NOTINHAS PÓS-RODADAS (e outras coisas)



* O clássico de ontem (Palmeiras 4 x 3: Pará, Neymar, Robert-3, Diego Souza e Madson – 11.452 pagantes) na Vila assumiu o posto de “melhor jogo do Campeonato Paulista”, que era de Portuguesa x Santos.

* Na raça, no suor, na necessidade de recuperar o próprio orgulho, o Palmeiras foi buscar um resultado transformador. E que deveria fazer parte da torcida olhar para Robert de outra forma. O cara faz gol em clássico, e isso tem de significar alguma coisa.

* O jogo vale uma terceira nota? Lógico, pô: Neymar foi corretamente expulso (antes de pegar Pierre, chutou Danilo), e aprenderá com o vermelho. Nos dias em que a marcação o contém, ele precisa controla sua cabeça.

* Ronaldo, o assistente, reapareceu da Arena Barueri. Passou para os dois gols da vitória do Corinthians (2 x 1 no Santo André: Dentinho, Roberto Carlos e Ricardo Conceição – 7.845 pagantes). Mas o melhor passe foi o que Jorge Henrique, no segundo tempo, não conseguiu transformar em assistência.

* Roberto Carlos (primeiro gol pelo Corinthians) fez dois bons jogos em sequência.

* Quem também marcou pela primeira vez com a nova camisa foi o zagueiro são-paulino André Luis. Gol que livrou o São Paulo (2 x 1 no Rio Branco: Jorge Wagner, Marcio Carioca e André Luis – 9.370 pagantes no Morumbi) de um desagradável empate em casa.

* No Morumbi, assim como no Engenhão e no Mineirão, o jogo parou por falta de energia.

* No primeiro “clássico dos milhões” em um ano, Adriano voltou, marcou e mandou um recado que poderia ser mais claro. Quem são as “pessoas ruins”?

* Na vitória do Flamengo (1 x 0 no Vasco: Adriano – 30.214 pagantes no Maracanã), Bruno falou com as mãos e silenciou Dodô.

* Terceira nota para o clássico carioca: Pênalti para o Vasco, Carlos Alberto não está em campo. Quem bate?

* As forças da natureza se apossaram do Engenhão por quase 20 minutos. Quando a energia voltou, o campo não era mais um campo.

* Enquanto deu para jogar bola, o Botafogo fez o necessário para vencer (2 x 0: Antônio Carlos e Gabriel – 2.269 pagantes) o Olaria.

* No sábado, o Fluminense (1 x 1 com o América: Marquinho e Júnior – 2.226 pagantes no Engenhão) perdeu Everton, expulso aos 15 minutos do primeiro tempo, e não se encontrou mais.

* Como aconteceu nos primeiros jogos de Neymar, a estratégia dos adversários para lidar com Wellington Silva é a intimidação. Fabio Braz não esperou nem um minuto.

* O jovem volante Maylson está ganhando um lugar no time titular do Grêmio (3 x 0 no Internacional de Santa Maria: Maylson-2 e Fernando – 10.936 presentes no Olímpico), e fazendo jus ao que se falava dele.

* Mas não precisava – E ISSO É UMA BRINCADEIRA MINHA – roubar um gol de Jonas…

* O Internacional, com escalação genérica, teve dois expulsos mas não perdeu (1 x 1: Romano e D’Alssandro – público ND no Antônio David Farina) para o Veranópolis.

* D’Alessandro foi bem e deve reaparecer no meio de campo contra o Cerro, pela Libertadores.

* Obina já tem uns 200 gols pelo Atlético (4 x 0 na Caldense: Renan Oliveira, Fabiano-2 e Obina – 11.544 pagantes), mas marcou seu primeiro no Mineirão.

* O mais bonito saiu dos pés de Fabiano, de fora da área, no ângulo.

* Só dois titulares jogaram, e mesmo assim o Cruzeiro ganhou o “clássico” (3 x 2 no América: Wellington Paulista, Leandro Ferreira, Kieza, Fabinho e Fábio Júnior – 12.111 pagantes no Mineirão), que teve futebol enquanto a natureza permitiu.

* Como diria o outro, teve até chuva de granito no Mineirão.

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Se você ainda não viu, aí vão os 3 gols de Leo Messi na vitória do Barcelona (3 x 0 no Valencia).

Alguns preferirão o lindo tapa “por fora” no segundo gol.

Outros darão risadas com o toque, de pé direito, que deixou o goleiro procurando a bola, no terceiro.

Mas eu quero falar do primeiro. Nada de outra galáxia, eu sei. Afinal, já nos acostumamos a ver lances desse tipo feitos pelo pulga.

Mas preste atenção no último drible. É uma finta de corpo, uma balançada para a direita que faz o zagueiro passar.

Aquela história de “o craque está dois ou três movimentos à frente dos outros” é difícil de ver.

Mas nesse gol, ela é cristalina.

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Corrida de carros não é minha praia, mas não dá para ignorar o domingo que abriu a temporada da F-1 e da F-Indy.

É sensacional o trabalho de Luciano Burti como comentarista. Só o fato de ele conseguir dizer para o telespectador o que o telespectador não vê e não sabe, já seria ótimo.

Mas Burti o faz com clareza e sem se repetir.

Enquanto isso, em São Paulo…

Chuva, asfalto irregular, sujeira na pista, acidentes… esse é o trânsito que o paulistano conhece.

E que a Indy conheceu ontem. Deixemos assim.

Ah, só mais uma coisa: se pilotos famosos e conhecidos do público brasileiro, como Tony Kanaan e Hélio Castroneves, foram simpáticos (como são) e acessíveis no “Circuito do Anhembi”, alguém poderia me explicar por que Danica Patrick tinha de andar pela pista com quatro seguranças, fingindo que sua vida estava em risco a todo momento?

Como diz um amigo meu: ganhou o quê?



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