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Vamos falar em português bem claro?

O Milan mereceu levar mais do que os 4 x 0 em Manchester.

Wayne Rooney marcou um gol aos 13 minutos de jogo, como se estivesse perguntando aos italianos: vocês ainda querem conversar?

E depois ele marcou outro, em grande jogada de Nani no primeiro minuto do segundo tempo, encerrando o encontro: obrigado por terem vindo.

Rooney é uma das razões pelas quais será muito difícil eliminar os Diabos Vermelhos.

No Santiago Bernabéu, local da final do próximo 22 de maio, o Real Madrid fez 1 x 0 com Cristiano Ronaldo aos 5 minutos (bolaça de Guti), e num primeiro tempo de total domínio, perdeu gols por falta de sorte e/ou por excesso de individualismo.

Como muitas vezes o futebol não aceita desaforos, o Lyon melhorou muito no segundo tempo e conseguiu um merecido empate: 1 x 1.

Foi a sexta eliminação consecutiva dos gigantes espanhóis nas oitavas de final da UCL, e há uma coisa que não consigo entender. Faltando 15 minutos para o final, precisando de dois gols, o técnico chileno Manuel Pellegrini colocou Raúl em campo.

Medida absolutamente correta.

Mas quando subiu a placa do jogador que seria substituído, eu falei: o quê?

Era Kaká.

O meia brasileiro não fazia uma de suas melhores partidas, ao contrário. Mas tirar um jogador com as características dele (veja que eu, ainda, não falei no nome), naquele momento do jogo, era simplesmente a maior burrice bobagem que um técnico poderia cometer.

O Lyon estava, lógico, felicíssimo com o placar e determinado a garanti-lo. Lisandro López era praticamente o único atacante.

Pellegrini não só poderia escolher um jogador num painel de laterais, zagueiros e volantes, como precisaria de alguém para levar a bola ao ataque.

Na ausência de Kaká, e por absoluta falta de opções, quem ficou com a tarefa foi o imortal Rafael Van der Vaart.

Vai entender…

Kaká se sentiu responsabilizado pelo treinador e balançou a cabeça ao sair de campo. Cena rara e que diz muito a respeito do relacionamento dele com o professor Pellegrini.

Também disparou um grito que enterra o mito de que ele não fala palavrões.

Outro que balançou a cabeça, no fim do jogo, foi Cristiano Ronaldo. Sou capaz de apostar que ele estava pensando na bola que o (ótimo) Higuaín não lhe passou, na cara do gol, quando o placar mostrava 1 x 0.

Na era da UCL, jamais um time foi campeão jogando em seu estádio.

Não será neste ano.

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O que o blog escreveu em 18 de dezembro de 2009:

Lyon x Real Madrid (16/02, Gerland – 10/03, Santiago Bernabéu)

Previsão: Real Madrid. Os franceses têm um bom time, mas não dá para imaginar todo o investimento do Real Madrid caindo tão cedo.

Milan x Manchester United (16/02, Giuseppe Meazza – 10/03, Old Trafford)

Previsão: Man U. Mais time e mando de campo no segundo jogo. O Milan tem feito mais do que se esperava, mas não deve resistir.

Placar dos palpites: 3/4



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