PH E PHD



Paulo Henrique Ganso realmente falou o que estão falando que ele falou.

Independentemente da forma como a assessoria de imprensa do Santos tratará o assunto (parece que haverá uma coletiva do PH hoje), as palavras (alô coleguinhas: a entrevista foi dada ao repórter Sérgio Loredo, da rádio Eldorado/ESPN, ok?) são cristalinas e inconfundíveis.

Em minha opinião, e já escrevi isso aqui muitas vezes, o meia santista tem muita, mas muita chance de virar um craque.

Joga futebol de cabeça erguida, usa os dois pés, vê o jogo com inteligência e é jovem. Se eu fosse dono de um time e pudesse escolher um único jogador do Santos para contratar, seria ele.

Isto dito, dizer que deu “uma acordada no Ronaldo, para ele ver que estava na Vila Belmiro” talvez não tenha sido a atitude mais inteligente.

Não, não é uma polêmica.

Não, mil vezes não, não faz do garoto um jogador violento ou encrenqueiro, duas coisas que ele não é.

Assim como é o caso de jogadores firuleiros, que gostam de passar o pé em cima da bola (independentemente se o fazem só quando estão ganhando, ou com ou sem “objetividade”), cada um precisa, apenas, se garantir em campo.

Algumas coisas são exatamente iguais no futebol, em qualquer lugar. Na rua, na terra, na pelada, na várzea e nos melhores estádios do jogo profissional.

Jogador driblador ouve ameaças de quem tenta marcá-lo (o que não significa que sairá de campo com a perna quebrada), quem fala muito ouve muito, e quem quebra as chamadas “leis não escritas” do jogo oferece combustível ao adversário. São os episódios que aumentam o nível de motivação, que fazem certos confrontos aumentarem de tamanho.

Quem viu a atuação do Manchester City contra o Chelsea, no sábado, viu um time que entrou em campo para “honrar” um companheiro envolvido num rolo pessoal com um adversário. O City atropelou por 4 x 2, na casa do Chelsea.

É só um exemplo do que faz jogadores de futebol correrem mais.

Certamente não foi a primeira vez que alguém quis intimidar Ronaldo com um “chega pra lá”, e certamente não será a última. O futebol também é feito disso.

No caso, fazer não é o problema. Falar…

Ganso não fez por mal, e talvez ainda não tenha percebido que expôs um jogador que não é comum.

De novo, ele só precisa se garantir.

Como diz um companheiro de redação: no futebol, ele é PH.

Ronaldo é PHD.



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