na Inglaterra, que comemorou um gol “cheirando” a linha do campo(Esse caso ocorreu, se não me engano, devido a acusação de que era viciado).
    Obviamente que ele foi punido. Acredito que da mesma forma os jogadores que comemorassem os gols fazendo qualquer alusão as armas ou violência, deveriam ser punidos.
    Quanto ao caso do Love, entendo que os jogadores nascem em favelas, tenham amigos que moram lá, e de vez em quando frquentem estas comunidades. Mas o jogador tem que entender o seu exemplo e imagem exposto na mídia. Ele precisa compreender que é ídolo de muitas crianças e jovens…

    Abraços

    PS: Realmente a discussão não foi boa, precisamos discutir mais ideias e menos as pessoas em si… Mas foi bom o final desta historia…

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